A mamã estava cheia de trabalho, o Afonso tinha um teste... mas o desejo de ir para a rua e nos juntarmos aos milhares de jovens que se foram manifestar pelo clima foi mais forte...

A mamã levou o computador atrás e foi apanhar o Afonso e outros colegas a seguir ao teste, para os levar a Lisboa. Trabalhou, sim (vantagens de ser uma profissional "ambulante"), mas num bar que havia ao pé da Assembleia, inspirada pela energia contagiante dos jovens manifestantes.

Falei com muitos adultos, antes da manifestação, e ouvi muitas frases como "vai ser um fiasco", "os jovens portugueses são amorfos", "só vão lá se for para faltar às aulas" ou "vão lá para arranjar confusão". E a verdade é que as ruas se encheram em dezenas de pontos por todo o país, não houve incidentes, e os jovens mostraram o que valiam e as razões que ali os levaram. Ouvi queixas, da parte deles, de algum aproveitamento político, nesta matéria, porque o que eles queriam mesmo era uma manifestação apolitizada. Desconfiam dos políticos, mas exigem mudanças. Também no que toca aos "aproveitamentos".


(foto de Miguel Manso, publicada em https://www.publico.pt/2019/03/15/p3/fotogaleria/para-de-negar-a-terra-esta-a-morrer-as-imagens-da-greve-climatica-em-portugal-393627, onde se encontram outras tantas fotos impressionantes)


O que vi inspirou-me. E inspirou os meus filhos, na manifestação e fora dela. Os cartazes ficaram por casa, e agora tenho de lidar com pequenas manifestações pelos corredores. Os jovens prometeram continuar esta luta na rua. Mas, no entretanto, é preciso aplicar mudanças no seio das famílias, dentro das nossas próprias casas. O que podemos fazer individualmente? Coletivamente? Até onde estamos dispostos a ir para curar o planeta e garantir um futuro para as novas gerações?




Inglês exige muito treino?

Sem dúvida!

Mas nada como esbarrar com ele a toda a hora...


Ou olhar para ele enquanto tomamos banho...


(Dudu) Mãe, tatuei os dedos.

(Mãe) ?????????

(Dudu) Não te preocupes. Por enquanto usei o teu lápis da maquilhagem. Só faço uma tatuagem a sério quando for maior.


Estou muito mais descansada!


NOTA: DD4 é o Aka do meu filho (Duarte Dias Nº 4 - desde sempre o seu número no hóquei). O CR7 que se prepare... A avaliar pela tatuagem, serei a próxima Dolores dos patins!
Enquanto os mais velhos começam a queixar-se de borbulhas na testa, a Leonor-a-caminho-dos-10-anos resolveu pendurar isto na maçaneta da porta do quarto.



SO-CO-RRO!!!

(Dudu) Ó mãe, achas que o presidente Marcelo tem uma daquelas chaves que abre todas as portas do país?


(Dudu) Acho injusto que, para falar, uma criança precise de três anos. Mas para ler e para a escrever, que é mais difícil, a escola só lhe dá um!

A Bárbara é uma psicóloga extraordinária que lida com muitos adolescentes (e já nos deu uma preciosa ajuda!), e acaba de lançar um livro muito giro com todo o tipo de perguntas dos mais novos que tanto angustiam os pais.

Dia 13, lá estaremos!
Parabéns, Bárbara.

Anda a precisar de ganhar uns troco, por isso resolveu montar um espetáculo. Por 2€, pediu que nos sentássemos nas escadas e apareceu-nos nestes preparos...


A atrás dele vinha a Leonor, que resolveu enfrentá-lo com uma espada romana de plástico e, passando sobre a sua cabeça, tirou-lhe o escalpe. E o Titão caiu no chão com a careca à vista - com a preciosa ajuda de uma cabeleira de Santo António - e começou a sufocar. Quase nos atirávamos a ele para o salvar, mas felizmente era só talento para o teatro.

(Titão) Se forem à minha escola e perguntarem quem é que tem mais jeito para se fingir sufocado, todos dizem que sou eu!

Haja talento... (seja para o que for!)
Mereceu os 2€.

