Round 1 - Nonô, a caça-votos
(Dudu) Mãe... muitos meninos lá na escola dizem que a Nonô é a mais bonita da sala!
(Mãe) E tu, o que achas?
(Dudu) Eu não acho nenhuma menina bonita.
(Nonô) Se não achas nenhuma, podias dizer que era eu! Sou tua irmã!
Round 2 - Dudu, o vaidoso
(Dudu) Ó mãe... é que ninguém disse que eu era o mais bonito!!! Escolheram quase todas o N.
(Mamã) Oh, filho... Porque se calhar chamas menos a atenção: és mais reservado, nem sempre és muito simpático com as meninas... Sabes que aquilo a que chamam de beleza é isso tudo: o que os outros sentem a nosso respeito. Eu, por exemplo, que sou tua mãe, acho-te o menino mais lindo do mundo. Porque me fazes sentir muito feliz.
(Dudu fica pensativo. Nada convencido com a minha lengalenga, na verdade)
(Dudu) O pai, na minha idade, era muito bonito.
(Mamã) Tu és igual ao papá, filho.
(Dudu) Mas o pai tinha o cabelo maior... Acho que agora vou deixar crescer o cabelo um bocadinho, para poder fazer uns penteados fashion...
Há uma hora a cruzar horários de filhos, escola + atividades. Quem leva, quem vai buscar, quem tem de ir mais cedo, ou esperar.
Hei-de lá chegar... Hei-de lá chegar... Hei-de lá chegar...
Hei-de lá chegar... Hei-de lá chegar... Hei-de lá chegar...
Em pequenina não conseguia dizer "picocas" nem "frigonífico". E os guardanapos eram sempre "guardapapos".
Hoje já diz tudo muito bem. Ou quase.
(Mãe) Ó mãeee! Anda espreitar. Estive a organizar o teu "gabitório"...
Também poderia ser "escritonete".
Estava lindo e arrumado. Só falta arrumar agora as sílabas no sítio certo...
Hoje já diz tudo muito bem. Ou quase.
(Mãe) Ó mãeee! Anda espreitar. Estive a organizar o teu "gabitório"...
Também poderia ser "escritonete".
Estava lindo e arrumado. Só falta arrumar agora as sílabas no sítio certo...
Quem vai seguindo o que eu rabisco por aqui conhece a minha ânsia de mudar o ensino. Criar um ensino para todos foi uma grande conquista daqueles que nos antecederam. Mas agora é tempo de percebermos que nem todos são iguais (aliás, são todos diferentes!) e que um ensino de massas, baseado na competição, no "decoranço", na falta de tempo para reflexão e experimentação, e na desvalorização da expressão artística, não faz das nossas crianças pessoas melhores. Nem mais felizes. Nem mais autónomas. Nem mais solidárias. Nem mais críticas (no bom sentido). Nem mais criativas. Tudo qualidades que serão fundamentais no seu futuro profissional, seja ele qual for.
Usando a "Massa Fresca" como um meio (porque a luta tem muitas frentes e temos de nos valer de todos os meios), acabei por levar para a série um conjunto de temas de que alunos e professores se queixam diariamente. Ideias de professores que estão a tentar fazer diferente. E vontade de mudança. Tudo isto culminou num musical que eu vos convido a espreitar (excerto do último episódio na novela), AQUI, e numa página de Facebook - Movimento Mocho - onde queremos que professores, pais e alunos contribuam com as soluções criativas que têm encontrado para os problemas que encontram na escola. Se quiserem e puderem, deixem o vosso contributo...
Usando a "Massa Fresca" como um meio (porque a luta tem muitas frentes e temos de nos valer de todos os meios), acabei por levar para a série um conjunto de temas de que alunos e professores se queixam diariamente. Ideias de professores que estão a tentar fazer diferente. E vontade de mudança. Tudo isto culminou num musical que eu vos convido a espreitar (excerto do último episódio na novela), AQUI, e numa página de Facebook - Movimento Mocho - onde queremos que professores, pais e alunos contribuam com as soluções criativas que têm encontrado para os problemas que encontram na escola. Se quiserem e puderem, deixem o vosso contributo...
Menos 2 filhos em casa.
Amanhã serão menos 4.
Quando começarem a chegar os trabalhos de casa e as datas dos testes, vou arrepender-me amargamente de ter celebrado o arranque do ano letivo. Mas por enquanto... Vivaaaaaaaaam as aulas!
Amanhã serão menos 4.
Quando começarem a chegar os trabalhos de casa e as datas dos testes, vou arrepender-me amargamente de ter celebrado o arranque do ano letivo. Mas por enquanto... Vivaaaaaaaaam as aulas!
