(Afonso) Já não sei se vou ter 5 a Educação Física. Hoje foi a avaliação de Dança...

Andam há que tempos a ter aulas de Merengue. O que eu até acharia interessante, se percorrem diversos tipos de dança, e sobretudo se usassem a dança para trabalhar a expressão corporal de forma prazeirosa, sem o peso de avaliações atrás de avaliações, que só geram tensão e competição. (e parece que os meus gémeos este ano têm prova de aferição de Educação Física! Nem sei que diga...)

(Mãe) Mas correu assim tão mal, filho?

(Afonso) É que eu até me esforcei tanto! Abanei-me todo, assim com as mãozinhas e tudo... mas não me serviu de nada! Fiz figura de totó e ainda tive a nota mínima.


E assim se perdeu um dançarino...
Dudu num Concurso de Soletração da Escola:

- Palavra: CORREIO

(Dudu) C-O-R-E-I-O

- Errado!


(Mãe) Então mas tu sabes escrever "Correio", filho! Só com um "r" fica "Coreio".

(Dudu) Mas foi isso que eu percebi! "Coreio", a nacionalidade das pessoas da Coreia!


Em 21 alunos ficou em... 20º.
E acho que nunca mais se vai esquecer que os habitantes da Coreia são, afinal, os Coreanos...

Mamã a descomprimir depois de mais uma discussão com o furacão-Dudu, que tem tem o condão de tirar a mamã do sério.
Sebastião aparece e apanha a mamã atirada a um punhado de amendoins.

(Sebastião) Isso está mesmo mal, hã, mãe?

(Mãe) A uns dá-lhe para fumar, outros para meditar... A mim deu-me para comer amendoins. Podia ser pior, não achas, Sebastião?

(Sebastião) Acho é que estás a precisar de umas férias. E nós também. E não é só uma semanita ou duas. Tem de ser um mês inteiro, pelo menos, sem trabalho nem testes.

(Mãe) Mas até lá, filho, ajudas-me a tomar conta dos teus irmãos?

(Sebastião) Ajudo. Mas olha que eu às vezes também me passo.

(Mãe) Eu compro umas reservas de amendoins...


Também é um bom piolho elétrico, este meu Titão, mas não há melhor filho-aliado-e-conselheiro do que ele.
E venham de lá essas férias, que estamos todos a precisar!
Chuva, chuva, chuva

Menos uma hora, horários esquisitos

Chuva, chuva, chuva

Testes, testes, testes

Filhos elétricos

Disparates em catadupa

Mãe passada dos carretos


E é nestes dias que me vem à memória o dia em que, lá atrás na minha infância, vi a mãe de um grande amigo meu - uma querida amiga, de uma paciência infinita - partir uma viola de brincar na cabeça do filho. A viola era muito frágil, enquanto a cabeça dele era dura - já para não dizer que ele era um valente diabrete, daqueles capazes de tirar qualquer pessoa do sério, eu incluída! - por isso a saga só valeu a todos nós umas valentes gargalhadas. Mas aquela imagem ficou-me na cabeça, com um valente ponto de interrogação: o que pode levar uma mãe a perseguir um filho pela casa com uma viola de brincar?

Bem, acho que agora já percebo.


(Mãe) Meninos, amanhã recomeçamos as nossas meditações.


E entretanto, que volte o sol, por favor! Acabem os testes e regresse a paz ao nosso pequeno reino em convulsão.
É já um clássico cá em casa: na Hora do Planeta desligamos as luzes e jantamos à luz das velas, com saborosas conversas sobre o que é isso de proteger o planeta e que papel cabe a cada um de nós, nessa tarefa tão urgente.


Este ano não pôde ser uma hora inteira, ficámos-nos por metade do tempo, porque havia um treino noturno para cumprir. Mas valeu a pena. Vale sempre a pena. E, à falta de tempo no dia-a-dia, merece ser lembrado muitas vezes, até encaixarmos que essa é uma tarefa para todos os dias.

Os gémeos vão ter teste de Matemática - última semana de testes! Yeahhhh! - e um dos temas será o dinheiro. Notas para aqui, moedas para acolá, no manual da escola...

(Dudu) Vou mas é buscar o meu dinheiro!

(Nonô) E eu o meu!

Subiram para os quartos e demoraram a aparecer...

(Mãe) Então, meninos?

Voltaram já com os mealheiros abertos, e o dinheiro todo reunido numa caixinha, dividido por notas e moedas, e estas separadas pelos respetivos valores.


(Nonô) Juntámos o nosso dinheiro todo, mãe.

(Dudu) Para comprarmos qualquer coisa...

(Mãe) Então e que coisa?


Isso é que era mais difícil...
Mas essa era uma excelente oportunidade para juntar a Matemática (da Vida!) ao Português, à Informática e à Criatividade.

