Regresso ao blog, abandonado durante um loooooongo mês onde, por entre férias, trabalho e empregada fora, fiz umas 10 máquinas de roupa e preparei uns 20 tachos e travessas de comida. Felizmente, os filhos, sobrinhos e amigos dos filhos dão tanto trabalho quanto inspiração. E por isso aqui fica a novidade fresquinha...

ESTAMOS A FAZER UM FILME DA MINHA COLEÇÃO "ESCOLA DAS ARTES"!

O entusiasmo é muito porque o filme fala sobre uma escola em que acredito - baseada em competências, recorrendo à arte para promover o Autoconhecimento, a Empatia e o Espírito de equipa - e está a ser feito com crianças e jovens do Grupo de Teatro Infantil Animarte, todos eles muito talentosos, e dirigidos pela atriz e encenadora Sofia Espírito Santo, que é outro poço de talento. Só ficará pronto lá para o Natal, mas deixo já aqui um cheirinho do que aí vem...

(Ah, e se os vossos filhos, sobrinhos, netos, amigos, ainda não leram os dois primeiros títulos da coleção - nos quais se baseia o filme - é uma boa altura para o fazerem ;). E, se já tiverem idade para isso, sugiram-lhes que sigam a Escola das Artes no Instagram - escoladasartes.ofilme2018 - onde poderão acompanhar o decorrer das gravações e todas as novidades sobre esta aventura feita com todo o carinho para eles...)


As personagens que a ilustradora Madalena Brandão desenhou.


Os jovens atores que dão vida às personagens principais: os 4 irmãos Jasmim, a Carlota, a Mila e o Miguel.


Eu e a diretora Tatá (atriz e encenadora Sofia Espírito Santo).


O espírito das gravações ;)


Os filhos não são uma ciência exacta nem trazem manual de instruções. E nem sempre é fácil (quase nunca é fácil) saber se estamos a fazer o melhor por eles, a cada momento.
Nos últimos anos, não temos tido fim-de-semana sem jogos, torneios aqui e além, muitos treinos, muitas horas em pavilhões e muitos corações apertados. Somos pais de 4 filhos atletas. Uma loucura que exige uma disponibilidade e uma logística brutais. Às vezes pensamos no que podíamos ter feito e passeado e descansado, todos juntos, mas a verdade é que, no final de cada época, o balanço é sempre positivo. O que desporto dá aos nosso filhos - resiliência, dedicação, espírito de equipa, respeito pelo adversário, capacidade de lidar com a frustração, a pressão e a inibição - tem-nos feito crescer a todos. A nós, pais, ensina-nos a observá-los em silêncio ou a gritar por eles no momento certo (às vezes também no momento errado... sempre a aprender!), a apoiá-los nos bons e nos maus momentos e a dar-lhes força sobretudo nestes últimos. A ouvir os treinadores, nossos aliados na educação dos nossos filhos, e a trocar experiências com outros pais que querem também fazer o melhor, por entre dúvidas e inquietações.
Tudo isto se pode trabalhar de muitas outras formas, em muitas outras atividades ou sem atividades nenhumas. Mas quando oiço críticas ferozes aos pais que “querem que os filhos sejam à força os próximos Cristiano Ronaldos” (também os há!) sorrio e penso que, exageros à parte, o desporto é sempre uma mais-valia para os filhos, assim isso os faça felizes e mais completos. O que levam do desporto para a vida pode ser imenso. E ser pai “de bancada” é igualmente uma grande escola... Um abraço a todos aqueles que nos acompanharam em mais um ano de saudável “loucura”!


"Ah, e tal... mas agora não escreves no blogue? Não tens nada para contar?"

Se eu vos contasse o forró que para aqui anda... O problema é mesmo ter tempo para contar!


Têm filhos (e sobretudo filhas) em idade pré e adolescente?
Aqui fica uma boa sugestão...
A Susana Tavares é um poço de talento e escreveu um livro muito giro sobre uma adolescente viciada em redes sociais que vai parar a uma aldeia sem nada daquilo que parece dar sentido à sua vida. Sobreviverá?


O lançamento é já no dia 5 de julho e eu estarei por lá a apresentá-lo com o Nuno Graciano, que também é pai de 4.

Quem se junta?
A Marketeer dedica o novo suplemento Kids ao tema “Escola - A Revolução por Fazer!” Vale a pena ler os artigos, estudos e reflexões que a revista contém, e já agora não deixem de espreitar o que escrevi sobre a minha experiência de mãe de 4 filhos tão diferentes e a sua/minha relação com um ensino, o que tenho feito no movimento Por Uma Escola Diferente, e a minha visão sobre a importância do ensino artístico, que é o mote da minha coleção de livros “Escola das Artes” (Oficina do Livro/Leya).




Obrigada pela oportunidade! E ‘bora lá fazer a revolução! :)


Os rapazes resmungaram, mas agora são os primeiros a montar o unicórnio ou a descansarem nas suas costas quando não sabem o que fazer...
Dixit, Risco, Monopólio... e agora o jogo Marte, que os meus filhos ainda nunca tinham experimentado (e adoraram!).


Mais alguma sugestão?



Vantagem de serem 4 irmãos com idades relativamente próximas?


Há sempre 4 jogadores para uma boa partidinha pela tarde fora...
O Dudu tem (a par do Afonso) uma letra péssima, mas adora inventar formas diferentes de as compor. Por isso, de uma viagem que fiz recentemente a Bruxelas, trouxe-lhe um livro sobre dezenas de formas diferentes de desenhar letras, para ele poder explorar o assunto à sua vontade, com total liberdade. Resultado? Ainda não largou o livro...





(Dudu) Mãe, vou começar a usar estas letras diferentes na escola... Posso, não posso? Ou não me digas que também não posso? Até são mais difíceis do que as outras! Não podem proibir-me, pois não?

Vai correr tão mal...
Chegaram a casa os testes finais e, como sempre, o Dudu teve um conjunto de respostas erradas que me deixaram intrigada... Algumas por distração, outras porque ele tem, por vezes, um pensamento fora do comum.

Teste de Português


(Difícil para os meus filhos, que não conheciam parte do vocabulário, pouco usado nos nossos dias, mas isso daria outro post!)

Começo a ver as respostas dele...


(Mãe) Porque é que disseste que a árvore se parecia um pato feio, se no texto a comparam a uma galinha?

(Dudu) Só estão a perguntar a que é que pode ser comparada a árvore. Porque é que eu tinha de pôr o que está no texto? Eu acho que a árvore parece o patinho feio, sempre rejeitada por todos, nenhum passarinho lá vai... Não sei porque é que a professora me marcou errado!

Está errado? Não, de todo!
Vai ter errado sempre que, nos testes, responder desta forma? Sim, sempre.
E eu fico naquele misto de "Cinge-te ao que te pedem, o mais simples e sem pensar muito, para teres melhor nota" e o "Não deixes de pensar dessa forma diferente, porque é isso que te torna único..."
Ontem, na rádio, perguntaram à Nonô o que é que a mãe ia fazer às escolas, e mais recentemente ao Parlamento Europeu...

(Nonô) Vai lá fazer as coisas dela. As coisas que a deixam feliz.

Ao que a locutora perguntou:

(Teresa) E o que é que tu achas sobre as coisas que fazem a tua mãe feliz?

(Nonô) Acho bem. Quando ela está a fazer coisas que a deixam feliz, eu deixo-a um bocadinho em paz...


E é isto. Tão simples quanto respeitarmos os momentos em que os outros se sentem felizes a fazer algo. É só deixá-los um bocadinho em paz...