(Sebastião) Fogo, mãe! Ainda estamos a ressacar do fim da "Massa Fresca", e tu encomendas massa para o jantar?!
Mas vejamos a coisa pelo lado positivo:
- Têm trabalhado bastante o inglês a decifrar as letras cantadas pela banda da série.
- Hoje viram mais excertos da série do que vídeos de youtubers a procurar Pokemons.
- Dançaram imenso ao som da banda sonora, enquanto repetiam frases como "Confia na vida" e "Ela protege sempre os corajosos".
- Dão abraços de grupo como os da família Elias.
Missão cumprida!
#massafrescatvi
(Mamã abatida) Meninos, amanhã já vamos ter chuva e granizo...
(Dudu) Deixa lá, mãe. Assim não vamos ter mais incêndios.
7 anos a ensinar-lhe o optimismo, e ele já consegue superar-me...
(Dudu) Deixa lá, mãe. Assim não vamos ter mais incêndios.
7 anos a ensinar-lhe o optimismo, e ele já consegue superar-me...
"Os Gémeos têm uma relação especial. São unidos e protegem-se em todas as circunstâncias. Brincam em perfeita sintonia e entendem-se mesmo sem falarem."
Mas onde é que eu errei?
Mas onde é que eu errei?
Sim ou não? Faço ou não faço?
Peguei na cadela e fui em busca de respostas na natureza. E numa nuvem, que para qualquer outra pessoa a olhar o céu naquele momento seria só mais uma nuvem como outra qualquer, vi a resposta que buscava. Comprida, estreita e com pequenos nós, era a imagem da minha coluna vertebral. "Faz, mas não te vergues. Não te esqueças nunca da razão por que aceitaste."
Nesse momento mágico nascia a "Massa Fresca", que foi crescendo e tomando forma com a ajuda de uma equipa incansável, que repetia comigo, em cada reunião: 'Bora lá mudar o mundo! E "mudar o mundo" era tão simples quanto plantar sorrisos, ajudar a despertar coisas boas e a olhar a vida com os olhos do coração.
E a magia acontecia também pela mão de tantas outras pessoas que, de outro lado - o lado mais visível da criação - reviram, desdobraram, planificaram, orçamentaram, e deram forma e corpo às nossas palavras.
Foi duro. Foi intenso. Sugou-me muita energia e levou-me muitas noites. Mas, tal como um filho, fez-me esquecer depressa as coisas más, tamanhas foram as alegrias que me deu. Tamanhas as aprendizagens que me trouxe.
Hoje é tempo de voltar a passear o cão e a procurar na natureza respostas para as aventuras que se seguem. Mas a "Massa Fresca" ficará para sempre guardada num lugar especial das minhas memórias. Para que eu nunca me esqueça de que deve ser sempre a nossa verdade a mover-nos. Que faz toda a diferença ter as pessoas certas ao nosso lado. E que, por melhor ou pior que seja o resultado, o sucesso deve sempre medir-se por aquilo que aprendemos.
"Não sei se existe isso a que chamam de destino, se a vida é apenas o resultado das nossas escolhas. Mas sei que a vida é uma viagem que temos de fazer com coragem, optimismo e confiança. Onde e quando acaba, não sabemos. Nem interessa. A nós, cabe-nos fazer com que ela valha a pena..."
E não é que valeu?
#massafrescatvi
Peguei na cadela e fui em busca de respostas na natureza. E numa nuvem, que para qualquer outra pessoa a olhar o céu naquele momento seria só mais uma nuvem como outra qualquer, vi a resposta que buscava. Comprida, estreita e com pequenos nós, era a imagem da minha coluna vertebral. "Faz, mas não te vergues. Não te esqueças nunca da razão por que aceitaste."
Nesse momento mágico nascia a "Massa Fresca", que foi crescendo e tomando forma com a ajuda de uma equipa incansável, que repetia comigo, em cada reunião: 'Bora lá mudar o mundo! E "mudar o mundo" era tão simples quanto plantar sorrisos, ajudar a despertar coisas boas e a olhar a vida com os olhos do coração.
E a magia acontecia também pela mão de tantas outras pessoas que, de outro lado - o lado mais visível da criação - reviram, desdobraram, planificaram, orçamentaram, e deram forma e corpo às nossas palavras.
Foi duro. Foi intenso. Sugou-me muita energia e levou-me muitas noites. Mas, tal como um filho, fez-me esquecer depressa as coisas más, tamanhas foram as alegrias que me deu. Tamanhas as aprendizagens que me trouxe.
