(Dudu) Mãe, como é que é possível que este jogo não tenha a bandeira do Butão?!

Era o única senão. A caixinha de metal com bandeiras de inúmeros países, a par de informações sobre eles, já correu os manos mais velhos, e é agora o novo entretenimento do irmão mais novo. Há jogos e brincadeiras que, infelizmente, nunca chegam a sair das prateleiras. Mas há outros que já nos entretêm há quase dez anos...

Inspirados no The Voice, ou 4 estarolas cá de casa inventaram uma nova brincadeira: três deles estão sentados no sofá, de costas, o quarto escolhe uma música no telemóvel, põe-na a tocar na coluna portátil e atua. Se lhe correr bem, pode ter a sorte que um dos manos se vire ou, melhor ainda, que salte para o meio do palco e desate a cantar com ele.

A mãe teve a sorte de ficar na escada, a compor a assistência, e a filmar os devaneios dos filhos que, seguramente, têm um (bom) parafuso a menos!


(Os jurados)


(um dos artistas, que cantou "Playback", em playback, de Carlos Paião)


(uma das atuações da tarde. "Hey Monica" levou ao rubro os jurados... e a assistência também! O video é que foi transformado em fotografia porque... enfim. Digamos que, em termos de qualidade sonora, o nosso The Voice Caseiro ainda tem muito a desejar...)

E quando a Nonô resolve colocar, debaixo da sua blusa, umas almofadinhas de soutien para fingir que já começa a ter maminhas?

(Nonô) Não notam nada de diferente, manos?

Nada. Ela bem se empina, mas eles nada...

(Nonô) Vocês também, rapazes... Nem reparam que me cresceram as mamas?! Insensíveis...

E quando o caos se instala e a mãe já não sabe bem para onde se virar... a Nonô arranja sempre formas de melhorar o seu dia!


Obrigada, Super-Nonô!
Os filhotes mais novos começaram a dar História na escola (4º ano), por isso aproveitámos um buraquinho entre jogos para rumar ao Museu das Crianças, onde está patente uma exposição chamada "Aventura pela História de Portugal".

E quem disse que "Exposição" não pode rimar com "Diversão"?

Por entre salas coloridas, cheias de jogos e brincadeiras, fomos descobrindo as diferentes dinastias, a passagem da Monarquia à República e o 25 de abril, até à atualidade...

As imagens falam por si! Reservem uma manhã ou uma tarde e levem a pequenada. Valem mesmo, mesmo a pena!







(Mãe) Meninos, vamos levar o lixo reciclado?

Resmungam sempre, até que um deles se lembra de alguma coisa diferente...

(Afonso) Lixo sobre rodas?

Um de bicicleta, os outros de patins, estrada afora, a equilibrar os sacos de um lado e do outro, não há como não tornar uma simples ida até aos caixotes da reciclagem numa enorme aventura!


Novidade fresquinha... há frações na cozinha!

Já em pré-venda na Wook, com ilustrações da talentosa Célia Fernandes, para todos os meninos (e pais e professores) que queiram aprender (ou ensinar) as frações com umas quantas pitadas de brincadeira...


As pecinhas já estão cá por casa há uns anos. Passaram de moda, mas o Dudu resolveu recuperá-las para um jogo novo...

(Dudu) Cada um diz uma cor de olhos fechados. E os outros têm de conseguir tirar uma peça dessa cor sem mandar a torre abaixo...


Um verdadeiro jogo de paciência!
Se ainda tiverem pecinhas dessas aí por casa, não deixem de experimentar...



Depois de a Mamã e o Titão fazerem as pazes (após uma sessão de ralhetes por causa de alguma "pequenas-coisas-importantes"):

(Titão) Sabes que há algumas coisas em ti que eu não gosto assim tanto...

(Mãe) Faz parte, filho. Eu também não gosto de tudo em ti, da mesma forma. Somos pessoas diferentes, e isso é bom. Mas eu sou tua mãe. Não me basta aprender a conviver contigo e aceitar aquilo em que és diferentes de mim. Quando vejo comportamentos que já soam a faltas de educação, falhas de carácter ou de valores, sou obrigada a intervir. A tentar fazer de ti alguém melhor. E acredita que seria bem mais fácil não ligar e deixar-te ser e fazer o que quiseres...

