Em que escola é que eu gostaria de andar? Se eu criasse uma escola, que escola seria?



Foi com esta ideia em mente que escrevi "Escola das Artes", onde toda a aprendizagem das mais variadas disciplinas é feita em torno de projetos artísticos. Cada aluno tem um desafio pessoal (uma superação) por cumprir, existe uma tenda de circo para ir relaxar (inspirada no Projeto Âncora, dirigido pelo professor José Pacheco), um bosque para inspirar, e momentos de celebração com música e dança para tornar cada dia de esforço numa festa. Entre muitas outras coisas que não vos posso contar...
Quando 4 irmãos aterram nesta escola, por causa de um infeliz acontecimento, vão entrar num mundo novo de aprendizagens e relacionamentos que hão-de virar as suas vidas do avesso. Afinal, como diz Tatá, a diretora, o objetivo da escola é, antes de tudo o mais, preparar os alunos para o palco da vida...

Espero que gostem! Que partilhem os livros com os mais jovens e se divirtam todos tanto quanto eu. E enviem-me também as vossas críticas, sugestões, e até, quem sabe, vídeos dos musicais que prepararam com as dicas que estão no final do livro.

Vamos a isto! :)

Uma semana sem empregada numa casa grande com 4 filhos e papás cheios de trabalho... Consegue-se! Mas, se dúvidas houvesse, já só restam certezas: só consigo ser a mãe que sou (carregadinha de defeitos e contradições, mas esforçada, otimista e sorridente) porque tenho capacidade económica para pagar a alguém para fazer aquilo que me tira do sério.

(Afonso a procurar numa pilha de roupa uma camisola de desporto) Ó mãe, diz lá... ainda falta muito para a G. chegar?
Na segunda aula de Competências Sociais dos meus filhos mais novos, falaram-lhes sobre o funcionamento do cérebro, para que eles se conheçam melhor e tenham mais consciência dos seus talentos, dificuldades e emoções... assim como dos outros.

O Dudu resmungou um pouco, estava com receio que aquilo que a psicóloga lhes explicou saísse em algum teste...

(Dudu) E ela falou de nomes tão esquisitos, mãe!

Quando lhe expliquei que não, não era para avaliação (o grande terror do meu filho), mas que saber como é que a cabeça dele funcionava até podia ajudá-lo a ter melhores notas - ou, pelo menos, a relaxar mais, face a elas - ficou mais interessado. E ao deitar saiu-se com esta:

(Dudu) Acho que o lado direito do meu cérebro funciona melhor do que o esquerdo, mãe. O esquerdo anda um bocadinho avariado...
Os filhotes ainda andam entusiasmados com a escola.
Digo ainda porque os últimos anos têm sido tão penosos, que estou sempre à espera que este "estado de graça" tenha um fim...
A verdade é que a flexibilização curricular tem conseguido, até ver, esse milagre de conseguir devolver os meus filhos com entusiasmo, ao invés de mos mandarem para casa com um ódio de morte à escola, que eles depois confundem com um ódio ao saber.
Mas não é que o saber pode mesmo ser um prazer?
E não é que, com pequenas mudanças no ensino, conseguem-se logo melhores resultados?
Depois é claro que nós, pais, também podemos dar uma ajudinha...

(Sebastião na sua primeira tarde livre) Adorei as experiências que fizemos. A professora tinha lá uma massa que parecia líquida, mas que se lhe tocássemos com força ficava rija de repente e não nos sujava as mãos.

Filho a gostar de experiências?
Vamos a elas!
Felizmente não nos faltam kits da Science For You cá casa, acumulados dos aniversários. Só tínhamos de escolher o certo. E o certo, neste caso, era o da "Ciência Viscosa", onde por acaso conseguimos encontrar a experiência da massa que mais o tinha entusiasmado, na escola.
Meteu os óculos de cientista... e mãos à obra!


Não ficou tão consistente como a da professora, mas já deu para nos surpreendermos com o resultado (sobretudo porque esta, ao contrário da da escola, teve o dedo do Sebastião).

Seguiu-se a da plasticina moldável, que não ficou tão bonita, mas ainda deu para moldar algumas coisas...


Quando os irmãos mais novos chegaram a casa, entusiasmaram-se com o entusiasmo do irmão (porque o desânimo é contagiante, mas o entusiasmo, felizmente, também o é) e quiseram fazer também a sua experiência. Construíram um vulcão, que agora vai ficar a secar 2 dias para depois o fazermos explodir.



Não decoraram os distritos nem decoraram a tabuada (e bem precisam!), mas acabaram o dia a pensar que ser cientista deve ser uma coisa bem gira. Já valeu a pena...
Depois da revolta ditatorial imposta ontem pela mamã (AQUI), o dia de hoje encheu-se de sol, de paciência e vontade de fazer melhor.

E hoje, no regresso a casa, a mamã lançou um desafio:

(Mãe) Vamos arranjar em nossa casa um espaço que seja o cantinho da Calma. Sempre que começarem a perder o controlo, vão lá acalmar-se um bocadinho e depois voltam.