Hoje é tempo de voltar a passear o cão e a procurar na natureza respostas para as aventuras que se seguem. Mas a "Massa Fresca" ficará para sempre guardada num lugar especial das minhas memórias. Para que eu nunca me esqueça de que deve ser sempre a nossa verdade a mover-nos. Que faz toda a diferença ter as pessoas certas ao nosso lado. E que, por melhor ou pior que seja o resultado, o sucesso deve sempre medir-se por aquilo que aprendemos.
"Não sei se existe isso a que chamam de destino, se a vida é apenas o resultado das nossas escolhas. Mas sei que a vida é uma viagem que temos de fazer com coragem, optimismo e confiança. Onde e quando acaba, não sabemos. Nem interessa. A nós, cabe-nos fazer com que ela valha a pena..."
E não é que valeu?
#massafrescatvi
Acredito que o futuro passe por aqui: reutilizar, vender e trocar, reaproveitar. Neste caso com uma mais-valia, porque o intuito é solidário. Os Amigos à Mão são amigos que resolveram juntar-se para fazer a diferença na vida daqueles que mais precisam. E conseguem-no.
A quem puder aparecer... valerá bem a pena!
Mais informações AQUI
A quem puder aparecer... valerá bem a pena!
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(Nonô na clínica) Ó mãe, porque é que há tantos sítios com aquele papelinho vermelho na parede?
O papelinho vermelho era nem mais nem menos do que o aviso de que, naquela clínica, assim como na maioria dos estabelecimentos, se pode pedir o livro de reclamações.
(Nonô) Então nós podemos reclamar, mãe?
(Mãe) Sim. Se fores mal tratada, se fizeram alguma coisa que não aches justa... tens o direito de reclamar.
(Nonô) E não podemos ter um livro destes lá em casa? Para eu reclamar dos manos?
A risota, na clínica, foi geral. E a mamã ficou a matutar no assunto.
Acho que me vou meter em trabalhos... mas amanhã mesmo arranjo um livro de reclamações cá para casa!
O papelinho vermelho era nem mais nem menos do que o aviso de que, naquela clínica, assim como na maioria dos estabelecimentos, se pode pedir o livro de reclamações.
(Nonô) Então nós podemos reclamar, mãe?
(Mãe) Sim. Se fores mal tratada, se fizeram alguma coisa que não aches justa... tens o direito de reclamar.
(Nonô) E não podemos ter um livro destes lá em casa? Para eu reclamar dos manos?
A risota, na clínica, foi geral. E a mamã ficou a matutar no assunto.
Acho que me vou meter em trabalhos... mas amanhã mesmo arranjo um livro de reclamações cá para casa!
E as primeiras páginas nasceram... um bocadinho diferentes do que eu tinha imaginado ("Vai ser uma história de terror!", "A minha vai ser cómica. Vou pôr um bebé a fazer coisas de crescido!"), mas fazer o quê? É acreditar que lhes vai fazer bem na mesma. E que não vão causar pesadelos a ninguém...
A história assustadora da Leonor...
A história cómica do Dudu...
A história de terror (ou talvez não!) do Sebastião...
A história assustadora da Leonor...
A história cómica do Dudu...
A história de terror (ou talvez não!) do Sebastião...
Revolução no Colégio do Mocho?
Claro que sim! Nem a "Massa Fresca" podia terminar sem uma boa revolução no ensino... :)
Espreitem o vídeo AQUI!
Aproveito para agradecer a todos os professores, educadores, pedagogos, pais com quem falei sobre este tema, ao longo da escrita da série, e que me contaram as suas boas práticas, o que experimentaram e revolucionaram nas suas escolas, por entre quedas e insucessos (que também deles é feito o sucesso).
Em "Massa Fresca" há um "cheirinho" disso tudo... e o final, no colégio do Mocho, vai ser surpreendente! ;)
Um abraço a todos os pais, professores e educadores em geral, que dão o seu melhor todos os dias, apesar de tantas dificuldades e contratempos. Um abraço aos alunos, que podem também, à semelhança do Pedro e da Leonor, contribuir para uma escola melhor.
Desejo a todos um excelente ano letivo!
#massafrescatvi
Claro que sim! Nem a "Massa Fresca" podia terminar sem uma boa revolução no ensino... :)
Espreitem o vídeo AQUI!
Aproveito para agradecer a todos os professores, educadores, pedagogos, pais com quem falei sobre este tema, ao longo da escrita da série, e que me contaram as suas boas práticas, o que experimentaram e revolucionaram nas suas escolas, por entre quedas e insucessos (que também deles é feito o sucesso).
