Mãe e sogra a olhar para as paredes da cozinha e a falar sobre decoração, quando a Nonô se vem meter na conversa...


(Mãe) Anda, Nonô, anda aprender com a tua avó...

(Nonô) E tu aprendeste com quem?

(Mãe) Estamos sempre a aprender. Agora estou a aprender com a minha sogra.


Nonô pensa durante alguns segundos...


(Nonô) Eu ainda não tenho sogra, pois não?

(Mãe) Não, filha. Só quando tiveres um marido.

(Nonô) Não sabes. Também posso vir a ser uma "marida"...


A avó engole em seco, mas a Nonô continua, imperturbável, a olhar para as paredes. Não é propriamente o assunto mais falado cá em casa - apelo, isso sim, e constantemente, ao respeito por todos e pela sua liberdade, desde que esta não ponha em causa a liberdade dos outros - mas a Nonô já deu por diversas vezes prova do seu pensamento muito firme e independente contra tudo o que é sinónimo de preconceitos, injustiças e desigualdades, assim como contra um modo de viver que prejudique a Terra e os seres que nela habitam.
Não sei onde isso a vai levar, sei que terei de a ajudar a tentar ver sempre todas as frentes e pontos de vista, estudar contextos e diferentes realidades, para que as suas lutas sejam sempre fundamentadas e a sua voz contribua para uma efetiva mudança do que está mal, mais do que alimente ódio e desencadeie recuos perigosos.

Força, minha mini-guerreira!
(Mãe) Meninos, vamos fazer uma ficha?

(Nonô e Dudu) Nãoooooooooooooooooooo!


Depois de tantos meses a fazer fichas, os meus filhos querem-nas bem longe. Não é falta de vontade de aprender. Não é ausência de curiosidade. É mesmo só "fartura" de fichas. E têm tanto tempo para voltar a elas, em setembro...

Fomos então em busca de algo mais divertido para fazer. E descobrimos um puzzle velhinho, que já foi meu, quando tinha a idade deles. Um puzzle sobre Portugal e as suas principais cidades e rios, algo que eles até vão estudar para o ano, em Estudo do Meio.


Fizeram o puzzle em conjunto.
E depois fomos em busca das cidades que eles conheciam, ou onde tinham pessoas conhecidas, para assim (espero eu!) criarem relação com elas. Escreveram tudo num papel e não se queixaram nem um bocadinho. Só na hora de arrumar... mas não tiveram outro remédio!

Amanhã exploramos o corpo humano... com rimas!

O passeio cultural foi muito interessante (ver post anterior), mas os filhotes são muito ativos, por isso, nada como aliar a cultura ao desporto... E, mesmo ao lado da Cordoaria Nacional, o que há? Um longo trajeto junto ao rio para correr, saltar à corda (levámos nós), fazer máquinas (disponíveis ao longo do trajeto) e brincar no parque. Os mais velhos puseram-se em forma, e os mais novos desgastaram energia, para regressarem a casa mais calminhos.





Foi o primeiro passeio cultural da semana...



É só uma pequena amostra dos perto de 6000 guerreiros já encontrados, até à data, mas valeu bem a pena vê-los de perto e conhecer a sua história. A exposição é simples mas está bem concebida, e é bastante acessível também para crianças e jovens.
No final, os mais novos ainda se pode divertir em algumas atividades de pintura de guerreiros, caracteres chineses e arqueologia.




O Sebastião escreveu "Amigo" e a Mãe, que também adora estas coisas, também pediu papel e caneta para escrever "Tranquilidade" e "Verdade", duas palavras (e atitudes!) que aprecia bastante.


A exposição vai ficar na Cordoaria Nacional, em Belém, até dia 13 de setembro. O bilhete de família é 30€, mas valeu-nos uma hora muito bem passada.
O Pedro Carvalho é um amigo da juventude, Matemático e Bailarino, que se tem envolvido, nos últimos anos, em projetos que cruzam Arte com Conhecimento (Matemática através da Dança, por exemplo) e com Emoções.
Traz agora este projeto a Portugal - Dedicatórias - que cruza Dança com Afetos, para jovens a partir dos 14 anos, e todos os adultos que queiram dançar com Amor, com ou sem experiência na área.

Aqui fica o cartaz, para todos os interessados.

E parabéns, Pedro! Também acredito que a Arte transforma e, com liberdade, nos ajuda a descobrir o melhor que há em nós...


1. XFlow, na Oura

Tirando algumas praias fabulosas (este ano descobrimos a dos Carvalhos, no Carvoeiro) e a boa companhia dos amigos, foi aquilo que os miúdos mais gostaram, no Algarve. Meia hora de pura diversão, numa rua movimentada da Oura/Albufeira. Não é barato (20€, no nosso caso multiplicado por 4), mas valeu cada minuto.


2. Hot Wheels Raceway, na Marina de Albufeira

Só puderam ir os filhotes mais velhos, e o pai também não se negou. Outra meia-hora de pura adrenalina, que deixou os filhotes em êxtase... e a mãe de coração acelerado. E ainda só são carrinhos a brincar...


Esta semana vai ser por casa, com a mamã a trabalhar a meio tempo, e a passear no outro meio... e, depois de tanta adrenalina, vamos apostar nos programas culturais!