(Afonso) E se não quisermos ir?

(Mãe) Ficam de castigo!!!


Pronto, a mãe esteve a pensar numa solução para pôr fim à sua própria ditadura, mas ainda não é nenhuma santa...


(Mãe) O que têm de fazer hoje é pensarem em objetos ou atividades que vos acalmem, para depois montarmos o nosso cantinho.


A Leonor foi a mais participativa. Adora estas coisas! E, rapidamente, foi buscar um cesto para pormos as coisas de cada um, e fez uma lista dos seus objetos "calmantes":

- Almofada em forma de coração
- Livro de mantras para pintar
- Porta-chaves peludo
- Rádio e CDs de meditação
- Puff
- A nossa gata

Os rapazes demoraram mais tempo a decidir-se, mas as ideias começaram a aparecer:

- Uma bola para mandar à parede
- Saco de boxe
- Nerf para mandar uns tirinhos


Desporto e ação, portanto. Quanto mais físico, melhor.
Se calhar vou ter de arranjar 2 cantinhos da calma... Ou deixar os rapazes dar murros no saco de boxe ao som de uma música para meditar. Jogar futebol com a almofada em forma de coração... Ou mandar tirinhos com bolas peludos...

Ai, Sara, Sara... Quem disse que a democracia era fácil?




(Mãe) Meninos, vamos fazer uma experiência... qual é o som que vocês acham que se assemelha mais ao som do universo?


Experimentámos copos, panelas, vento com folhas... até que o Dudu se lembra de ir buscar um objeto mágico...




(Dudu) Dahhhhh! Este é que faz o som do universo!


E não é que parece mesmo?
Palmas para o hoverboard!


PS - E se não sabem qual o som do universo, toca a ir ao Google, que está cheio de vídeos com sons reais.
Por circunstâncias várias, todos os meus filhos tiveram este fim-de-semana uma noite fora, em casa de amigos.
E claro que uma noite fora é sinónimo de noite mal dormida... e um humor de cão no dia seguinte!

Elétricos, quezilentos, impossíveis. Implicaram tanto uns com os outros, teimaram tanto, chatearam-me tanto, que a dada altura a mãe também perdeu a paciência.

(Mãe) Vão todos escrever dez vezes "Não vou chamar nomes aos meus irmãos".

Ah, e tal, isso é uma parvoíce, castigo parvo, não faz sentido...

(Mãe) Tu escreves 20. E tu 30!

Resmungaram mais um bocadinho, mas como o castigo ia acumulando, acabaram mesmo todos sentados a escrever o que lhes impus. Parvo e sem sentido, é certo, mas a mãe também tem os seus limites.

(Afonso) A mãe, com o cabelinho preto curtinho, passava bem por Kim Jong-Un...

(Mãe) Isto é assim, meninos: a democracia só funciona quando as pessoas são conscientes e cumprem as regras. Quando a democracia se transforma numa anarquia, sabem o que é que acontece?

(Afonso) Aparece um maluco qualquer a impor uma ditadura.

(Mãe) Ora aí está! Eu sou a maluca e esta casa só volta a ser uma democracia quando vocês se souberem comportar.

E foi a maluca da mãe que escolheu a história da noite, e foi a maluca da mãe que a leu sem interrupções, distribuiu mais meia dúzia de berros e outros tantos beijinhos.
E, com jeitinho, amanhã acorda tudo mais sereno (mãe incluída), a ditadura volta a ser uma democracia e a maluca da mãe pode deixar de fazer coisas parvas e sem sentido para impor à força a ordem e o respeito...
(Mãe) Filhote, amanhã já tens aulas o dia todo... Queres que a mãe te vá buscar, para vires almoçar a casa?

(Titão) Hum... Hã... É que eu já combinei com uns amigos meus, vamos almoçar todos juntos.

(Mãe) Amigos? Mas é o terceiro dia de aulas. Já se combinaram?


Pois claro que sim.
Ah, que saudades do meu 7º ano! Da escola nova, dos portões abertos, da liberdade conquistada...


(Mãe) Sabes a regra, não sabes? Liberdade exige...

(Titão) Responsabilidade!

(Mãe) Se não houver responsabilidade acaba-se a...

(Titão) Liberdade!


Pelo menos em teoria a lição está sabida. Vamos ver na prática...
E quando o nosso filho mais velho (9. ano, supostamente nem abrangido pelas mudanças) chega a casa a contar que nas aulas de hoje teve de se descrever criativamente, e responder a um questionário sobre quem era, o que mais o tinha orgulhado até agora, o que era para ele o sucesso, o que esperavam do professor e da disciplina, etc, etc. Auto-conhecimento e espírito crítico no seu melhor, fomentando ainda os laços entre professores a alunos, tantas vezes inexistentes, nesta fase.
E não é que a escola está mesmo a mudar?

(Afonso) Depois ainda perguntavam qual tinha sido a coisa mais criativa que eu fiz até hoje...

(Mãe) E o que é que respondeste?

