(Mãe) Meninos... chegaram os manuais escolares!



500 euros em livros (este ano, felizmente, o Sebastião vai poder aproveitar quase todos os livros que foram do Afonso, caso contrário chegaríamos aos 600€!), que até eu vou querer manter à distância por mais umas semanas. Até porque, no dia em que eu abrir a caixa, vamos ter 50 e tal livros por forrar... Ai, vida!
(Afonso) Hoje sonhei com um tsunami, mãe. A onda estava a vir e o pai resolveu ir comer qualquer coisa boa antes de morrer...

(Mãe) E fui eu que vos salvei?

(Afonso) Não. Primeiro querias que fugíssemos de bicicleta porque era mais ecológico. Depois eu convenci-te a comprar um carro, mas ficaste tão indecisa sobre a marca que devias comprar, que entretanto a onda veio...


E assim se percebe como o inconsciente dos filhos conhece tão bem os seus pais...
Fim de tarde no ginásio com o filho mais velho...


(Afonso) Temos de fazer isto pelo menos uma vez por semana.

(Mãe) A mãe vai-te pôr em grande forma!

(Afonso) Não te quero estragar a tarde, mas acho que é mais o contrário, mãe...


A boca era escusada, mas serviu para me picar. Daqui a um ano falamos...
O desafio de hoje do Coisas de Pais consiste em experimentar as técnicas de alguns reconhecidos artistas: Picasso, Van Gogh e Miró.

A filhota, mais dada a estas artes, foi dormir a casa de uma amiga, e custei a sentar os rapazes para um exercício de pintura. Mas depois divertiram-se muito! E o resultado foi este...

Do artista Dudu, que se viu à rasca com Picasso:

Do artista Sebastião, que sempre achou piada à caligrafia artística:

Do artista Afonso, que começou por desenhar um telemóvel a pensar que se safava do resto do exercício ("nenhum destes artistas soube o que era um telemóvel...") mas não teve hipótese. E o resultado ficou bem giro...

Se quiserem lançar-se também nesta aventura, espreitem o desafio AQUI. E espero que se divirtam tanto como nos divertimos aqui por casa!




Sempre que podem, os gémeos montam a sua lojinha. Viram a casa do avesso, levam cobertores, molas, tudo o que encontram e possam "vender", e depois chamam a família que, tanto quanto possível, deve trazer moedas para poder comprar os seus produtos.

O bom da repetição, é que nunca é uma repetição. Em cada nova brincadeira há um pormenor novo, uma melhoria que acaba por fazer toda a diferença. E, desta vez, havia duas novas surpresas:


1. Porta de abrir



2. Música relaxante... e aulas de meditação com o professor Dudu!


3. Cartão de cliente personalizado pela Nonô:


Quanto não vale a imaginação de uma criança...
Mamã a ler a história de boa noite, faz uma voz de velhinha muito velhinha para dar mais vida à fala de uma avó.

(Afonso) Mãe, essa vozinha denota um certo preconceito em relação aos idosos. Porque é que uma avó teria de falar assim?


Mamã termina a história e comenta:

(Mãe) O livro não podia acabar assim. Acho que o autor não sabia o que pôr no final...

(Afonso) Os livros não têm de acabar como tu a mãe acha que devem acabar. Está a ser preconceituosa em relação aos finais dos livros e aos autores...


Estou bem arranjada...
As sugestões que vou deixando no Coisas de Pais são sempre testadas cá em casa. E, desta vez, o desafio era este:

"O desafio de hoje consiste em conversarem com os vossos filhos sobre os gestos mais habituais e/ou marcantes de cada membro da família. A Maria gosta de bater o pé, o pai franze as sobrancelhas, o Joãozinho coça a cabeça, a mãe gosta de cruzar os braços e a avó está sempre a sorrir. Deixem que cada membro da família pense no gesto que lhe é mais característico, mas se não lhe ocorrer nada, podem ser os outros membros da família a dizer-lho (ou até a imitá-lo, se for de forma divertida e sem causar constrangimentos).

Depois, se os filhos já tiverem idade para isso, pensem no que pode significar cada gesto: porque é que a Maria bate o pé? Quando é que o pai franze as sobrancelhas ou o Joãozinho coça a cabeça? A mãe cruza os braços quando está descontraída ou aborrecida? E porque que é que o sorriso da avó nos faz sentir tão bem?

É bem possível que algumas respostas vos possam surpreender…"


E não é que surpreenderam?

Dos gestos "da moda", que fiquei a perceber melhor (o coração com os dedos, fazer Deb, os passou-bem marados), até aos nossos tiques e manias (o Afonso a esfregar o nariz, o franzir do sobrolho do Sebastião, o piscar de olhos do Dudu, a irrequietude da Nonô), tudo foi escrutinado de forma divertida. E a mamã... Bem, a mamã percebeu que põe as mãos na anca quando se zanga. E que está sempre a sorrir.

- Mas isso é bom, meninos!

- Mãe, tu às vezes sorris quando estás a dizer coisas trágicas!

- É do nervosismo.

- Ou a ralhar com amigos nossos!

- É para eles não levarem a mal...