Em "Massa Fresca" há um "cheirinho" disso tudo... e o final, no colégio do Mocho, vai ser surpreendente! ;)
Um abraço a todos os pais, professores e educadores em geral, que dão o seu melhor todos os dias, apesar de tantas dificuldades e contratempos. Um abraço aos alunos, que podem também, à semelhança do Pedro e da Leonor, contribuir para uma escola melhor.
Desejo a todos um excelente ano letivo!
#massafrescatvi
Noite estrelada com 30º. Mãe e filhos gémeos sozinhos em casa, sem o papá e os manos mais velhos.
(Mãe) Meninos, hoje a mãe não vai ler nenhuma história. Vamos inventar história ao luar...
Sentámo-nos no jardim e eles deitaram a cabeça nas minhas pernas, enquanto observavam as estrelas.
(Mãe) Começa a mamã.
E a mamã contou a história de uma estrela lá distante, a RX45, que recebeu a visita de um pássaro, e soube que, noutra galáxia, existia um planeta que dependia da sua estrela para ter vida. E a RX45, que achava que era só uma bola de fogo sem utilidade nenhuma, ficou mais satisfeita, a pensar que também ela poderia ser útil para os planetas que andavam à sua volta, em silêncio.
Depois contou o Duarte a sua história: dois meninos que queriam chegar ao outro lado do arco-íris e que foram ajudados por uma raposa boazinha, que enganou matreiramente o duende (vestido com roupas fashion) para que eles ficassem com o tesouro.
Seguiu-se a Nonô, com a história de uma princesa que teve de ultrapassar vários obstáculos numa floresta para chegar junto da sua irmã, presa do outro lado.
Quando foram para a cama estavam serenos e adormeceram num instante.
E hoje... hoje é dia de pôr estas histórias no papel. Vão fazer os seus primeiros livros. Logo conto o resultado...
Ao fim de uns bons anos, consigo voltar a ler na praia. O saco já quase não leva brinquedos. Tem menos cascas de amendoins. E os meus gritos já não se ouvem pela praia fora.
Qualquer dia recupero o meu tempo. A minha paz. Os meus hobbies. E vou morrer de saudades do tempo em que eles, com a sua alegria, me levavam isso tudo, na saborosa turbulência que é a maternidade.
Quando damos o melhor de nós aos nossos filhos, o que nos sobra?, pergunto-me às vezes. Tudo aquilo que eles nos ensinaram. E não é pouco...
Chegou-me às mãos com um abraço "daqueles" que, já por si, tornariam este livro especial. Mas há mais, muito mais, neste "Perto", escrito a pensar na dificuldade que as crianças (e os adultos também) têm em aceitar o "Longe". A ausência física. A morte.
Obrigada, Susana Amorim. Foi muito reconfortante ler-te e sentir como o longe pode, afinal, estar tão perto...
Um abraço sem distância :)
Obrigada, Susana Amorim. Foi muito reconfortante ler-te e sentir como o longe pode, afinal, estar tão perto...
Um abraço sem distância :)
A paciência já estava no limite, e os três rapazolas cá de casa insistiam em puxar a corda. Entre lutas, gritos, teimosia e respostas mais tortas, a mãe teve um "chilique". Sentou os três no sofá, distribuiu um caderno a cada um deles e ditou as regras de boa-educação cá de casa.
Numa lista ficaram os "pecados capitais" (aqueles que dão direito a castigo direto, e hoje quero lá saber da pedagogias!), na outra as regras de etiqueta. Mas claro que não podiam faltar as "graçolas"...
(Afonso) Não podemos dizer "gajo", "pá" e "meu"? Então na frase "Este carro é meu", temos de dizer "Este carro é 'de mim'? E "vou escavar com este pau com este pedaço de ferro, porque a minha mãe não me deixa dizer p...."?
...
(Mãe) Vá, meninos. Agora ponham isso no frigorífico, para não se esquecerem das regras...
E quando fui buscar o almoço, deparo-me com isto:
Volta, escola, estás perdoada!
Numa lista ficaram os "pecados capitais" (aqueles que dão direito a castigo direto, e hoje quero lá saber da pedagogias!), na outra as regras de etiqueta. Mas claro que não podiam faltar as "graçolas"...
(Afonso) Não podemos dizer "gajo", "pá" e "meu"? Então na frase "Este carro é meu", temos de dizer "Este carro é 'de mim'? E "vou escavar com este pau com este pedaço de ferro, porque a minha mãe não me deixa dizer p...."?
...
(Mãe) Vá, meninos. Agora ponham isso no frigorífico, para não se esquecerem das regras...
E quando fui buscar o almoço, deparo-me com isto:
Volta, escola, estás perdoada!