(Afonso) Quando estivemos a recriar quadros famosos! Fizemos coisas bem criativas nestas férias, mas acho que esta bateu todas...

E a mamã até corou um bocadinho :)
(Dudu) Mãe, se tu e o pai se separassem, eu ia querer ficar contigo, mas também com o pai.

(Mãe) Claro, filho. Quando as pessoas, por alguma razão, se separam, os filhos são sempre filhos dos dois pais. E eles organizam-se para que os filhos estejam com a mãe e com o pai.

(Dudu) Mas os pais vivem na mesma casa?

(Mãe) Não, geralmente vão viver para casas separadas. E os filhos, é como se ficassem com duas casas... Pode ser confuso, ao início, mas depois, com muito amor, tudo se resolve.

(Dudu) E depois os pais e as mães arranjam outros namorados?

(Mãe) Sim, é possível que sim. Podem apaixonar-se outra vez e até casar...


Dudu fica pensativo durante algum tempo.


(Dudu) Se vocês se separassem e arranjassem outros namorados, eu acho que ia gostar de os conhecer. Eu gosto de conhecer pessoas diferentes...


Não é um assunto que se fale, habitualmente, cá em casa, mas as crianças lidam, diariamente, com colegas filhos de pais divorciados. É natural que se questionem. Alguns podem preferir não imaginar o que seria, se os pais se divorciassem. Outros, como o Dudu, gostam de colocar em cima da mesa todas as hipóteses. Quando assim é, não vale a pena dizer-lhe que os pais nunca se vão separar e que vamos ser a família "perfeita" para o resto da vida (who knows?). É preferível explicar-lhe que, independentemente daquilo que vier a acontecer, ele será sempre muito amado, e vamos fazer o possível por descomplicar tanto quanto ele próprio já descomplicou, na sua cabecinha de 8 anos...
As escolas dos meus filhos aderiram à flexibilização curricular, e o dia de hoje foi passado entre reuniões numa e noutra, a ouvir o que vai mudar e os resultados que os professores esperam obter com essas mudanças.

Nem tudo vai ser perfeito. Nem tudo vai funcionar como gostaríamos (alunos, pais e professores). Mas começar o ano com espírito de mudança e entusiasmo contagiante, só pode resultar em coisas boas.

Amanhã o meu filho do 7º vai passar o dia em workshops sobre alimentação saudável e cidadania. No dia a seguir tem um peddy paper. Depois começa a ter aulas "a sério", mas pelo meio haverá semanas temáticas e interdisciplinares com jogos, apresentações, teatros, arte... e um ensino mais centrado no aluno e no seu desenvolvimento de competências essenciais (mais do que conteúdos descontextualizados).

Na escola dos mais novos, agora no 3º ano, aposta-se em aulas de projeto, Expressão Dramática, Assembleias de Escola e aulas de Competências Sociais. E hoje o Dudu e a Nonô já regressaram a casa entusiasmados com um papelinho cheio de elogios, colado nas costas.

(Nonô) Cada um de nós tinha de escrever um papel a outro colega, com elogios. Escreveram coisas tão bonitas, mamã!


Perguntarão alguns para que serve perder tempo a escrever elogios, com tanta Matemática e Português para aprender?
É que hoje, felizmente, a Neurociência conhece melhor o funcionamento do nosso cérebro, e crianças com boa auto-estima aprendem melhor. Assim como crianças entusiasmadas com uma escola que fomenta relacionamentos saudáveis e espírito de grupo.

Força, professores! Para a frente é o caminho...


"Estou aqui para ensinar umas coisas e aprender outras. Ensinar, não: falar delas. Aqui e no pátio, e na rua e no vapor, e no comboio e no jardim, e onde quer que nos encontremos..." (frase de Sebastião da Gama, partilhada hoje numa das escolas)
Começou a escola, retomaram os treinos desportivos... e começou a correria para conseguir pôr os filhotes na cama a tempo e horas, sem
perder um momento de brincadeira e a história de boa noite, e os 1001 beijinhos... Ufa!


(Dudu) Mãe, podemos jogar à bisca a seguir ao jantar?

(Mãe) Já não vai dar tempo, Dudu.

(Dudu) Bolas, agora já não há tempo para nada!


Estávamos só nós os três (eu e os gémeos), o papá com os manos mais velhos no treino, por isso havia ainda espaço na mesa para uns quantos disparates.
Não há tempo para jogar a seguir à refeição? Muito bem... coma-se enquanto se joga!

E foi assim que, entre uma garfada e outra, deitávamos cartas e vencíamos ou perdíamos a jogada.

Se o ideal é comer tranquilamente, com boa postura e os talheres alinhados? Sem dúvida!
Mas nem sempre o ideal é o melhor...