(Titão) Vês... essa é uma das coisas que me irrita em ti.

(Mãe) O quê, filho?

(Titão) Acabo sempre por te dar razão...



Tínhamos 1 hora entre o final do jogo e um jantar combinado.

(Mãe) E se fôssemos à praia, meninos?

Não havia fatos de banho, nem toalhas... O tempo também era poucos. Mas...

(Mãe) Vamos só molhar os pés!

Aceitaram o desafio, e não nos podia ter feito melhor! Tenho como meta, para este ano, não me esquecer de incluir na agenda diária pequenos momentos para descansar, respirar, fazer alguma coisa de que gosto/gostamos. Mas estes momentos improvisados, sem agenda, também sabem a ouro!






(Mãe) O que é isto, Dudu?

(Dudu) O meu quarto estava a precisar de umas mudanças...

Baby (Fish) TV para gatitos bebés...

Hoje, na aula de Português, a professora pediu ao Titão e aos colegas que respondessem a algumas questões como: 3 qualidades, 3 defeitos, uma pessoa que admirem, sonhos, etc.

O Titão, que não gosta muito de escrever, respondeu por tópicos e, mesmo assim, deu meia dúzia de erros.

Resultado: Suf -

(Titão) Ó mãe, como é que a stôra dá Suficiente Menos a um trabalho destes? Eu pensei que ela estava realmente interessada em mim e naquilo que eu sou e penso... Afinal, era só para ver se eu dava erros...

Não terá sido com intenção, e a verdade é que, a partir do momento em que se diz que tudo conta para nota, tudo parece merecer avaliação... Mas pedir a um aluno que se revele e depois dar-lhe má nota, é somente erguer um muro onde se poderia colocar uma ponte...

PS - E não é que, na pessoa que ele admira, colocou a sua Mamã, "por estar sempre por perto e me ajudar em tudo"? Meu rico filhote...
PSS - "Ó mãe... estás-te a esquecer que eu, nos defeitos, escrevi que era um bocadinho mentiroso..."

(Mãe) Nonô... o que é isto?!

(Nonô) É um projeto meu. Vai ser um gato...

Em cima do piano há uma taça com uma massa que ela está a preparar para qualquer coisa (outro projeto), além uma caixa cheia de coisinhas que ela quer usar para fazer colares e vender (outro projeto), e num caderno anota outros projetos que tem em mente, e que vai desenvolvendo pouco a pouco... por toda a casa!

Acredita que tudo se pode transformar e reutilizar (e quando não tem ideias vai ao youtube). Que o que já não queremos se deve vender. Que se pode sempre inventar formas criativas de fazer dinheiro. E gosta de saltitar de projeto em projeto. Geração Z no seu melhor! E a minha geração tem ainda tanto para aprender com esta...
Família à mesa:

(Dudu) Sabem que eu não acredito no Big Bang?

(Afonso) Não acreditas, como? Se os cientistas têm feito testes...

(Dudu) Oh, os cientistas ainda não sabem tudo. Eles sabem que houve uma explosão, mas o que é que havia antes? Eu acho que o universo não nasceu no Big Bang...

(Afonso) Mas o que é que te leva a dizer isso?

(Dudu) É o que eu acho. E também não acredito na teoria da evolução... Acho que não foi bem assim.

(Afonso) Ó mãe, o que é que o Dudu anda a ver no youtube?!

(Mãe) O Dudu questiona as coisas. Pensa sobre elas. Mas é importante, Dudu, que oiças os especialistas. Que estudes as coisas a fundo.

(Afonso) O Dudu vai ser como aqueles americanos que acha que a Terra é redonda.

(Titão) Ou um guru qualquer, cheio de ideias malucas e não sei quantos seguidores...

(Dudu) Por acaso acho que devia fundar uma religião nova. Só eu e Jesus Cristo.


O Sebastião esbugalhava os olhos, a Nonô levava as mãos à cabeça, o Afonso continuava a defender a ciência (na religião não se quis meter), e a mamã observava o seu filhote, pensando no que fazer com um espírito tão inquieto, tão questionador, tão desafiador, e como ajudar a transformar tudo isso em algo maravilhoso e importante...


(Dudu) Mas não se preocupem. Eu continuo a acreditar no Titanic!