Esbarrei com este pack na bomba de gasolina de Alcácer do Sal, mas parece que há muitas outras por aí, para quem quiser aproveitar...

(Mãe) Leonor... mas que penteado é esse?

(Leonor) É estilo Égua. Não parece mesmo a crina de um cavalo, cheia de totós?

(Mãe) E tu vais ter coragem de sair assim para a rua?

(Leonor) Se eu não estou preocupada, tu estás preocupada porquê?


E assim foi, estilo égua, a dar-a-dar.
Mai'nada!
(Sebastião) Mãe, se o Saramago pôde criar um estilo, eu também vou criar o meu... Vou dizer à prof. de Português que, sempre que ela vir erros ortográficos, não são erros, na verdade. É o meu estilo que é mesmo assim. Quando me apetece, escrevo erros, para as pessoas andarem atentas!

(Mãe) Sebastião... tens um trabalho para acabar. Anda lá, não percas tempo.

(Sebastião) Perder tempo?! Desde quando fazer a fotossíntese é perder tempo?!
(Dudu) Mãe, qual é o teu escritor favorito?

(Mãe) José Saramago, filho. Devorei todos os livros dele.

(Dudu) Mas tu és uma escritora melhor do que ele, não és?

(Mãe) Ó filho... ele ganhou um Prémio Nobel!

(Dudu) Tu também podes ganhar. Eu acho que as pessoas ainda não te descobriram...


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(Nonô) Mãe, porque é que tu apresentas um programa num canal que ainda pouca gente vê? Tu devias estar todos os dias num canal com milhões de espetadores!

(Mãe) Achas, filha? A mãe nunca quis ser apresentadora.

(Nonô) Mas tens muito jeito. Precisas de um bom programa!



É possível que cheguem à adolescência e se desencantem com os dotes da sua mamã. Mas por enquanto, sabe tão bem ouvi-los a puxar pela minha autoestima!
E quando levamos a nossa filha a uma festa do pijama e nos deparamos com...



... isto?



Obrigada, querida M.!
Obrigada, Pillow Party!



Há uns que têm o coração na boca.
A Nonô tem-no no pé...


Miúdas...
E quando procuramos a nossa filha pela casa e a encontramos a fazer uma espargata no ar?


(Mãe) Leonor?!

(Leonor) Sim, mãe?



Respondeu-me com um alongamento.

Coração de mãe tem de ser messssssmo flexível...

O nosso gatinho mais novo tem vindo a revelar-se um verdadeiro pestinha! Rói tudo, espalha tudo, morde, rouba-nos os ralos da cozinha para ir brincar em parte incerta, e faz a vida negra à nossa gata mais velhota, que acho que não me perdoa o facto de ter trazido este diabrete cá para casa.

Eu sou a que mais gosto dele. Gosto de pestinhas, pronto. E o pequeno gato, assim como rói o sofá e persegue a gata, é capaz de, logo a seguir, me saltar para o colo e aninhar-se em mim como o gato mais carinhoso à face da terra.


(Mãe) Este gato lembra-me o Dudu.


Já o disse a várias pessoas. É um pestinha delicioso, com um feitio tramado, mas um coração gigante. A mim, pelo menos, conquista-me todos os dias.

E, como seria de esperar, aquele que, para além de mim, mais gosta do gatito, cá em casa, é o Dudu.


(Dudu) Sabes, mãe... eu acho que o Pantera se porta mal porque já teve uma vida difícil.

(Mãe) Tu não tiveste uma vida difícil e às vezes também te portas um bocadinho mal.

(Dudu) Pode ser difícil de muitas maneiras. Mas não te preocupes que eu vou ensinar o gatinho...


Desapareceu, e fui dar com ele algum tempo depois deitado no chão, a conversar com o Pantera.


(Dudu) Quando te irritas, não podes morder! Tem calma... Respira. Ninguém aqui em casa te quer fazer mal.