E já agora... a mãe ganhou :)
O jornal Público organizou um Festival - o Festival P - para pôr jornalistas e convidados à conversa com os leitores.
A jornalista Bárbara Wong, que escreve amiúde sobre temáticas ligadas à Educação e Parentalidade, convidou-me a participar num dos painéis - "Os pais, os filhos e a escola" - com a nutricionista Alexandra Bento, Bastonária da Ordem dos Nutricionistas, e o resultado foi uma hora e tal de boa conversa (com este Coisas de Filhos e o Coisas à Pais à mistura) e até muitas gargalhadas!



Esta foto é do fotógrafo Nuno Ferreira Santos, mas as restantes foram da minha filha Leonor, que adora participar nestas coisas e ainda me dá sempre dicas preciosas sobre o que vestir, como me pentear, sobre o que falar... (eu bem digo que ela vai ser minha agente um dia destes!).
Pelo meio, ainda participou num workshop de ilustração com a Teresa Cortez, a provar que o Público também pensa nas famílias e não as esquece na hora de informar e debater (às vezes também de entreter!)


Obrigada, Bárbara Wong!
Go on, Público!
... primeiro ao sol, a "sorver" os bons ares do mar.


Depois no Oceanário, um dos tópicos da lista feita por eles para as nossas férias, que ainda ficara por cumprir.



Dudu suspira, a ver os peixes:


(Dudu) Ai, mãe... Se eu fosse um peixe, amanhã não tinha de ir à escola.


E hoje, ao acordar, saiu-se com outra:


(Dudu) Mãe, vê lá se não está a never. Se estivesse, podia ser que as escolas fechassem e não houvesse aulas para ninguém!


Não tenho filhos que sejam fãs da escola. Pelo menos deste modelo de ensino. Passaram as férias a passear, a aprender, a jogar, a visitar, a interagir, a descobrir, a criar. São fãs de tudo isso. Aulas expositivas durante um dia inteiro é que estraga a magia do Saber.
E este ano, no entanto, as escolas onde eles estudam (um colégio privado e uma escola secundária) integram a lista das 200 e quarenta e tal escolas que vão experimentar coisas novas, em 25% do tempo. Workshops, área de projeto, horas interdisciplinares, competências sociais, teatro, cidadania, são algumas das excelentes novidades. E eu faço votos para que corra tudo muito bem, e os meus filhos (a par de tantas outras crianças e jovens), cheguem a meio de setembro sem vontade de serem peixes...

Um bom ano letivo para todos!
Mamã a tentar despachar um livro ao computador:

(Nonô) Mãe, tu gostavas de ganhar mais dinheiro?

(Mãe) Gostar, gostava. Mas a mãe também gosta de ter tempo para estar com vocês... Enquanto vocês ainda são pequenos, a mãe prefere não trabalhar tanto, para vos poder acompanhar...

(Nonô) Fazes muitos sacrifícios por nós, não fazes?

(Mãe) São opções, filha. Há pais que não podem fazê-lo, a mãe pode e quer fazer. Vocês também me dão tantas coisas boas...


Nonô fica pensativa:


(Nonô) Sabes que mais? Quando eu ganhar dinheiro e tu fores velhinha, também vou cuidar de ti. E se não tiveres dinheiro nessa altura, vou dar-te algum, para tu poderes fazer as coisas de que gostas...


Palavras para quê?
<3
Dia 9 de setembro, o Público chama o seu público a debater, partilhar, conviver, saborear os grandes e pequenos temas do nosso dia-a-dia. Em 4 palcos diferentes, vai acontecer se tudo um pouco, para todos os interesses, todos os públicos.
Às 12.30h, eu estarei num desses palcos com a jornalista Bárbara Wong e Alexandra Bento, bastonário da Ordem dos Nutricionistas, para falarmos sobre o arranque do ano letivo e o que nós, pais e educadores em geral, podemos fazer para ajudar e motivar os mais novos, em todas as frentes.
Se quiserem e puderem, apareçam! Dia 9, no Pátio da Galé em Lisboa.



Podem consultar o programa completo AQUI


A revista Pais & Filhos deste mês é dedicada ao arranque do ano letivo, e a jornalista Ana Sofia Rodrigues desafiou-me a falar um bocadinho sobre aquilo que eu sentia que faltava ao nossos sistema ensino, e o que andava a fazer para o compensar.
Falei do projeto "Coisas de Pais", do movimento "Por Uma Escola Diferente, e de algumas aventuras cá de casa, que me levaram a apaixonar-me pela área da Educação.

Outro artigo que não podem perder é a visão de quatro crianças sobre a Escola que desejavam ter.

Já nas bancas!
E obrigada pelo desafio, Ana Sofia :)


Hoje tentei que os meus filhos fizessem mais uma fichinha de Português e de Matemática, para relembrarem matérias e o que é estar sentado durante um bocado, com concentração.

(Dudu e Nonô) Fichas, mãe?!?!? Não, por favor!


Insisti. Zanguei-me. Insisti mais um pouco. Não tiveram outro remédio.
Passado algum tempo chamei o Dudu para ver o que tinha feito.



(Mãe) Que gatafunhos são estes, Duarte?!

(Dudu) Estou a fazer uma experiência... a ver se consigo fazer contas com estes óculos que põem tudo desfocado...