(Afonso) Dudu... eu estive no Museu do Titanic! Há fotografia e tudo... Claro que tens de acreditar no Titanic!

(Dudu) Mas acho que o barco não foi ao fundo só por causa do iceberg... Ele não estava bem construído. Tenho a certeza...

Agora na área das Ciências, o Afonso constatou, pelo horário, que tinha poucas horas de Português. Não que ele tivesse gostado particularmente do Português do 9º ano - muita gramática, muita análise aborrecida de obras que, mesmo interessantes, se tornavam aborrecidas depois dessa mesmo análise - mas caiu nele assim uma espécie de nostalgia pelo que deixava para trás. Afinal de contas, gosta de ler, gosta de escrever...

(Afonso) Mãe, hoje fizemos uma composição livre na aula. Mas o limite eram 250 palavras! Como é que alguém pode escrever alguma coisa de jeito em 250 palavras? Montei uma história muito gira, pensei nas personagens, comecei a escrever cheio de entusiasmado... mas quando me apercebi, já ia nas 300 palavras e ainda nem tinha começado a ação principal da minha história.

(Mãe) E o que é que fizeste?

(Afonso) Fiz outra composição com um resumo daquilo que pensei. Ficou uma porcaria...


E a mãe respira fundo e pensa nos cadernos que enchia com as suas longas histórias... E no que sofreu, já na faculdade, para tentar fazer notícias de x caracteres. E pergunta-se por que raio terão os jovens criativos de ter também poder de síntese? São caminhos diferentes, nem sempre se dá para tudo. Aprender a sintetizar é importante, mas quando se pede para criar, porque é que tem de haver sempre um limite? A quem beneficia?
A mamã tem andado toda feliz e contente a apresentar um programa sobre a maternidade (da gravidez aos primeiros anos de vida) no canal de Saúde S+ - e se ainda não virem, espreitem sff, na posição 129 da NOS! O meu programa chama-se "Tenho um bebé. E agora?" e passa às terças às 21.30h.
Hoje, o filhote mais velho viu pela primeira vez o programa e resumiu-o desta bonita forma:

(Afonso) Que engraçado! Nunca me tinha apercebido que a mãe se parecia tanto com uma boneca de Anime...

Vou tomar isso como um elogio, ok?

Um dos pratos favoritos cá de casa é Massa Fresca com molho de iogurte (e ainda bem que é um dos pratos favoritos, porque a massa fresca é de pacote e demora 10 minutos a fazer).
Ontem, o Dudu estava cheio de fome e resolveu resolveu ajudar, mas o mano mais velho advertiu...

(Dudu) É melhor deixares a mãe fazer... Vai sair asneira!

Intempestivo, com ar zangado, o Dudu levou aquilo a peito.

(Dudu) Sabem que mais? Estou farto que vocês achem que eu não consigo fazer as coisas! Querem ver como é que se faz?

A abrir o iogurte, entornou parte de um deles.

(Dudu) Ups!

Resolveu pôr caril, mas uma parte caiu na bancada.

(Dudu) Ups!

Enriqueceu o molho com oregãos, mas tombou o frasco todo lá para dentro (o que vale é que não tinha muito).

(Dudu) Ups!

E eu lá fui fazendo sinais aos manos para não dizerem nada. Depois sentou-se, serviu-se, e elogiou-se.

(Dudu) É o melhor molho de sempre. Querem provar?
Dá-me cabo do juízo, é arisco e desafiador, mas ao mesmo tempo dá os melhores abraços do mundo e tem sonhos únicos.


(Dudu a entrar na cama) Ó mãe... um dia levas-me ao Butão?

(Mãe) A mãe também gostava muito lá ir. Mas sabes que a viagem é muito cara. Não é fácil...

(Dudu) Podemos ir só nós os dois. O pai fica com os manos.

(Mãe) A mãe vai pensar sobre isso. Pode não ser para já... mas fica prometido que um dia a mãe te leva ao Butão, sim.


Fecho a luz, vou despedir-me da irmã...


(Dudu) Ó mãe...

(Mãe) Diz, filho.

(Dudu) E se jogasses no Euromilhões?

(Mãe) Sabes que a mãe não tem sorte para esses jogos. Mas posso tentar...


Mãe vai mandar os mais velhos para a cama...


(Dudu) Ó mãe...

(Mãe) Diz, filho.