Saímos da FNAC à meia-noite, mas valeu a pena 💕. Obrigada a todas crianças, mães, pais, avós, que apareceram no lançamento do segundo livro da "Massa Fresca"!
Agora vou mergulhar no terceiro e último livro desta boa "saga".
Vemo-nos no próximo lançamento ;)
A reportagem do lançamento AQUI!
#massafrescatvi #confianavida #oficinadolivroleya
Agora vou mergulhar no terceiro e último livro desta boa "saga".
Vemo-nos no próximo lançamento ;)
A reportagem do lançamento AQUI!
#massafrescatvi #confianavida #oficinadolivroleya
Preocupações de Nonô, aos 7 anos:
- Mãe, se eu um dia for atriz tenho de beijar rapazes? E se eles forem horríveis e eu não quiser beijá-los?
É que ela pensa mesmo em tudo...
- Mãe, se eu um dia for atriz tenho de beijar rapazes? E se eles forem horríveis e eu não quiser beijá-los?
É que ela pensa mesmo em tudo...
Já tudo lê, cá em casa!
E não, não estão a ler os grandes clássicos da literatura infanto-juvenil. Não estão a ler os grandes autores portugueses nem os livros que me ajudaram a crescer. Estão a ler... bem, estão a ler o que eles querem! Já me cansei de lhes impingir aquilo que eu gostava que eles lessem. Neste momento prefiro vê-los entusiasmados, agarrados a um livro, e com jeitinho o resto virá depois. E, se não vier, que venha outra coisa qualquer, desde que lhes faça bem. Ou, pelo menos, não lhes faça mal.
(Nada como a maternidade para nos tirar ideias feitas da cabeça... "Ai achavas que com os teus filhos ia ser assim, e que eles iam ser assado? Já foste!")
Aqui fica o top 4 cá de casa, neste momento:
E não, não estão a ler os grandes clássicos da literatura infanto-juvenil. Não estão a ler os grandes autores portugueses nem os livros que me ajudaram a crescer. Estão a ler... bem, estão a ler o que eles querem! Já me cansei de lhes impingir aquilo que eu gostava que eles lessem. Neste momento prefiro vê-los entusiasmados, agarrados a um livro, e com jeitinho o resto virá depois. E, se não vier, que venha outra coisa qualquer, desde que lhes faça bem. Ou, pelo menos, não lhes faça mal.
(Nada como a maternidade para nos tirar ideias feitas da cabeça... "Ai achavas que com os teus filhos ia ser assim, e que eles iam ser assado? Já foste!")
Aqui fica o top 4 cá de casa, neste momento:
A mamã tinha lançado duas tarefas para o dia de hoje: projetar e construir uma nova casa para as tartarugas, no jardim, e treinar (tirar a letra, os acordes e treinar) uma música da Massa Fresca. A mamã explicou que seria uma forma de estimular a criatividade e autonomia, mas também o espírito de entreajuda. Até que o Afonso sai-se com esta:
- Mas se queres estimular a nossa autonomia e criatividade, porque é que não somos nós a imaginar o que queremos fazer?
Era justo. A única condição que mamã impôs era que escolhessem atividades que dessem para todos eles... e, de preferência, não destruíssem a casa!
E assim nasceu a lista de atividades para esta semana, que começou já de manhã com um concurso de fortes.
Forte do Sebastião, o Bravo colorido:
Forte do Dudu, o dorminhoco (teve direito a mantinha e livro para ler entre as batalhas):
Forte do Afonso, o decorador (forte com piscina, é coisa chique!):
PS - Mas as tartarugas também terão um novo lar! Os filhotes descobriram uma boa forma de o fazer num vídeo do youtube. Quanto não vale a internet...
- Mas se queres estimular a nossa autonomia e criatividade, porque é que não somos nós a imaginar o que queremos fazer?
Era justo. A única condição que mamã impôs era que escolhessem atividades que dessem para todos eles... e, de preferência, não destruíssem a casa!
E assim nasceu a lista de atividades para esta semana, que começou já de manhã com um concurso de fortes.
Forte do Sebastião, o Bravo colorido:
Forte do Dudu, o dorminhoco (teve direito a mantinha e livro para ler entre as batalhas):
Forte do Afonso, o decorador (forte com piscina, é coisa chique!):
PS - Mas as tartarugas também terão um novo lar! Os filhotes descobriram uma boa forma de o fazer num vídeo do youtube. Quanto não vale a internet...
- Meninos, podem trazer-me uma travessa?
- O que é uma travessa?
- Meninos, podem trazer-me um saca-rolhas?
- O que é um saca-rolhas?
