(Nonô) Mamã, tu andas um bocadinho esquecida... Vou tratar de ti!


Algum tempo depois...




(Nonô) Enquanto eu vou à casa de banho tens de decorar essa sequência. Depois quando conseguires dizer essa de cor, eu acrescento mais umas coisinhas...


Estou tramada!
(Dudu) Ó mãeeeeee! Sabes que um menino do hóquei já fez um... como é que se diz? Pancada ucraniaca?

E os traumatismos cranianos nunca mais serão os mesmos...
(Mãe) Nonô, sabias que o Salvador Sobral já recebeu um coração novo?

(Nonô) A sério?! Boa! E era o coração de quem?

(Mãe) Não sei, filha.

Nonô fica a pensar.

(Mãe) Se tivesse sido há um ano ele podia ter ficado com o coração da Madrinha Amélia. Era um coração tão bonzinho...

<3 <3 <3
Dudu no carro a ouvir uma música da Pink ("What about us?"):


(Dudu) Ó mãe... sabes que a música às vezes provoca uma espécie de sentimentos no meu corpo...


Mamã suspira. "Mas será que eu nunca falei disto com ele?!" Mas depois sorri por dentro. "Se nunca falámos sobre isto e ele chegou a esta conclusão sozinho, é ainda mais maravilhoso!"


(Dudu) Às vezes as músicas acalmam-me, às vezes irritam-me.

(Mãe) Claro, Dudu. Por isso é que a mãe vos põe música calma, nos relaxamento.

(Dudu) Mas aquela música assim muito calminha irrita-me, mãe. É como aquela música que a Nonô adora e passa a vida a cantar ("A vida toda" da Carolina Deslandes). Irrita-me tanto!

(Mãe) Então se calhar andamos a usar as músicas erradas no relaxamento...

(Dudu) Sim, mãe! Tens de arranjar umas músicas assim mais... ao meu estilo! Olha, esta música que está a tocar é boa. Relaxa-me.


Feito! Próximo relaxamento será feito ao som de Pink :)
Quando li, no relatório de avaliação das Expressões Artísticas, que o pequeno Dudu revelava pouca criatividade (porque tinha bloqueado num exercício de improvisação), deixei-me rir. O meu diabrete mais novo pode ser muita coisa, mas pouco criativo é que ele, definitivamente, não é!

E hoje mostrou-o mais uma vez, aceitando o repto da professora, que resolveu, em boa hora, fazer passar um caderno por todos os alunos da turma, mas que cada um colasse nele uma história.

O Dudu pensou, pensou, e se é certo que a mamã deu uma ajuda a pôr tudo direitinho no papel, o mérito desta aventura é todo seu... E não é que resultou numa grande história?

Nonô em véspera dos testes de patinagem:


(Nonô) Mamã, sabes quais são as 3 coisas que me acalmam?

(Mãe) Quais são?

(Nonô) Uma música bem relaxante... pintar mandalas ou outros desenhos bonitos... e sabes qual é o último? Sabes? Um abraço da mamã!


E amanhã vai levar cá uns abraços!
Ano após ano tem-se tornado cada vez mais difícil erguer a nossa árvore de Natal. Os rapazes mais velhos não têm paciência, odeiam decorações e afins, e na verdade até têm a quem sair, porque a mãezinha deles gosta muito do Natal, mas se pudesse também montava uma linda árvore de Natal instantânea... carregava no botão e Puff! A casa ficava pronta e maravilhosa para o Natal, que na verdade até nem tem nada a ver com casas enfeitadas.
Mas enfim... a montagem da árvore é muito mais do que enfeites. É sinónimo de tempo em família e de trabalho de equipa (competência a precisar de ser trabalhada cá em casa). E por isso, apesar de todos os queixumes, a árvore ergueu-se... dentro do possível, claro! A mamã montou a árvore e os enfeites com os mais novos, enquanto os rapazes mais velhos tratavam da banda sonora: as canções de Natal dos últimos anos da Rádio Comercial (era isso ou Rap...). Podia ter corrido pior...


Para o ano há mais!
(e quando é que acaba mesmo a adolescência?)
Nonô à noite, aninhada no meu colo:


(Nonô) Eu ando tão cansada da escola, mãe...

(Mãe) Eu sei, filha, mas estamos quase de férias.

(Nonô) É pouco tempo. Depois voltamos para a escola outra vez. Porque é que temos de andar na escola, mãe?

(Mãe) Para aprender, filha.

(Nonô) E porque é que é tão importante aprender?

(Mãe) Tens de saber coisas importantes, como ler e escrever, e saber como é o mundo...

(Nonô) E porque é que essas coisas são tão importantes, mãe?

(Mãe) Porque um dia vais crescer e vais precisar de saber essas coisas...

(Nonô) E essas coisas são mais importantes do que descansar e estar contigo?


Férias precisam-se, com urgência!
(Nonô) Mãe, a nossa casa tem demasiadas regras...

(Mãe) Ó filha, eu sei... Mas tem de ser. Nós somos 6, fazemos todos muitas coisas... Se não houver regras, a nossa casa é uma confusão.

(Nonô) Mas tu podias dar menos ordens!

(Mãe) Não é fácil, filha. Quando eu vos chamo 10 vezes para virem para a mesa e vocês não vêm, eu tenho de me impor.

(Nonô) Podias antes fazer isso com um jogo. Se dissesses, por exemplo: "quando vierem para a mesa, têm de vir ao pé coxinho e não podem pisar os riscos da madeira", quanto apostas como nós íamos logo?


E eu ainda tenho a aprender com esta minha filha...
Mamã a tentar enfiar o vocabulário de Inglês na cabeça do filho Dudu (que, por ter torneio, não passeou de bicicleta nem recortou palavras para colar em objetos, como a irmã).

(Dudu) Eu acho isto uma parvoíce... Tanta coisa para sabermos línguas diferentes! Quando formos para Marte temos de falar todos a mesma língua. É a única forma de nos entendermos.

E é este gap geracional (maravilhoso gap!) que nos obriga a pôr tudo em causa, diariamente...
A minha última aventura para os mais novos, já à vossa espera em todas as lojas FNAC...


Estudar Inglês sem suspirarmos de tédio ou desatarmos às turras, de impaciência?

Sim, é possível.


(Mãe) De que cor são as árvores?
(Nonô) Green!
(Mãe) E os prédios?
(Nonô) White and Red.
(Mãe) Quantas árvores vês?
(Nonô) Three.

Depois etiquetámos o material escolar, com direito a tesouras divertidas e canetas coloridas.


Vamos ver que nota vai ter no teste de amanhã... mas que foi divertido, isso foi!