(Mãe) Vamos fazer uma lista do que podem comprar...

Primeiro foi preciso contar o dinheiro, para saber quanto tinham. Depois, pensar no que gostavam de comprar. Em seguida, ver no computador quando é que podia custar isso que queriam. Se chegava ou não, ou se teriam de arranjar mais dinheiro.


O entusiasmo foi tanto que a mamã até foi comprar um pequeno livro sobre Economia para crianças, que explicasse de forma muito simples o que é a Poupança e o Investimento. Não estudámos as retas e semi-retas, e os problemas ainda são... um problema! Mas em matéria de dinheiro, acho que aprenderam bem a lição!




(Dudu) Mãe, nós podíamos comprar umas daquelas coisas para pôr nos ouvidos, para podermos entender as outras línguas.

(Mãe) Como assim, filho?

(Dudu) Então, mãe... se estivéssemos na Inglaterra, entendíamos o Inglês. Se estivéssemos na China, o chinês.

(Mãe) Mas isso não existe, Dudu. Existem auriculares para ouvirmos traduções de outras línguas... Mas tem de estar alguém a traduzir em simultâneo. Não existe nenhum aparelho para os ouvidos, que eu saiba, que faça essa tradução, em qualquer parte.

(Dudu) A sério?! Fogo, mãe! Estamos tão atrasados...


(Minutos depois)

(Dudu) Mãe, quando eu crescer já não vou ser jogador de hóquei. Vou ser antes um inventor. E vou inventar também um aparelho para a garganta. Assim também podemos falar logo as línguas que queremos...


(Dudu) Wow! Mãe, o que é isto?! Estamos a ser atacados por ondas alienígenas?

(Mãe) É só um mapa de previsão do tempo, Dudu.

(Dudu) Ah. Ufa! Parecia mesmo um ataque à Terra...


Eu bem digo que este meu filho não é deste mundo, mas ninguém acredita...
... e um vídeo deliciosos sobre as tropelias de dois gémeos, que bem podiam ser os meus. AQUI!

No caso dos meus, já os fui apanhar ao telhado (conseguiram arrastar um móvel até à janela), descobriram uma forma de sair de casa descendo por uma árvore e tocaram à campainha (e eu ia morrendo quando a fazer caretas para o intercomunicador, na rua!), já se esconderam em armários e ficaram silenciosamente à espera de me ver desesperar...

Enfim, são muito queridos, os gémeos... Mas duas cabecinhas marotas a pensar, dão trabalho a duplicar!
Depois de uma manhã inteira a dissecar o século XIX...


(Titão) Acho que começo a gostar de História...

(Mãe) Isso de gostar ou não das disciplinas é psicológico, filho. Está tudo na mente...


Minutos depois dou com ele no trampolim, a fazer a posição de lótus em cada salto.


(Titão) Eu gosto de História. Eu gosto de História. Eu gosto de História.


Agora é torcer para que funcione! (e estudar, de preferência, que gostar não basta!)
O dia não prometia ser mais calmo. O pai tinha de levar um filhote a um treino e depois tinha um torneiro na Lourinhã - quase um dia inteiro fora de casa. A mãe tinha de levar os restantes a treinos e festas de anos, fora o estudo para os 9 testes que a filharada tem esta semana.

Ufa!

Mas lá nos safámos, nos entretantos. De manhã oferecemos os presentinhos que os filhotes fizeram na escola...


(Pai) O que é que desenhaste na minha mão, Dudu?
(Dudu) Um comando. E este aqui é um filho telecomandado...

O sonho, portanto, de qualquer pai :)

Mas o melhor ainda estava para vir...


(Nonô) É para pores o telemóvel a carregar, pai.

Achámos a ideia o máximo. O pai vai ter é de arranjar outro telefone, porque ganhou dois presentes iguais! E nem quero pensar o que seria se tivéssemos trigémeos ou quadrigémeos...


Mas faltava ainda um presente de todos os filhos, que só conseguimos entregar à noite (ainda precisámos de uns buraquinhos, por entre os estudos, para o completar): um pequeno livro dedicado ao pai, com frases dos 4 filhos! O mais giro do género que descobrimos este ano no mercado, editado pela Arena/Penguin Random House. Um sucesso, que nos arrancou ainda boas gargalhadas, quer na confecção, quer na leitura!







- Um dos super-poderes do papá? Adormecer no sofá quando quer (Titão)
- Uma coisa de que o pai gosta muito? De mim! (Nonô)
- Uma coisa que o pai contava da sua infância? Que andou no circo (Afonso, que andou uns bons anos da sua vida a achar que o pai tinha mesmo crescido no circo)
- Outro super poder do papá? Parece o Flash quando conduz (Dudu).

Parabéns, Papá! Contamos contigo para muitos e bons anos de aventuras, tendo-te sempre como o nosso insubstituível porto de abrigo.