As dúvidas eram sistemáticas, por isso ontem exercitámos o "Vocabulário da Cozinha". A mãe mostrava utensílios da cozinha e os filhotes tinham de adivinhar os nomes, escrevendo-os (o que foi óptimo, no caso dos gémeos, para detetar os erros e perceber quais são os sons em que eles têm mais dificuldade).
Da simples travessa ao almofariz, salazar ou 1,2,3, percorremos toda a cozinha. E não é que a mãe também aprendeu?
- O que é isto, mãe? Com esta é que já te tramei...
Tivemos de chamar o pai, que exemplificou em duas maçãs, que serviram de sobremesa, para que servia o... O...? Alguém sabe o nome?
- O que é uma travessa?
- Meninos, podem trazer-me um saca-rolhas?
- O que é um saca-rolhas?
As dúvidas eram sistemáticas, por isso ontem exercitámos o "Vocabulário da Cozinha". A mãe mostrava utensílios da cozinha e os filhotes tinham de adivinhar os nomes, escrevendo-os (o que foi óptimo, no caso dos gémeos, para detetar os erros e perceber quais são os sons em que eles têm mais dificuldade).
Da simples travessa ao almofariz, salazar ou 1,2,3, percorremos toda a cozinha. E não é que a mãe também aprendeu?
- O que é isto, mãe? Com esta é que já te tramei...
Tivemos de chamar o pai, que exemplificou em duas maçãs, que serviram de sobremesa, para que servia o... O...? Alguém sabe o nome?
"Massa Fresca - Livro 2" à vista!
Para quem quiser e puder, o lançamento será na próxima terça-feira, dia 30, às 18.30, na FNAC do Oeiras Parque. Eu, a Susana Tavares, a editora Rosário Araújo (Oficina do Livro - Leya) e os atores da série da TVI estaremos por lá à vossa espera!
#massafrescatvi
Para quem quiser e puder, o lançamento será na próxima terça-feira, dia 30, às 18.30, na FNAC do Oeiras Parque. Eu, a Susana Tavares, a editora Rosário Araújo (Oficina do Livro - Leya) e os atores da série da TVI estaremos por lá à vossa espera!
#massafrescatvi
A ideia foi da tia Cristiana, que veio passar a tarde connosco, com os dois filhotes. Chegou a nossa casa com um cestinho de ingredientes e propôs uma tarde de Masterchef: cada um teria de inventar um prato e depois dá-lo a provar aos adultos, júri deste concurso caseiro. E o resultado foi:
Crepes à la Afonso, com banana, queijo e chocolate:
Ovos recheados com palitos de chocolate à lá Sebastião, acompanhado de batido de banana:
Bolo de chocolate com cobertura de bolacha à la Maria, acompanhado de batido de ananás:
Coelho doce com bolacha, à la Jojô:
Eu, que dispenso doces, tive de fingir que comia, mas diz quem provou que estava extremamente... "comestível". Depois de tanta bagunça (mas boa bagunça, daquela que dá gosto ver!), já não foi nada mau!
Crepes à la Afonso, com banana, queijo e chocolate:
Ovos recheados com palitos de chocolate à lá Sebastião, acompanhado de batido de banana:
Bolo de chocolate com cobertura de bolacha à la Maria, acompanhado de batido de ananás:
Coelho doce com bolacha, à la Jojô:
Eu, que dispenso doces, tive de fingir que comia, mas diz quem provou que estava extremamente... "comestível". Depois de tanta bagunça (mas boa bagunça, daquela que dá gosto ver!), já não foi nada mau!
Primeiro dia de workshop Inventors, no ISCTE, e chegaram a casa a deitar fumo... de tanto pensarem, claro está. Stop Motion com plasticina, corridas de carros construídos por eles, catapultas, torres de massa...
Não creio que tenha nenhum futuro inventor, cá por casa, mas pelo menos meteram as mãos na massa e desbravaram conceitos de Física aplicada, que nunca mais irão esquecer.
Para quem não conhece estes workshops, espreitem em https://www.theinventors.io/. Duram até ao início do ano letivo, em Lisboa e Cascais.
Não creio que tenha nenhum futuro inventor, cá por casa, mas pelo menos meteram as mãos na massa e desbravaram conceitos de Física aplicada, que nunca mais irão esquecer.
Para quem não conhece estes workshops, espreitem em https://www.theinventors.io/. Duram até ao início do ano letivo, em Lisboa e Cascais.
Miminhos da minha editora, escritora e amiga Rosário Alçada Araújo.
Obrigada, querida Rosarinho. Vamos ler com muito carinho.
Obrigada, querida Rosarinho. Vamos ler com muito carinho.