(Dudu) Tu costumas acertar nas perguntas quase todas do Joker (programa da RTP). Porque é que não vais ao programa? Eu ia como teu ajudante... Ah, não, espera. Eu não sei muitas coisas. Tinha de ser alguém muito esperto. Podes fazer isso por mim? E dizias ao Vasco Palmeirim que precisavas do dinheiro para me levares ao Butão...


Não sei bem como, mas vou ter de arranjar maneira de lhe realizar este sonho!
Butão... espera por nós!
Quando este blog nasceu, tinha um filho mais velho de 2 anos que fazia perguntas complicadas e que, aos 4, prometia que ia salvar a humanidade e levá-la para outro planeta no foguetão que iria construir.
O pirralhinho cresceu, está prestes a fazer 15 anos, gosta de Física e sonha com o MIT e a NASA, e hoje comprou a sua primeira bata. Numa loja do chinês, é certo... mas ganhar batas melhores exige esforço. E os seus sonhos exigem mesmo muito esforço. Não sei se um dia irá salvar a Humanidade ou não, mas hoje, de bata na mão, o que lhe desejei, com todas as forças, é que ele mantenha sempre a capacidade de questionar e de criar, que confie nas suas capacidades, não esqueça os seus valores e, no meio de todas as lutas que travar, não se esqueça de ser feliz...

O Titão anda há umas semanas dedicado à magia. Aprende os truques no youtube e treina, treina, até se sentir à-vontade para vir apresentá-los à família. E não é que ele tem um jeitão? Pensa nas situações, nas piadas a dizer, até na forma de disfarçar alguma coisa que não corre bem... Temos artista!

Os irmãos ficam doidos com as magias, e procuram imitá-lo... sem sucesso.

E a magia de hoje à tarde consistia em enrolar um atacador à volta do pescoço e, puxando pelas duas pontas (como se se fosse apertar o pescoço), ficar com a corda solta, nas mãos.
Claro que aquilo tem um ritual de colocar a corda de determinada maneira, e o Dudu procurou ver de um ângulo e outro como se fazia... Depois foi buscar um atacador, fechou-se na casa de banho durante um bocado, e voltou com a dita corda ao pescoço.

(Dudu) Queres ver, mãe?

Puxa as duas pontas com força e aperta o pescoço.

(Dudu) Ups! Falhei...

E não é que falhou algumas dez vezes?

(Nota 5 na Persistência. Nota 2 na Trapalhice. Não se pode ter tudo...)
(Dudu) Ó mãe, inventei um truque para quando fores mais velhinha e tiveres de te defender das tuas amigas velhotas...

(Mãe) Defender? Como assim?

(Dudu) Só tens de lhes torcer o braço para trás, e depois puxas por aquelas peles que estão na parte debaixo do braço, e que dantes era músculo, estás a ver? Tu também já tens um bocadinho... Resulta sempre com as velhotas!


PS - Só mesmo o Dudu, para ficar a pensar em truques para auto-defesa para velhotas...
PS 1 - Mas por que raio é que as minhas amigas velhotas iriam atacar-me?!
PS 2 - Amanhã recomeço o ginásio...
O Dudu precisava de uma mochila nova. A mãe trataria de arranjar uma de bons acabamentos, que durasse mais tempo e não fosse feia de todo. O pai... bem, o pai conseguiu fazer magia!

(Dudu) Ó mãaaae.... Fiz uma asneira mas não te zangues comigo, porque eu já remediei.


Colou com UHU e pintou com guache, de cor-de-rosa...
Fiquei sem caneca, mas ganhei uma obra de arte!

(Nota 2 em trapalhada. Nota 5 em desenrascanço)

Já vai ligando menos a bonecos e a brincadeiras com filhotes.
Mas um gatito bebé acorda sempre qualquer bom instinto maternal...



É o futuro: customizar a nossa roupa, metendo as mãos na massa (ou na agulha e no dedal) para reciclar aquilo de que já não gostamos ou costurar o que nos apetece.
Este workshop é na loja de uma amiga e foi preparado para crianças e adolescentes com queda para a costura, ou vontade de aprender!