Ou muito me engano, ou não vai ser só o gato a aprender coisas importantes com o o Dudu. O Dudu também vai ter muito a aprender com ele ;)
Fui desafiada, em tempos, a escrever sobre Educação no Portal SJ. Não tendo eu mais do que a minha experiência, nesta matéria, partilhei as minhas reflexões e os meus desabafos, que espero que vos façam pensar também. Da necessidade, nasce a mudança. Da reflexão, há-de nascer a luz.


FILHOS BEM SUCEDIDOS OU FILHOS FELIZES

SINDICATO DOS PAIS PRECISA-SE

EDUCAR PARA UM NOVO PARADIGMA

MATERNIDADE E CARREIRA - "PROFISSÕES" INCOMPATÍVEIS?

QUE A LITERATURA NOS VALHA, QUE A EDUCAÇÃO NOS SALVE

PARA QUE SERVE A ESCOLA?

A PERTINÊNCIA DA IMPERTINÊNCIA DOS JOVENS




Podia...
Porque agora - e esta é uma das vantagens de ter filhos a tender para o "crescido" - os meus filhos já nem se atrevem a acordar a mamã!

Sebastião resolve aparecer para jantar de óculos de sol. Irmãos não resistem e vão buscar também óculos de sol à caixinha dos óculos de sol malucos. Reaparecem a dançar a dança dos óculos de sol.
Sentam-se finalmente à mesa mas continuam a dançar e a fazer batuques com os talheres. Dudu, sem talheres, dança com a comida. Suja a roupa e a mãe obriga-o a trocar-se. Tira a roupa suja e vai nu, a dançar, pela casa fora, de óculos de sol.
Mãe desespera. Afonso consola-a.

(Afonso) Ah, família maravilhosa.

E entrega-me a tabuleta que um dia me trouxe de Madrid.


(Afonso) Um dia vou ter saudades disto. E a mãe também...
(Sebastião) Mãeeeee! Não encontro o meu telemóvel.

(Afonso) Eu sei onde ele está.

(Sebastião) E onde é que está?

(Afonso) Vais ter de resolver um enigma...


E ele que não complicasse!


(Afonso) Está no andar de cima, em algo que demorou a ter direitos.


Sebastião pensa. Mãe não resiste em pensar também. Mas a Leonor vem lá de cima, toda contente, com o telemóvel na mão.


(Leonor) Está aqui, Sebastião. Estava em cima do piano.

(Afonso) O piano é preto...

(Sebastião) Ahh! Eu estava a pensar num objeto feminino, de mulher.

(Afonso) Dah! Eu estava a pensar numa matéria-prima circular, que tivesse sido esculpida em linhas direitas. Um tronco transformado em móvel, por exemplo...


Tudo depende sempre da sua perspetiva...
Ter disciplinas semestrais tem algumas vantagens - alivia-se o horário, a turma é dividida em dois grupos - excepto na hora de estudar. Porque a matéria é a mesma, mas tem de ser dada e estudada em metade do tempo.

E foi assim que o Sebastião chegou ao fim de semana com 180 páginas para estudar. Coisa pouca (ironia!), para quem não gosta nada de História (como é que alguém pode não gostar de História?!) e tem dois jogos importantes pelo meio.

(Sebastião) Mas porque é que arranjam nomes tão complicados para as coisas?! Erário Régio? Despotismo? Mesa Censória? Rococó? Quem é que se lembrou do nome Rococó?! Parece que é a gozar...

(Gato) Txiii! Ainda bem que sou gato...


(Mãe) Vamos a isto, Sebastião! Só tens de perceber como todos estes acontecimentos se relacionam e se influenciaram, até chegarmos aos dias de hoje...

Nada mais ingénuo. Do Antigo Regime até ao final da Revolução Francesa, há tanta, mas tanta informação para decorar, que o Sebastião já deitava fumo pelos olhos. E a Mamã, mesmo gostando de História, já só queria vê-la pelas costas...


(Mãe) Sebastião, o que é que estás a fazer?

(Sebastião) Sou um filósofo do Iluminismo, em busca da luz. A ver se ela me mete a matéria na cabeça...


É a segunda edição do concurso que pretende premiar um professor português que se tenha destacado pelas suas ideias, práticas ou resultados...

