Podia...
Porque agora - e esta é uma das vantagens de ter filhos a tender para o "crescido" - os meus filhos já nem se atrevem a acordar a mamã!

Sebastião resolve aparecer para jantar de óculos de sol. Irmãos não resistem e vão buscar também óculos de sol à caixinha dos óculos de sol malucos. Reaparecem a dançar a dança dos óculos de sol.
Sentam-se finalmente à mesa mas continuam a dançar e a fazer batuques com os talheres. Dudu, sem talheres, dança com a comida. Suja a roupa e a mãe obriga-o a trocar-se. Tira a roupa suja e vai nu, a dançar, pela casa fora, de óculos de sol.
Mãe desespera. Afonso consola-a.

(Afonso) Ah, família maravilhosa.

E entrega-me a tabuleta que um dia me trouxe de Madrid.


(Afonso) Um dia vou ter saudades disto. E a mãe também...
(Sebastião) Mãeeeee! Não encontro o meu telemóvel.

(Afonso) Eu sei onde ele está.

(Sebastião) E onde é que está?

(Afonso) Vais ter de resolver um enigma...


E ele que não complicasse!


(Afonso) Está no andar de cima, em algo que demorou a ter direitos.


Sebastião pensa. Mãe não resiste em pensar também. Mas a Leonor vem lá de cima, toda contente, com o telemóvel na mão.


(Leonor) Está aqui, Sebastião. Estava em cima do piano.

(Afonso) O piano é preto...

(Sebastião) Ahh! Eu estava a pensar num objeto feminino, de mulher.

(Afonso) Dah! Eu estava a pensar numa matéria-prima circular, que tivesse sido esculpida em linhas direitas. Um tronco transformado em móvel, por exemplo...


Tudo depende sempre da sua perspetiva...
Ter disciplinas semestrais tem algumas vantagens - alivia-se o horário, a turma é dividida em dois grupos - excepto na hora de estudar. Porque a matéria é a mesma, mas tem de ser dada e estudada em metade do tempo.

E foi assim que o Sebastião chegou ao fim de semana com 180 páginas para estudar. Coisa pouca (ironia!), para quem não gosta nada de História (como é que alguém pode não gostar de História?!) e tem dois jogos importantes pelo meio.

(Sebastião) Mas porque é que arranjam nomes tão complicados para as coisas?! Erário Régio? Despotismo? Mesa Censória? Rococó? Quem é que se lembrou do nome Rococó?! Parece que é a gozar...

(Gato) Txiii! Ainda bem que sou gato...


(Mãe) Vamos a isto, Sebastião! Só tens de perceber como todos estes acontecimentos se relacionam e se influenciaram, até chegarmos aos dias de hoje...

Nada mais ingénuo. Do Antigo Regime até ao final da Revolução Francesa, há tanta, mas tanta informação para decorar, que o Sebastião já deitava fumo pelos olhos. E a Mamã, mesmo gostando de História, já só queria vê-la pelas costas...


(Mãe) Sebastião, o que é que estás a fazer?

(Sebastião) Sou um filósofo do Iluminismo, em busca da luz. A ver se ela me mete a matéria na cabeça...


É a segunda edição do concurso que pretende premiar um professor português que se tenha destacado pelas suas ideias, práticas ou resultados...

Eu estarei mais uma vez no júri - enquanto Mãe e pessoa que reflete sobre a Educação. Venham daí essas boas candidaturas!
Primeiro, faz-se uma torre com peças de Abaton.

Depois, procura-se que o gato a destrua, atraindo-o com berlindes.




Com gatos à mistura (pobres gatos!), a brincadeira pode atingir níveis bem mais interessantes...
As sessões no São Jorge já se acabaram, mas ainda podem ver o filme até meados de fevereiro no Centro Cultural da Malaposta (todas as informações AQUI)

E porque estamos a começar mais um ano, que tal perguntarmos a nós próprios... Afinal, o que nos faz brilhar os olhos?




Em 2019, Oeiras será a Capital do Natal! E o evento foi apresentado com toda a pompa e circunstância, esta semana, com uma peça de teatro pequenina escrita pela mamã e encenada pela atriz Ana Mota Ferreira, pela atuação da Mia Rose e do Miguel Cristovinho, e do Coro de Santo Amaro de Oeiras (que cantaram o mítico "A todos um bom Natal").


Obrigada a quem me desafiou a fazer parte desta aventura!
Ainda faltam uns largos meses... mas vamos fazer todos os possíveis por pôr os olhos de todas as crianças (dos 0 aos 100 anos... ou mais!) a brilhar!
Ler para um gato já é qualquer coisa de especial...

Mas ler para um gato na banheira é outra categoria!

(Nonô, ao deitar) Mãe, sabes o que é que eu percebi? Não vale a pena preocuparmo-nos muito com as coisas que nos acontecem. Os nossos problemas, mais cedo ou mais tarde, de uma forma ou de outra, resolvem-se...

É a minha filha bem-disposta, que não leva nada a mal e não tem paciência para confusões. Prática e bem resolvida (mesmo com a dislexia que lhe ia beliscando a auto-estima), é perita em arranjar soluções criativas para os seus problemas. E, não havendo solução, conforma-se facilmente. E eu só espero que ela se mantenha sempre assim, com esse sorriso permanente e essa capacidade de fazer rir os que estão à sua volta, como me faz rir a mim...
Obrigada, minha fadinha-Nonô!

Os manos mais velhos já tinham ido à Eurodisney com a avó, já tinham ido com os papás à Disney de Orlando... chegou finalmente a vez dos mais pequenos conhecerem a magia da "Mickeylândia"!

Foram 3 dias em Paris, com um frio de rachar, mas a visitar tudo aquilo que poderia aumentar a sua cultura geral e ampliar o seu olhar sobre o mundo. Conheceram a história da Torre Eifel e do Arco do Triunfo, viram a Mona Lisa, a Vénus do Nilo e a Esfinge no Louvre, descobriram que Notre-Dame não era só um filme com um corcunda, questionaram a arte contemporânea no Pompidou e aprenderam Ciência (em francês) no Centro de Ciência e Indústria. Ainda andaram de metro - em carruagens de dois andares! - e viram as montras destruídas nas manifestações dos coletes amarelos (talvez a parte que mais interessou ao pequeno Dudu, sempre interessado nas questões políticas e sociais).


Seguiu-se a Disney, com toda a magia a que tínhamos direito, para começar o ano novo com a cabeça cheia de sonhos, e aquela alegria infantil que nos chega quando estamos rodeados de tantas figuras icónicas da nossa meninice. A Leonor já não está na idade das Princesas, mas não resistiu a umas boas orelhas de Minnie (nem eu!). A caminho dos 10 anos, o que eles gostaram mesmo foi das montanhas russas. E, dado que o papá não entra nelas nem que lhe paguem, lá teve a mamã de dar o corpo ao manifesto. Acho que ainda tenho a cabeça à roda...


Um bom ano para todos os que estão aí desse lado, com toda a magia necessária para lutar pelos vossos sonhos e para enfrentar os (também necessários) desafios!

(Dudu) Mãe, esta noite tive um sonho. Tinhas deixado de ser escritora e passaste a ser trapezista. Mas eu tinha muito medo quando trepavas às alturas. E um dia caíste e partiste uma perna.

Do mal o menos... escritora!