Fica a sugestão ;)



CONTACTOS:

Praceta de Sofala, nº2 A
2780-043 Oeiras
(Figueirinha – perto da esquadra da PSP)

http://www.pillow-party.com

Quem é que tem mais de 50 livros para forrar, quem é?
Não, não sou eu. Felizmente já tenho filhos crescidos, com bons bracinhos para ajudar. E, este ano, até o gatito novo vai ajudar! (ou desajudar?)


PS - "Nonô, quanto é que tu queres para forrar os meus livros?" Ai, ai, rapazes...
Estão todas e todos convidados!


Domingo, dia 2 de setembro, às 16h, nos jardins do Palácio de Belém.
O Dudu, de vez em quando, lembra-se de alguns sonhos que gostava de ver cumpridos. Alguns mais difíceis de concretizar do que outros - ir ao Butão é capaz de demorar um bocadinho - mas geralmente são coisas simples que apenas implicam alguma logística:

- Imprimir dragões para pôr na parede do quarto - já tem dois.
- Ter uma baliza no quarto - a tia ofereceu.
- Ter um colar giro - comprámos na praia.
- Imprimir uma t-shirt com um boneco escolhido por ele - já sabemos como fazer mas ainda está a escolher o desenho.
- Ter uma caricatura sua - Aconteceu, finalmente! 5€ na Rua Augusta.



O difícil foi manter-se quieto enquanto o artista o pintava. Mas lá conseguiu o que queria.
Vamos ver o que se segue...
A magia saiu às ruas de Lisboa!
E claro que o nosso mágico cá de casa - Mr. Sebastião - não podia perder este festival.
Até dia 2 de setembro há meia dúzia de espetáculos por dia, em locais diferentes, cada um com 4 mágicos de diferentes países. Escolhemos um ao final da tarde, no Arco da Rua Augusta, e o único contratempo foi termos chegado mesmo em cima da hora, e o mágico já estar rodeado de pessoas, a ver o espetáculo. O que vale é que temos filhos desenrascados... E enquanto a mãe procurava "buracos" por onde os filhos pudessem espreitar, já eles tinham trepado a um caixote do lixo! O gesto não primou pelo civismo, mas tiveram nota 20 em desenrascanço...






(Mãe) Então, Dudu? Estás a iniciar o Pantera nas novas tecnologias?

(Dudu) Sim. Estou a mostrar-lhe vídeos de gatinhos...


E não é que ele viu tudo com atenção?
Correr em família já não é o que era (que é como quem diz, a mãe a puxar pelos filhos. Os gémeos em casa, ainda sem idade para essas aventuras). Agora os mais velhos desaparecem e correm o triplo do que eu corri, e os meus companheiros são os gémeos. Ainda me aguento um bocadinho mais do que eles... mas vamos ver até quando!

Tudo o mais, felizmente, são vantagens: a seguir a uma boa corrida e um bom banho, não há como não ficar mais bem disposto e mais preparado para qualquer outro desafio. Os filhotes mais velhos, mesmo brincando com o ar cansado da mãe, admiram o esforço de se fazer à estrada com eles. E os mais novos, pelo caminho, ainda ouvem umas quantas histórias e conselhos. Já para não dizer que o desporto é saúde. E filhos saudáveis (de preferência com pais igualmente saudáveis) é uma enorme mais-valia!

Não, não estou grávida.
Diria até que o meu relógio biológico da maternidade já trabalhou o suficiente, e avariou, sem conserto.
Mas o instinto maternal ficou, e esse vai-se manifestando de diversas formas. Nem que seja a adoptar animais pequerruchos, irresistíveis e a precisar de carinho...

Apresento o Pantera, o novo membro da família, que já nos conquistou a todos!


Durante o tempo de aulas, lemos sempre um bocadinho à noite, antes de dormir.
Em férias, com os passeios e a casa cheia de amigos para jantar (muito bom sinal!), os filhotes nunca iam para a cama antes da meia noite, uma da manhã. E convenhamos que essa não é a melhor hora para pegar num livro e deleitar-se com ele...
Resultado: mudámos a hora de leitura para o período que se segue ao almoço. E, se a princípio os filhotes se queixavam, agora já se habituaram. Ainda põem cronómetro, é certo, porque a "hora da leitura" é, na verdade, de apenas vinte minutos. Mas não se pode querer tudo...

Caixas com cartas, postais e ficheiros organizados com recensões de livros?

A mãe é, definitivamente, uma criatura da idade de pedra...