Se calhar devíamos ter trabalhado menos a criatividade, nas férias, e ter feito mais fichas!
(ou talvez não... Mas que estou com pena da santa professora deles, ai isso estou!)


Primeiros 6 livros forrados.

Só faltam para aí uns 40 e tal...


Os filhos já ajudam (mesmo com muitas bolhas pelo meio).

Ainda assim... SO-COOOOO-RRO!!!


Com a ajuda dos avós, a nossa hortinha ressuscitou! Agora dividida em 4 lotes, uma para cada filhote, que terá como obrigação regar e zelar por ela.
Vamos ver se é desta...
O ano letivo aproxima-se a passos largos, e com ele as rotinas que abandonámos ou desleixámos a partir de meados de junho.

Uma delas: trazer, semanalmente, da biblioteca, os melhores livros que por lá encontrarmos.

E a seleção desta semana, escolhida com a minha Nonô, foi:


Começámos hoje com o "Adoro Chocolate", a pedido dos dois gulosos mais novos. Chocolate é coisa que apanham só de vez em quando, ao ponto de o Duarte me perguntar há dias: "Mãe, quando eu fizer anos - o que vai ser daqui a uns meses - podes oferecer-me um pacote de Oreos?" Mas a leitura foi saborosa, não estragou os dentes nem a saúde. Mesmo exagerando, a leitura só faz bem :). Ficámos consolados. Venha a próxima!
O desafio de hoje do "Coisas de Pais" consistia em recriar um ou mais quadros famosos, com os adereços que se tivesse à mão.

Fizemos duas equipas, uma com os gémeos (que escolheram "American Gothic", de Grant Wood) e outra com os mais velhos (que escolheram "O Filho do Homem", de René Magritte).

E o resultado não podia ter sido mais hilariante...

O original:

O recriado:

O original:

O recriado:

Prova superada!
Amanhã há mais :)


(Titão) Mãe, qual é a atividade para hoje?

Não temos seguido diariamente o Coisas de Pais, mas as ideias que lá coloco são ideias que já experimentei com os meus filhos, outras que desejo experimentar. E, desde que viemos de férias que, diariamente, os filhotes experimentam uma delas. De tal modo que, hoje, quando a mãe chamou a filharada toda à cozinha, o Titão apareceu logo bem-disposto: "E então, Mãe, qual é a atividade para hoje?"

Ontem criaram países imaginários...

(partilho o da Nonô, em que a mamã é presidente. Só é pena ser um país... de galinhas!)


Hoje inventaram uma máquina que fosse útil cá em casa (http://www.coisasdepais.pt/inventores-um-dia/)...


E foi assim que o Afonso inventou um dispensador de papel higiénico, e o Sebastião um robot que corre atrás de nós, nos treinos, para irmos mais rápido e não perdermos a motivação.

Vamos ver o que se segue amanhã...



O desafio do Coisas de Pais para hoje (e, se ainda não conhecem este meu novo projeto, vão lá espreitá-lo, pf!) consistia em tentar imitar alguns autores portugueses, nos seus estilos inconfundíveis (http://www.coisasdepais.pt/escritores-do-pais/).

Escolhemos José Saramago, Valter Hugo Mãe e Joana Bértholo. E os filhotes mais velhos aderiram tão bem ao desafio, que estivemos a rir que nem uns perdidos durante uma boa meia hora (o que, para um exercício de escrita, com filhos adolescentes, é uma proeza!)

Aqui ficam alguns excertos das "pequenas obras" dos meus escritores:


Afonso Saramago:

"Lá ia o Jorge a passear na floresta amazónica quando viu um macaco, e virou-se para ele e disse então, por aqui, onde se arranja um bom hotel e o macaco disse-lhe uahahahahahá e o Jorge disse-lhe ok."

Sebastião Hugo Mãe (ainda com letras minúsculas e sem dizer a palavra "Não", como no seu livro "Homens imprudentemente poéticos":

"o sebastião vira-se para o afonso e pergunta:
- és parvo?
e o afonso diz:
- eu queria dizer o contrário de sim, mas eu até sou, portanto vou dizer sim..."

Afonso Hugo Mãe:

"lá ia o jorginho mãe a passear quando o manel lhe perguntou:
- quer ir pentear macacos comigo?
e o jorge mãe disse:
- eu gostava de dizer que sim mas de momento apecete-me fazer o contrário do que está a sugerir pelo que vou ter de dizer que, de momento, parece-me uma ideia que me vai desfavorecer.
(devia ter dito logo que não, que velho irritante!)

Sebastião Bértholo (todas as frases começadas por "Havia" - como no livro da Joana, com esse nome, onde todos os contos começam por "Havia" - e vírgulas entre todas as frases, como noutro conto desta autora):

"- Havia, algo, aí? - perguntou, a, Joana, Bértholo.
- Havia. Havia, banana, pizza, laranja, pão, cereais."