O Sebastião retomou os exercícios de escrita, com mais um livro muito giro e divertido, que ensina a imaginar, planificar e concretizar uma história. Mas claro que o Afonso, auto-intitulado escritor de mão cheia, tinha de vir meter o bedelho:
(Afonso) Na escola ensinam-te que as histórias têm de ter um princípio, um meio e um fim, mas não acredites. O que as histórias devem ter é um princípio, um meio... e uma reviravolta!
Ainda vai escrever novelas, este meu filho...
(Afonso) Na escola ensinam-te que as histórias têm de ter um princípio, um meio e um fim, mas não acredites. O que as histórias devem ter é um princípio, um meio... e uma reviravolta!
Ainda vai escrever novelas, este meu filho...
Acabadinhos de aterrar, depois dos últimos dias de férias, eis que chega a nossa casa o caixotão da Wook com os livros escolares para este ano.
- Eia, não, mãe! Nem consigo olhar... - resmungaram os mais velhos.
Não têm outro remédio. Amanhã começam a forrá-los. Entre manuais, livros de atividades, anexos disto e daquilo, um total de 48 livros (os de Educação Física, Visual e Tecnológica, felizmente, transitaram do ano passado. Para o ano tenho mais 6 livros para cada um dos filhos mais velhos) a cheirar a novo, para darem cabo das costas dos meus filhos. Mas primeiro, claro, deram conta da carteira dos pais: 440€ em livros, que os irmãos não vão conseguir aproveitar porque os programas e as metas vão mudar entretanto e lá vêm manuais novos para encher as cabeças dos filhos de conhecimento.
- Há livros destes que eu sei que nem vou abrir!
- Podíamos ficar em casa a fazer isto tudo e só íamos à escola se tivéssemos dúvidas...
Sendo que "isto", ainda por cima, podia perfeitamente estar online, poupava-se em papel, em árvores, em peso e em custos.
E começo a ter poucas dúvidas de que o ensino, pelo menos nos anos mais avançados, vai acabar por passar por aí: pesquisa de informação autónoma, em dispositivos eletrónicos, cabendo ao professor (e isso parece-me tão mais nobre, tão mais importante, tão mais dignificante) orientar, tirar dúvidas, lançar a discussão, motivar e inspirar, na sua área de especialidade, que não pode dissociar-se da formação humana.
PS - Não obstante a condenação do "negócio" que envolve os manuais escolares, aprecio o cuidado com que eles são elaborados e o investimento que é feito, por parte das editoras, para que eles sejam claros, estimulantes e apelativos. Eu própria tenho este ano, pela primeira vez, um texto meu num manual escolar - "A Turma do Pedro", da Livro Direto. O que tem de ser repensada, a meu ver, é toda a lógica do ensino e, por conseguinte, do papel da aula, do professor e do manual em papel (obsoleto a curto prazo) no meio de tudo isto.
- Eia, não, mãe! Nem consigo olhar... - resmungaram os mais velhos.
Não têm outro remédio. Amanhã começam a forrá-los. Entre manuais, livros de atividades, anexos disto e daquilo, um total de 48 livros (os de Educação Física, Visual e Tecnológica, felizmente, transitaram do ano passado. Para o ano tenho mais 6 livros para cada um dos filhos mais velhos) a cheirar a novo, para darem cabo das costas dos meus filhos. Mas primeiro, claro, deram conta da carteira dos pais: 440€ em livros, que os irmãos não vão conseguir aproveitar porque os programas e as metas vão mudar entretanto e lá vêm manuais novos para encher as cabeças dos filhos de conhecimento.
- Há livros destes que eu sei que nem vou abrir!
- Podíamos ficar em casa a fazer isto tudo e só íamos à escola se tivéssemos dúvidas...
Sendo que "isto", ainda por cima, podia perfeitamente estar online, poupava-se em papel, em árvores, em peso e em custos.
E começo a ter poucas dúvidas de que o ensino, pelo menos nos anos mais avançados, vai acabar por passar por aí: pesquisa de informação autónoma, em dispositivos eletrónicos, cabendo ao professor (e isso parece-me tão mais nobre, tão mais importante, tão mais dignificante) orientar, tirar dúvidas, lançar a discussão, motivar e inspirar, na sua área de especialidade, que não pode dissociar-se da formação humana.
PS - Não obstante a condenação do "negócio" que envolve os manuais escolares, aprecio o cuidado com que eles são elaborados e o investimento que é feito, por parte das editoras, para que eles sejam claros, estimulantes e apelativos. Eu própria tenho este ano, pela primeira vez, um texto meu num manual escolar - "A Turma do Pedro", da Livro Direto. O que tem de ser repensada, a meu ver, é toda a lógica do ensino e, por conseguinte, do papel da aula, do professor e do manual em papel (obsoleto a curto prazo) no meio de tudo isto.