Quatro máquinas de roupa por estender e apanhar, frigorífico por encher, refeições por fazer, animais por tratar, casa por limpar...

... e filhos, felizmente, a ajudar!

(Mãe) Já íamos todos de férias outra vez, não era, meninos?
Ali estava, na minha mesinha de cabeceira, mesmo por cima da minha cabeça.



Como ralhar e/ou mandá-la limpar?
Ainda hei-de ter tantas saudades de ter desenhos dos pirralhos espalhados pelas paredes...

<3 de volta, minha Nonô!
Sabes que tens gémeos competitivos quando um deles (Mr. Dudu, competitivo-mor) jura a pés juntos que já calça 35, dois números acima da irmã, e quando vou verificar as chuteiras que ele comprou, percebo que ainda tem uma folga de dois dedos...
Impedir telemóveis e afins à refeição, em restaurantes, gera sempre e inevitavelmente a mesma pergunta: "Então fazemos o quê?!"

Ontem jogámos à forca. Hoje ao jogo do risco. Um dos membros da família faz um risco, com a forma que quiser, e o seguinte tem de conseguir criar qualquer coisa a partir desse risco.

E foi sucesso garantido!




PS - E claro que esta sugestão já foi parar ao meu Coisas de Pais: http://www.coisasdepais.pt/a-partir-de-um-risco/. Podem colaborar também com as vossas, enviando-as através do site, onde podem também inscrever-se para receber uma sugestão todos os dias. Obrigada!
É a nossa nova brincadeira de restaurante.

Desenha-se a forca, escolhe-se uma categoria, e os outros têm de dizer letras para conseguirem adivinhar a palavra sem ser enforcado (o que acontece quando erramos as vezes suficientes para que o outro desenhe todo o nosso corpo preso à forca. Por cada erro uma parte do corpo).


Morri na forca do Dudu, com um nome de 8 letras. "Mitroglu" é nome que não lembra a ninguém (pelo menos a ninguém que não percebe nada de futebol!).
(Nonô) Mãe, mãe! Anda ver! Transformei-me numa sereia...

A Nonô regressou a casa!

Muito suja e exausta, depois de 7 dias de acampamento de escuteiros, mas muito feliz e cheia de histórias para contar.

Andamos, por isso, a "namorar-nos", e hoje as saudades até deram para a piroseira...


(Afonso) A sério que se foram vestir de igual?! Mãe, como é que eu te hei-de dizer isto... Não estarás a entrar na crise da meia-idade?

Sem comentários...


Terminam amanhã 5 dias sem filhotes, desta vez não a passear e descansar com o papá, mas a trabalhar e a "aturar" uma casa em obras (voltem meninos! Antes a vossa boa bagunça e gritaria!).

A Nonô, imagino que venha do Acampamento Nacional com milhares de histórias por contar ("Anda, mamã, vamos ali ao meu quarto conversar a sós. Conversa de meninas", costuma ela dizer-me. Desta vez, acho que vou passar horas lá fechada ! E enquanto ela me quiser contar tudo, estou eu muito descansada...)

Os rapazes, de férias em casa dos avós, terão menos para contar (pudera, se a "chata" da mãe ligou todos os dias, e pelo menos duas vezes!). Para além de que a avó vai mandando a reportagem completa, com direito a fotos e tudo, do que vão vendo e vivendo diariamente. (Obrigada, avós! O que seria de mim sem vocês?)

Amanhã a casa volta a estar cheia, estou desejosa, mas a verdade é que temos ainda um loooongo mês de férias escolares pela frente. Não me posso queixar: tenho trabalho flexível, o pai idem, avós maravilhosos e não me faltam ideias para pôr os meus filhotes "a mexer". Mas Agosto é um mês de verdadeira tortura para muitos pais que não conseguem tirar férias, não têm avós disponíveis e/ou não têm possibilidade de pagar ATLs (que neste mês escasseiam e cobram uma fortuna). A estes pais, a minha total solidariedade. Um dia havemos de criar um mundo onde poder estar com os nossos filhos e ajudá-los a crescer é encarado como um trabalho valioso; e o descanso, sozinhos ou em família, uma boa parte de um trabalho bem feito.

Boas férias!

PS - E, se estiverem pelo Alentejo, não deixem de passar pelas ruas floridas do Redondo. Os avós levaram lá os 3 Estarolas, e recomendam vivamente!


Foi o último pedido da minha filha, antes de partir para 7 dias de acampamento, longe de casa e sem comunicação com a família:

(Nonô) Brincas comigo às plasticinas, mãe?

Era um pedido irrecusável. 7 dias eram 7 dias...

Mas não era uma brincadeira qualquer.. Começou por inclui uma simples loja de bolos, onde ela era a pasteleira e vendedora, e eu a compradora compulsiva.


Depois ela passa a minha empregada, mas é na verdade uma agente secreta, que vem investigar os meus crimes, porque eu afinal sou uma espia traidora. Meteu lutas e cenas de pistola, pessoas amarradas a uma cadeira (leia-se "Eu") e uma valente risota.

Brincadeiras destas era o que eu mais gostava, em criança, e acabei a escrever novelas e séries. A Nonô, para policiais, já tem queda assegurada...

PS - Claro que, no final, o quarto acabou neste estado... Um verdadeiro "cenário de guerra", que deu uma trabalheira a limpar!