Coisas de Mundo injusto

- 13.1.13

Lembro-me de um dia o meu filho mais velho me perguntar porque é que as crianças tinham que morrer. Não deviam ser só os velhinhos?
Deviam, pois. E só quando eles achassem que já tinham vivido tudo o que tinham a viver.
Infelizmente, as crianças também partem. Em tiroteios em escolas. Em guerras e tsunamis. Atacadas por animais perigosos. Em acidentes. Com doenças.
Partem porque sim, embora seja impossível entendê-lo, muito menos aceitá-lo.
Esta noite partiu uma bebé filha de uma grande amiga. E eu não tenho palavras para lhe dar. Só abraços. Só forças para continuar. Só o meu amor.
Ninguém está livre de que uma situação destas lhe bata à porta. Ninguém em situação alguma, por muito que não queira pensar nela. Infelizmente a minha família já o viveu na pele. Por isso não há um só dia que seja em que, por entre a tentativa de fazer dos meus filhos alguém interessante e prepará-los para a vida (com mais ou menos sucesso e paciência), eu não os olhe e não me sinta feliz por tê-los tido mais um dia comigo e eu ter tido mais um dia com eles.
Amanhã seremos um mundo que continuará a girar para além de todos nós. Nós, aqueles que hoje vivemos uns com os outros e nos amamos, não sei se seremos ou o que seremos nesse amanhã. Sei, como única certeza, que somos um hoje. Um agora. E é nele que temos de ser o melhor que somos e amar o melhor que sabemos aqueles que nos importam.
Um beijo muito grande, minha amiga. Tu e a tua família estarão sempre no meu agora.

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