Eu estarei mais uma vez no júri - enquanto Mãe e pessoa que reflete sobre a Educação. Venham daí essas boas candidaturas!
Primeiro, faz-se uma torre com peças de Abaton.

Depois, procura-se que o gato a destrua, atraindo-o com berlindes.




Com gatos à mistura (pobres gatos!), a brincadeira pode atingir níveis bem mais interessantes...
As sessões no São Jorge já se acabaram, mas ainda podem ver o filme até meados de fevereiro no Centro Cultural da Malaposta (todas as informações AQUI)

E porque estamos a começar mais um ano, que tal perguntarmos a nós próprios... Afinal, o que nos faz brilhar os olhos?




Em 2019, Oeiras será a Capital do Natal! E o evento foi apresentado com toda a pompa e circunstância, esta semana, com uma peça de teatro pequenina escrita pela mamã e encenada pela atriz Ana Mota Ferreira, pela atuação da Mia Rose e do Miguel Cristovinho, e do Coro de Santo Amaro de Oeiras (que cantaram o mítico "A todos um bom Natal").


Obrigada a quem me desafiou a fazer parte desta aventura!
Ainda faltam uns largos meses... mas vamos fazer todos os possíveis por pôr os olhos de todas as crianças (dos 0 aos 100 anos... ou mais!) a brilhar!
Ler para um gato já é qualquer coisa de especial...

Mas ler para um gato na banheira é outra categoria!

(Nonô, ao deitar) Mãe, sabes o que é que eu percebi? Não vale a pena preocuparmo-nos muito com as coisas que nos acontecem. Os nossos problemas, mais cedo ou mais tarde, de uma forma ou de outra, resolvem-se...

É a minha filha bem-disposta, que não leva nada a mal e não tem paciência para confusões. Prática e bem resolvida (mesmo com a dislexia que lhe ia beliscando a auto-estima), é perita em arranjar soluções criativas para os seus problemas. E, não havendo solução, conforma-se facilmente. E eu só espero que ela se mantenha sempre assim, com esse sorriso permanente e essa capacidade de fazer rir os que estão à sua volta, como me faz rir a mim...
Obrigada, minha fadinha-Nonô!

Os manos mais velhos já tinham ido à Eurodisney com a avó, já tinham ido com os papás à Disney de Orlando... chegou finalmente a vez dos mais pequenos conhecerem a magia da "Mickeylândia"!

Foram 3 dias em Paris, com um frio de rachar, mas a visitar tudo aquilo que poderia aumentar a sua cultura geral e ampliar o seu olhar sobre o mundo. Conheceram a história da Torre Eifel e do Arco do Triunfo, viram a Mona Lisa, a Vénus do Nilo e a Esfinge no Louvre, descobriram que Notre-Dame não era só um filme com um corcunda, questionaram a arte contemporânea no Pompidou e aprenderam Ciência (em francês) no Centro de Ciência e Indústria. Ainda andaram de metro - em carruagens de dois andares! - e viram as montras destruídas nas manifestações dos coletes amarelos (talvez a parte que mais interessou ao pequeno Dudu, sempre interessado nas questões políticas e sociais).


Seguiu-se a Disney, com toda a magia a que tínhamos direito, para começar o ano novo com a cabeça cheia de sonhos, e aquela alegria infantil que nos chega quando estamos rodeados de tantas figuras icónicas da nossa meninice. A Leonor já não está na idade das Princesas, mas não resistiu a umas boas orelhas de Minnie (nem eu!). A caminho dos 10 anos, o que eles gostaram mesmo foi das montanhas russas. E, dado que o papá não entra nelas nem que lhe paguem, lá teve a mamã de dar o corpo ao manifesto. Acho que ainda tenho a cabeça à roda...


Um bom ano para todos os que estão aí desse lado, com toda a magia necessária para lutar pelos vossos sonhos e para enfrentar os (também necessários) desafios!

(Dudu) Mãe, esta noite tive um sonho. Tinhas deixado de ser escritora e passaste a ser trapezista. Mas eu tinha muito medo quando trepavas às alturas. E um dia caíste e partiste uma perna.

Do mal o menos... escritora!