Afonso Bértholo:

"Havia, uma, vez, um, professor, de, matemática, que, me, perguntou, porque, raio, é, que, eu, escrevo, assim. Eu, disse, que, era, só, divertido, e, o, professor, farto, de, ler, deu, um, tiro, na, cabeça.
Havia, uma, vez, um, professor.


(Mãe) Meninos, querem experimentar o estilo de mais algum escritor?

(Afonso) Sim. O estilo da Sara Rodi...

(Mãe) Ó, filho... Mas a mãe não tem assim nada que a distinga dos outros autores...

Mas ele já estava a rabiscar qualquer coisa no papel...


Eles sabem que a mãe, sempre que pode, mete uns alliens ao barulho :). Entre os filhos, pelo menos, já é famosa por isso...
É recorrente eu estar a pensar em qualquer coisa e a minha filha dizer exatamente o que estava a pensar. E depois olhar para mim e ainda dizer-me "Era nisto que estavas a pensar, não era?"


(Mãe) Filha, eu acho que tu me lês o pensamento.

(Nonô) Não, mãe... Nós é que temos os cérebros muito parecidos e pensamos muitas vezes da mesma maneira...


E não é que era nisto mesmo que eu estava a pensar enquanto lhe falava em telepatia?
(Dudu) Ó mãe, se tivéssemos um primo na prisão, íamos vê-lo?

(Mãe) Depende, filho. Se ele estivesse arrependido...

(Dudu) E se não estivesse, ias tentar que ele se arrependesse...

(Mãe) Talvez. Depende do que ele tivesse feito. Nem sempre conseguimos mudar as pessoas.

(Dudu) E se viesse um ladrão cá a casa e o pai o matasse, o pai ia preso?

(Mãe) Depende, filho. Se fosse para nos proteger, não. Mas, mesmo em legítima defesa, é sempre complicado matar alguém...

(Dudu) E se o ladrão que o pai matasse fosse nosso primo?

(Mãe) Mais complicado seria!

(Dudu) Tu achas que o Pedro Dias é culpado ou inocente?

(Mãe) Não sei... Até se confirmar a culpa, são todos inocentes.

(Dudu) E tu ias vê-lo à prisão?


Depois da política, o mundo do crime. Acha a escola uma valente seca, mas está sempre pronto para uma boa conversa sobre coisas que não lembram a mais ninguém (pelo menos a ninguém da sua idade!)
7 dias inteirinhos sem os filhos? Quem consegue?

Nós!

Eu vou sempre a espernear, a perguntar-me porquê, a olhar para as fotografias deles, a perguntar pela enésima vez que não conseguimos arranjar mais uns trocos (muitos trocos!) para viajar com eles, que férias sem eles não são férias... mas depois rendo-me às evidências. 7 dias de namoro, se possível a conhecer um qualquer canto do mundo que mexa com os nossos sentidos e nos engrandeça culturalmente, fazem muito bem à saúde de um casamento. Os filhos descansam de nós (se tiverem bem entregues, claro, como foi o nosso caso. Obrigada mais uma vez, santos avós!) e nós deles. Voltamos muito mais zen, preparados para lidar todas as birras e lutas e resmunguices e faltas de educação e chantagens psicológicas e pedinchices e essas coisas todas que, infelizmente, os meus filhos ainda fazem (e creio que não estou sozinha neste mundo...).
Preparados para lidar com isso tudo? Bem, pelo menos nas primeiras horas! Depois ameaçamos que nos zangamos. E, ao final do dia já nos zangámos e volta tudo ao normal. Mais um dia normal numa casa de família. (Mas os 7 dias de silencioso passeio já ninguém nos tira!)

Desta vez escolhemos o México. Chichén Itza, Tulum, Celotes, Frida Kahlo, praias de areia branca e água quente, muitos tacos, burritos e quesadillas. Uma valente chatice! (ironia...) E, a pensar nos filhotes, trouxemos de lá livros com mandalas maias, outros sobre as lendas e os deuses deste povo (em espanhol, para os mais velhos treinarem a leitura e traduzirem aos mais novos), pirâmides para montar, mais uns molhos picantes para lhes pormos na língua sempre que disserem asneiras. (mais ironia, vá...).





A quem tiver essa possibilidade, recomendamos. A quem não tiver, qualquer noite bem dormida, ler um bom livro na praia, descansadamente, ou um jantar e dois dedos de conversa sobre a vida e o mundo e a felicidade já ajudam bastante...

E agora venham os horários rígidos, as aulas, os testes e o quebra-cabeças das atividades! Estamos preparados para a guerra...
Mãe e sogra a olhar para as paredes da cozinha e a falar sobre decoração, quando a Nonô se vem meter na conversa...


(Mãe) Anda, Nonô, anda aprender com a tua avó...

(Nonô) E tu aprendeste com quem?

(Mãe) Estamos sempre a aprender. Agora estou a aprender com a minha sogra.


Nonô pensa durante alguns segundos...


(Nonô) Eu ainda não tenho sogra, pois não?

(Mãe) Não, filha. Só quando tiveres um marido.

(Nonô) Não sabes. Também posso vir a ser uma "marida"...