Não querem lá ver que sorrio de mais?
Sempre a aprender... :)
Da minha aventura pelos meandros do ensino (enquanto mãe e através do projeto "Por uma Escola Diferente") apercebi-me de que, ao mesmo tempo que é cada vez mais solicitado aos pais que ajudem e estimulem os filhos, não lhes são dadas ferramentas para o fazerem.
Sonhei em tempos com uma escola para pais... Mas os pais têm tanta falta de tempo, até para algo tão fundamental como estarem com os seus filhos... Como sobrecarregá-los mais?

Resolvi então criar o site COISAS DE PAIS (este, não sei se já repararam, mas passou a chamar-se COISAS DE FILHOS), que não é mais do que um espaço com dicas diárias de pequenos jogos, brincadeiras, conversas que qualquer pai pode fazer com os seus filhos a caminho de casa ou à refeição, mas que ajudam a estimular competências (eu escolhi 7) que são fundamentais para a formação das nossas crianças.

Todos os dias será sugerida uma dica, que podem receber via sms ou e-mail, bastante para isso que se inscrevam no site.

Quem alinha? Ajudam-me a partilhar esta ideia?
E podem também colaborar enviando-me dicas e sugestões que partilharei com o vosso nome. Acredito que é na partilha das boas práticas, apoiando-nos uns aos outros, que conseguimos melhores resultados. Por nós, pais, e sobretudo pelos nossos filhos.

Obrigada!



(e obrigada também à Ana Santos e à LoomDesign por toda a parte visual e logística deste e do outro site. Sou suspeita... mas ficou lindo, não ficou?)


Está no top dos filhotes mais novos cá de casa.
Tem a história dos livros originais ("Os Cinco", da Enid Blyton), mas muito mais curta, com linguagem mais simples e ilustração apelativas. Para as crianças que ainda lêem devagar e precisam de estímulo (e terminar em pouco tempo um livro é um excelente estímulo!), esta parece-me uma excelente opção!

Há pais que, em noites de insónias, se põem a ler, a ver filmes, vão passear o cão ou meditar ao luar.

Faço parte deles. (Não muitas vezes, felizmente, que as insónias são raras e duram pouco tempo).

Mas, desta vez, resolvi o assunto com um mapa de objetivos individuais para as férias.



Podia ter-me dado para pior...
Mas só mesmo às 4 da manhã se pode achar que vamos conseguir pôr os filhotes a fazer tanta coisa...
Sabemos que temos um adolescente em casa quando passamos a ser sempre as culpadas de todos os males do mundo, das intempéries a uma singela borbulha que apareceu às duas da manhã, da xenofobia à ausência de queijo fatiado no frigorífico, da pegada ecológica aos 5 minutos em que falhou o wifi cá por casa.

E percebemos, por fim, quão mais fácil seria deixá-los ficarem fechados no quarto o dia, a curtirem a alienação num qualquer jogo de computador... (ainda não cheguei a esse ponto de desespero, felizmente! Mas já desejei que arranjem namoradas depressa, para libertarem endorfinas e/ou descarregarem em cima de alguém que não eu. Mas depois vão sobrar para mim os desgostos de amor! Oh, não! Quando é que acaba mesmo a adolescência?)
Agora que os filhotes estão a crescer e a ler os seus livros da sua preferência em voz baixa, as histórias da noite vão servir, sobretudo (pelo menos nas férias, altura em que eles estão menos cansados e mais disponíveis para aprender de outras formas) para lhes ensinar alguma coisa e gerar alguma boa discussão, pelo caminho.
E os livros desta semana são sobre emoções e o funcionamento do cérebro, o Panteão (que havemos de visitar por estes dias), a história do Cinema, como se produz lã e o que é isso, afinal, de classes sociais... Vamos a eles?

Ah, pois é!

Já o meu velhinho livro das "365 Histórias" assim me definia: 15 de abril, Trapalhona.

E trapalhona fui, a par de aluada, distraída, desastrada, esquecida, e por aí fora, a vida toda, até à descendência (com o Afonso e o Dudu a dar continuidade a esta faceta, que por sua vez herdei da minha querida mãezinha, que também já a terá herdado de alguém).

O Renato Rocha é uns bons anos (botem bons anos nisso!) mais novo do que eu, e resolveu escrever um livro sobre estas trapalhadas todas, que tem tanto de cómico como de filosófico, porque, em abono da verdade, a vida é, ela própria, uma valente trapalhada, e encaixarmo-nos nela, uma verdadeira dor de cabeça, a apelar constantemente ao nosso poder de "desenrascanço" (que isso tenho de sobra, felizmente).


Estão todos convidados a aparecer!



"És uma pessoa organizada que nunca tem acidentes nem imprevistos? Na tua vida nada se entorna, nada se parte, nada é esquecido e nada é deixado ao acaso?
Se a tua resposta é «sim», então não só és um grande convencido e aldrabão como este livro não é para ti. É, isso sim, para aqueles que parecem atrair as desgraças, que tentam apagar fogo com gasolina, que deixam cair a torrada com a manteiga virada para baixo. Basicamente, aqueles que entornam, partem, esquecem-se e vivem na completa aleatoriedade."