Sebastião a fazer palhaçadas na cozinha, entre dança e representação improvisada:
(Mãe) Olha que tu até davas para ator, filho.
(Sebastião) Achas? Eu gostava... Mas depois tenho de trabalhar até à noite, mudar de terra... Depois não tenho tempo para os meus filhos, a minha mulher também vai trabalhar e alguém vai ter de ficar com eles... Se calhar não é boa ideia. É melhor ter uma profissão mais calma.
Ter um filho que, aos 10 anos, já pensa primeiro na família do que na carreira, é algo muito estranho para mim (eu, que ainda hoje tenho dificuldade em dosear uma coisa e outra!). Mas quanto mais observo este meu filho, que dá valor ao estar, ao usufruir, ao ser feliz nas pequenas coisas, mais penso que tenho muito a aprender com ele. E não tenho dúvidas de que, se ele tiver oportunidade para isso, vai ser um pai e tanto!
(Mãe) Olha que tu até davas para ator, filho.
(Sebastião) Achas? Eu gostava... Mas depois tenho de trabalhar até à noite, mudar de terra... Depois não tenho tempo para os meus filhos, a minha mulher também vai trabalhar e alguém vai ter de ficar com eles... Se calhar não é boa ideia. É melhor ter uma profissão mais calma.
Ter um filho que, aos 10 anos, já pensa primeiro na família do que na carreira, é algo muito estranho para mim (eu, que ainda hoje tenho dificuldade em dosear uma coisa e outra!). Mas quanto mais observo este meu filho, que dá valor ao estar, ao usufruir, ao ser feliz nas pequenas coisas, mais penso que tenho muito a aprender com ele. E não tenho dúvidas de que, se ele tiver oportunidade para isso, vai ser um pai e tanto!
Os mais novos não querem perder pitada das férias e resmungam, resmungam, sempre que lhes ponho um livro de fichas à frente. Eu compreendo-os, férias são férias, mas como eles precisam de treinar a escrita e a leitura, têm mesmo de trabalhar. Cabe-me a mim tentar ser um pouco mais criativa nas propostas de trabalho que lhes lanço.
E a tarefa de ontem, ao invés de uma ficha, acabou por ser...
- Ó mãe, a nossa família tem muitos nomes da "Massa Fresca"...
Porque será? :)
E a tarefa de ontem, ao invés de uma ficha, acabou por ser...
- Ó mãe, a nossa família tem muitos nomes da "Massa Fresca"...
Porque será? :)
Primeira aventura a 6 a bordo de um cruzeiro pelo Mediterrâneo. Um verdadeiro corropio, como seria de esperar, cansativo para os pais, hiper-mega-divertido para os filhos. Saldo bastante positivo, por entre visitas culturais, diversão no barco e comida à discrição (que deveria querer dizer comer com discrição... ou será que a comida é à discrição porque ninguém se importa com o que comemos? E podemos, discretamente, comer o que nos apetecer?).
Chegámos ontem à noite, estafados, com 3 máquinas de roupa por fazer, frigorífico vazio e animais a suplicar por festas e companhia. E hoje, quando acordei, dei com os filhos mais velhos a tentar convencer o Dudu de que tudo não tinha passado de um sonho.
- Uau, Dudu! Sonhaste mesmo com isso tudo? Quem me dera que fôssemos todos num cruzeiro... Que sonho bom, Dudu.
Pobre criança, à mercê de dois pré-adolescentes sabidões...
Pelo sim, pelo não, fui abrir o frigorífico. Não havia mesmo nada para comer e a gata enroscava-se nas minhas pernas, mais dengosa do que nunca. Confirma-se. Fomos mesmo. E já viemos. Para o ano há mais...
Chegámos ontem à noite, estafados, com 3 máquinas de roupa por fazer, frigorífico vazio e animais a suplicar por festas e companhia. E hoje, quando acordei, dei com os filhos mais velhos a tentar convencer o Dudu de que tudo não tinha passado de um sonho.
- Uau, Dudu! Sonhaste mesmo com isso tudo? Quem me dera que fôssemos todos num cruzeiro... Que sonho bom, Dudu.
Pobre criança, à mercê de dois pré-adolescentes sabidões...
Pelo sim, pelo não, fui abrir o frigorífico. Não havia mesmo nada para comer e a gata enroscava-se nas minhas pernas, mais dengosa do que nunca. Confirma-se. Fomos mesmo. E já viemos. Para o ano há mais...


















































