Coisas de Greve Climática Estudantil

- 17.3.19

A mamã estava cheia de trabalho, o Afonso tinha um teste... mas o desejo de ir para a rua e nos juntarmos aos milhares de jovens que se foram manifestar pelo clima foi mais forte...

A mamã levou o computador atrás e foi apanhar o Afonso e outros colegas a seguir ao teste, para os levar a Lisboa. Trabalhou, sim (vantagens de ser uma profissional "ambulante"), mas num bar que havia ao pé da Assembleia, inspirada pela energia contagiante dos jovens manifestantes.

Falei com muitos adultos, antes da manifestação, e ouvi muitas frases como "vai ser um fiasco", "os jovens portugueses são amorfos", "só vão lá se for para faltar às aulas" ou "vão lá para arranjar confusão". E a verdade é que as ruas se encheram em dezenas de pontos por todo o país, não houve incidentes, e os jovens mostraram o que valiam e as razões que ali os levaram. Ouvi queixas, da parte deles, de algum aproveitamento político, nesta matéria, porque o que eles queriam mesmo era uma manifestação apolitizada. Desconfiam dos políticos, mas exigem mudanças. Também no que toca aos "aproveitamentos".


(foto de Miguel Manso, publicada em https://www.publico.pt/2019/03/15/p3/fotogaleria/para-de-negar-a-terra-esta-a-morrer-as-imagens-da-greve-climatica-em-portugal-393627, onde se encontram outras tantas fotos impressionantes)


O que vi inspirou-me. E inspirou os meus filhos, na manifestação e fora dela. Os cartazes ficaram por casa, e agora tenho de lidar com pequenas manifestações pelos corredores. Os jovens prometeram continuar esta luta na rua. Mas, no entretanto, é preciso aplicar mudanças no seio das famílias, dentro das nossas próprias casas. O que podemos fazer individualmente? Coletivamente? Até onde estamos dispostos a ir para curar o planeta e garantir um futuro para as novas gerações?




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