A avó engole em seco, mas a Nonô continua, imperturbável, a olhar para as paredes. Não é propriamente o assunto mais falado cá em casa - apelo, isso sim, e constantemente, ao respeito por todos e pela sua liberdade, desde que esta não ponha em causa a liberdade dos outros - mas a Nonô já deu por diversas vezes prova do seu pensamento muito firme e independente contra tudo o que é sinónimo de preconceitos, injustiças e desigualdades, assim como contra um modo de viver que prejudique a Terra e os seres que nela habitam.
Não sei onde isso a vai levar, sei que terei de a ajudar a tentar ver sempre todas as frentes e pontos de vista, estudar contextos e diferentes realidades, para que as suas lutas sejam sempre fundamentadas e a sua voz contribua para uma efetiva mudança do que está mal, mais do que alimente ódio e desencadeie recuos perigosos.

Força, minha mini-guerreira!
(Mãe) Meninos, vamos fazer uma ficha?

(Nonô e Dudu) Nãoooooooooooooooooooo!


Depois de tantos meses a fazer fichas, os meus filhos querem-nas bem longe. Não é falta de vontade de aprender. Não é ausência de curiosidade. É mesmo só "fartura" de fichas. E têm tanto tempo para voltar a elas, em setembro...

Fomos então em busca de algo mais divertido para fazer. E descobrimos um puzzle velhinho, que já foi meu, quando tinha a idade deles. Um puzzle sobre Portugal e as suas principais cidades e rios, algo que eles até vão estudar para o ano, em Estudo do Meio.


Fizeram o puzzle em conjunto.
E depois fomos em busca das cidades que eles conheciam, ou onde tinham pessoas conhecidas, para assim (espero eu!) criarem relação com elas. Escreveram tudo num papel e não se queixaram nem um bocadinho. Só na hora de arrumar... mas não tiveram outro remédio!

Amanhã exploramos o corpo humano... com rimas!

O passeio cultural foi muito interessante (ver post anterior), mas os filhotes são muito ativos, por isso, nada como aliar a cultura ao desporto... E, mesmo ao lado da Cordoaria Nacional, o que há? Um longo trajeto junto ao rio para correr, saltar à corda (levámos nós), fazer máquinas (disponíveis ao longo do trajeto) e brincar no parque. Os mais velhos puseram-se em forma, e os mais novos desgastaram energia, para regressarem a casa mais calminhos.





Foi o primeiro passeio cultural da semana...



É só uma pequena amostra dos perto de 6000 guerreiros já encontrados, até à data, mas valeu bem a pena vê-los de perto e conhecer a sua história. A exposição é simples mas está bem concebida, e é bastante acessível também para crianças e jovens.
No final, os mais novos ainda se pode divertir em algumas atividades de pintura de guerreiros, caracteres chineses e arqueologia.




O Sebastião escreveu "Amigo" e a Mãe, que também adora estas coisas, também pediu papel e caneta para escrever "Tranquilidade" e "Verdade", duas palavras (e atitudes!) que aprecia bastante.


A exposição vai ficar na Cordoaria Nacional, em Belém, até dia 13 de setembro. O bilhete de família é 30€, mas valeu-nos uma hora muito bem passada.
O Pedro Carvalho é um amigo da juventude, Matemático e Bailarino, que se tem envolvido, nos últimos anos, em projetos que cruzam Arte com Conhecimento (Matemática através da Dança, por exemplo) e com Emoções.
Traz agora este projeto a Portugal - Dedicatórias - que cruza Dança com Afetos, para jovens a partir dos 14 anos, e todos os adultos que queiram dançar com Amor, com ou sem experiência na área.

Aqui fica o cartaz, para todos os interessados.

E parabéns, Pedro! Também acredito que a Arte transforma e, com liberdade, nos ajuda a descobrir o melhor que há em nós...


1. XFlow, na Oura

Tirando algumas praias fabulosas (este ano descobrimos a dos Carvalhos, no Carvoeiro) e a boa companhia dos amigos, foi aquilo que os miúdos mais gostaram, no Algarve. Meia hora de pura diversão, numa rua movimentada da Oura/Albufeira. Não é barato (20€, no nosso caso multiplicado por 4), mas valeu cada minuto.


2. Hot Wheels Raceway, na Marina de Albufeira

Só puderam ir os filhotes mais velhos, e o pai também não se negou. Outra meia-hora de pura adrenalina, que deixou os filhotes em êxtase... e a mãe de coração acelerado. E ainda só são carrinhos a brincar...


Esta semana vai ser por casa, com a mamã a trabalhar a meio tempo, e a passear no outro meio... e, depois de tanta adrenalina, vamos apostar nos programas culturais!

Quatro máquinas de roupa por estender e apanhar, frigorífico por encher, refeições por fazer, animais por tratar, casa por limpar...

... e filhos, felizmente, a ajudar!

(Mãe) Já íamos todos de férias outra vez, não era, meninos?
Ali estava, na minha mesinha de cabeceira, mesmo por cima da minha cabeça.