E quando os filhotes (aqueles que achamos que estão desejosos de nos ver pelas costas) vão à praia com os avós e nos mandam isto?


PS - Há sempre a hipótese de ter sido uma ideia dos avós. Mas pronto... há que manter um certo optimismo!
(Dudu) Ó mãe: preferias ser a rainha de Inglaterra, viver num castelo e ter muito dinheiro, ou seres nossa mãe, com o trabalho todo que nós te damos?

...

(Mãe) Posso responder só depois de a nossa empregada voltar de férias?
Regresso ao blog, abandonado durante um loooooongo mês onde, por entre férias, trabalho e empregada fora, fiz umas 10 máquinas de roupa e preparei uns 20 tachos e travessas de comida. Felizmente, os filhos, sobrinhos e amigos dos filhos dão tanto trabalho quanto inspiração. E por isso aqui fica a novidade fresquinha...

ESTAMOS A FAZER UM FILME DA MINHA COLEÇÃO "ESCOLA DAS ARTES"!

O entusiasmo é muito porque o filme fala sobre uma escola em que acredito - baseada em competências, recorrendo à arte para promover o Autoconhecimento, a Empatia e o Espírito de equipa - e está a ser feito com crianças e jovens do Grupo de Teatro Infantil Animarte, todos eles muito talentosos, e dirigidos pela atriz e encenadora Sofia Espírito Santo, que é outro poço de talento. Só ficará pronto lá para o Natal, mas deixo já aqui um cheirinho do que aí vem...

(Ah, e se os vossos filhos, sobrinhos, netos, amigos, ainda não leram os dois primeiros títulos da coleção - nos quais se baseia o filme - é uma boa altura para o fazerem ;). E, se já tiverem idade para isso, sugiram-lhes que sigam a Escola das Artes no Instagram - escoladasartes.ofilme2018 - onde poderão acompanhar o decorrer das gravações e todas as novidades sobre esta aventura feita com todo o carinho para eles...)


As personagens que a ilustradora Madalena Brandão desenhou.


Os jovens atores que dão vida às personagens principais: os 4 irmãos Jasmim, a Carlota, a Mila e o Miguel.


Eu e a diretora Tatá (atriz e encenadora Sofia Espírito Santo).


O espírito das gravações ;)


Na revista "Telenovelas".


Os filhos não são uma ciência exacta nem trazem manual de instruções. E nem sempre é fácil (quase nunca é fácil) saber se estamos a fazer o melhor por eles, a cada momento.
Nos últimos anos, não temos tido fim-de-semana sem jogos, torneios aqui e além, muitos treinos, muitas horas em pavilhões e muitos corações apertados. Somos pais de 4 filhos atletas. Uma loucura que exige uma disponibilidade e uma logística brutais. Às vezes pensamos no que podíamos ter feito e passeado e descansado, todos juntos, mas a verdade é que, no final de cada época, o balanço é sempre positivo. O que desporto dá aos nosso filhos - resiliência, dedicação, espírito de equipa, respeito pelo adversário, capacidade de lidar com a frustração, a pressão e a inibição - tem-nos feito crescer a todos. A nós, pais, ensina-nos a observá-los em silêncio ou a gritar por eles no momento certo (às vezes também no momento errado... sempre a aprender!), a apoiá-los nos bons e nos maus momentos e a dar-lhes força sobretudo nestes últimos. A ouvir os treinadores, nossos aliados na educação dos nossos filhos, e a trocar experiências com outros pais que querem também fazer o melhor, por entre dúvidas e inquietações.
Tudo isto se pode trabalhar de muitas outras formas, em muitas outras atividades ou sem atividades nenhumas. Mas quando oiço críticas ferozes aos pais que “querem que os filhos sejam à força os próximos Cristiano Ronaldos” (também os há!) sorrio e penso que, exageros à parte, o desporto é sempre uma mais-valia para os filhos, assim isso os faça felizes e mais completos. O que levam do desporto para a vida pode ser imenso. E ser pai “de bancada” é igualmente uma grande escola... Um abraço a todos aqueles que nos acompanharam em mais um ano de saudável “loucura”!


"Ah, e tal... mas agora não escreves no blogue? Não tens nada para contar?"

Se eu vos contasse o forró que para aqui anda... O problema é mesmo ter tempo para contar!