Como ralhar e/ou mandá-la limpar?
Ainda hei-de ter tantas saudades de ter desenhos dos pirralhos espalhados pelas paredes...

<3 de volta, minha Nonô!
Sabes que tens gémeos competitivos quando um deles (Mr. Dudu, competitivo-mor) jura a pés juntos que já calça 35, dois números acima da irmã, e quando vou verificar as chuteiras que ele comprou, percebo que ainda tem uma folga de dois dedos...
Impedir telemóveis e afins à refeição, em restaurantes, gera sempre e inevitavelmente a mesma pergunta: "Então fazemos o quê?!"

Ontem jogámos à forca. Hoje ao jogo do risco. Um dos membros da família faz um risco, com a forma que quiser, e o seguinte tem de conseguir criar qualquer coisa a partir desse risco.

E foi sucesso garantido!




PS - E claro que esta sugestão já foi parar ao meu Coisas de Pais: http://www.coisasdepais.pt/a-partir-de-um-risco/. Podem colaborar também com as vossas, enviando-as através do site, onde podem também inscrever-se para receber uma sugestão todos os dias. Obrigada!
É a nossa nova brincadeira de restaurante.

Desenha-se a forca, escolhe-se uma categoria, e os outros têm de dizer letras para conseguirem adivinhar a palavra sem ser enforcado (o que acontece quando erramos as vezes suficientes para que o outro desenhe todo o nosso corpo preso à forca. Por cada erro uma parte do corpo).


Morri na forca do Dudu, com um nome de 8 letras. "Mitroglu" é nome que não lembra a ninguém (pelo menos a ninguém que não percebe nada de futebol!).
(Nonô) Mãe, mãe! Anda ver! Transformei-me numa sereia...

A Nonô regressou a casa!

Muito suja e exausta, depois de 7 dias de acampamento de escuteiros, mas muito feliz e cheia de histórias para contar.

Andamos, por isso, a "namorar-nos", e hoje as saudades até deram para a piroseira...


(Afonso) A sério que se foram vestir de igual?! Mãe, como é que eu te hei-de dizer isto... Não estarás a entrar na crise da meia-idade?

Sem comentários...


Terminam amanhã 5 dias sem filhotes, desta vez não a passear e descansar com o papá, mas a trabalhar e a "aturar" uma casa em obras (voltem meninos! Antes a vossa boa bagunça e gritaria!).

A Nonô, imagino que venha do Acampamento Nacional com milhares de histórias por contar ("Anda, mamã, vamos ali ao meu quarto conversar a sós. Conversa de meninas", costuma ela dizer-me. Desta vez, acho que vou passar horas lá fechada ! E enquanto ela me quiser contar tudo, estou eu muito descansada...)

Os rapazes, de férias em casa dos avós, terão menos para contar (pudera, se a "chata" da mãe ligou todos os dias, e pelo menos duas vezes!). Para além de que a avó vai mandando a reportagem completa, com direito a fotos e tudo, do que vão vendo e vivendo diariamente. (Obrigada, avós! O que seria de mim sem vocês?)

Amanhã a casa volta a estar cheia, estou desejosa, mas a verdade é que temos ainda um loooongo mês de férias escolares pela frente. Não me posso queixar: tenho trabalho flexível, o pai idem, avós maravilhosos e não me faltam ideias para pôr os meus filhotes "a mexer". Mas Agosto é um mês de verdadeira tortura para muitos pais que não conseguem tirar férias, não têm avós disponíveis e/ou não têm possibilidade de pagar ATLs (que neste mês escasseiam e cobram uma fortuna). A estes pais, a minha total solidariedade. Um dia havemos de criar um mundo onde poder estar com os nossos filhos e ajudá-los a crescer é encarado como um trabalho valioso; e o descanso, sozinhos ou em família, uma boa parte de um trabalho bem feito.

Boas férias!

PS - E, se estiverem pelo Alentejo, não deixem de passar pelas ruas floridas do Redondo. Os avós levaram lá os 3 Estarolas, e recomendam vivamente!


Foi o último pedido da minha filha, antes de partir para 7 dias de acampamento, longe de casa e sem comunicação com a família:

(Nonô) Brincas comigo às plasticinas, mãe?

Era um pedido irrecusável. 7 dias eram 7 dias...

Mas não era uma brincadeira qualquer.. Começou por inclui uma simples loja de bolos, onde ela era a pasteleira e vendedora, e eu a compradora compulsiva.


Depois ela passa a minha empregada, mas é na verdade uma agente secreta, que vem investigar os meus crimes, porque eu afinal sou uma espia traidora. Meteu lutas e cenas de pistola, pessoas amarradas a uma cadeira (leia-se "Eu") e uma valente risota.

Brincadeiras destas era o que eu mais gostava, em criança, e acabei a escrever novelas e séries. A Nonô, para policiais, já tem queda assegurada...

PS - Claro que, no final, o quarto acabou neste estado... Um verdadeiro "cenário de guerra", que deu uma trabalheira a limpar!