E parabéns também ao Papá dos meus filhotes, aquele que eu escolhi para lhes dar vida e ajudá-los a crescer.

Deixo para os meus filhos os miminhos merecidos - afinal o Pai é deles. Deixo apenas o meu Obrigada, pelo Pai que é, e que tanta falta faz a esta Mãe que eu sou, na grande aventura que é pôr filhos neste mundo e ajudá-los a ser gente.



Lembro-me do tempo em que ele vivia noutra cidade, por motivos profissionais, e eu não dormia na véspera de o reencontrar. Lembro-me de o ver, incansável, a trabalhar. As suas ideias mirabolantes para máquinas (que eu acho que um dia ainda vai criar). As suas tralhas e engenhocas na garagem. O baú da casa da avó onde guardava recordações da sua juventude: os livros, a tinta-da-china com quem copiava manuais sobre pássaros, o diário da juventude indecifrável, num código "egípcio", objetos de África, slides incontáveis... e cada uma dessas coisas tinha uma história para contar, de uma vida que ele já tinha vivido. Cresci a acreditar que ele era o Homem das 7 vidas. E, nas nossas viagens de carro, pedia-lhe que me contasse quem era e o que tinha vivido. As Galveias, Abrantes, África, Barreiro, Porto, Évora... O bailarico em que conheceu a Mãe. O acidente em vésperas de casar. O 25 de abril com a filha acabada de nascer no hospital. Eu.
E eu, enquanto desbravava o seu passado, tinha o privilégio de acompanhar o seu presente. Homem do campo entre as 6 e as 8 da manhã, engenheiro, empresário, diácono, Presidente da Cáritas, mais não sei quantas coisas que ele nem me conta para não me maçar, ainda arrastado de vez em quando pela Mãe para a natação, música ou aulas de inglês. Quando me dizem que eu sou hiperativa e parece que já fiz tudo na vida, rio-me e penso para mim "Não conhecem o meu Pai..."

Parabéns, Pai!
Pela Vida, pelo Exemplo, por tudo aquilo que temos de parecido e tudo aquilo que nos distingue e nos tem feito aprender um com o outro. Que possamos ainda viver juntos muitos e muitos dias como este...

http://www.jn.pt/live/Artesevida/default.aspx?content_id=4456678

(Afonso) Mãe, gostavas de saltar de paraquedas no teu 100º aniversário?

(Mãe) Gostava muito! Sobretudo se tu estivesse lá em baixo, com os teus 76 anos.

(Afonso) Fica combinado. Já posso é estar um bocado xexé, olhar para cima e dizer "Ai, ai, que esta juventude está perdida..."
Sebastião no meio de contas de somar, multiplicar, subtrair.
O sol lá fora a chamá-lo. Os números a baralhá-lo.

(Mamã) É simples, Sebastião. Nas contas de Somar o número que passa fica a voar. Fazes a conta seguinte e depois é que vais buscá-lo. Na conta de multiplicar a mesma coisa. Na subtração, como estás a a tirar, os números ficam mais fraquinhos. Em vez de ficarem a voar, caem logo ao chão. Tens de os somar primeiro ao número de baixo e depois é que fazes a subtração.


Por outras palavras (ou seja, números):

13
+27
----

7+3 = 10. Deixamos um 1 a voar. Somamos o 2+1, "apanhamos" no ar o 1 e ficamos com 4.

13
x27
----

3x7 = 21. Deixamos o 2 a voar. Multiplicamos o 7x1, "apanhamos" no ar o 2 e ficamos com 9.
(segue-se a conta normal)

27
-18
-----

8 para 17. O 1 tenta ficar a voar, mas está fraquinho, cai e junta-se ao 1. 2 para 2, 0.


Pode ser uma ideia tão parva como tantas outras que me passem pela cabeça, para ajudar os meus filhos a estudar. Mas não é que o Titão fez o resto das contas num instante e a rir à gargalhada? Mesmo que amanhã já não se lembre deste disparate, por hoje valeu bem a pena...

E quem diria que um castelo de Papel oferecido no supermercado e pacotes de Essencial rendiam quase uma hora de pura brincadeira?

Nonô vai passar a tarde e a noite em casa de uma amiga.
No caminho:


(Nonô) Nem acredito... uma tarde e uma noite inteira sem rapazes! Ufa... Eles são tão cansativos, não são, mamã?


Para todas as Mamãs e Papás que às vezes se esquecem de cuidar de si próprios...

http://mariacapaz.pt/cronicas/o-ramo-da-mama-por-sara-rodi/

"A verdade é que uma mãe que saiba escolher o seu ramo (que pense em si também, que se valorize, que se mime), terá a força, a forma, o comprimento e a altura adequados para dar isso tudo e muito mais aos seus filhotes… E essa força, essa genica de viver, essa consciência das nossas necessidades de ser humano, e essa capacidade de sonhar, são mesmo o melhor exemplo que podemos dar-lhes."
Mães, Pais, Avós, Tios, Primos, Professores, Educadores e restantes interessados na Felicidade das Crianças... vai ser lançado o primeiro livro da Magda Gomes Dias, coach na área da Parentalidade Positiva e autora do blog Mum's the Boss (que, se não conhecem, têm mesmo de conhecer!)

O tema desta apresentação será "Como conciliar a sua autoridade com a felicidade e a auto-estima dos seus filhos".

Vamos a isso?

Afonso a estudar a História do nosso século XIX...



(Afonso) Importar mais do que exportar... défice... aumento de impostos e empréstimos ao estrangeiro... isto está-me a soar um bocadinho familiar. Andamos em crise há este tempo todo e ainda não conseguimos resolvê-la???

Ah, o campo... e o tanto que faz por nós!

Depois de um dia de ralhetes, trabalhos e estudos para aqui e para acolá, a mãe já farta e os filhotes ainda mais, resolvemos pegar no cão e dar um passeio no mato que existe bem próximo de nossa casa.

Terapêutico. Baixaram as rotações, sossegaram-se os espíritos. Corremos, rimos e respirámos fundo. E, quando chegámos a casa, éramos nós outra vez. Criaturas que há bem pouco tempo viviam na natureza e eram nómadas ao sabor das estações. Criaturas que trabalhavam de sol a sol, na terra e no mar, desfrutando de tudo aquilo que a Terra tinha para nos dar.
Hoje vivemos com outro conforto, outro luxo, outro bem-estar. Mas não deixámos de ser criaturas da Terra e de precisar do ar puro para crescer, viver, desfrutar.

(Afonso) Mãe... porque é que, quando eu estudo Moral, a minha moral vai para baixo? A disciplina de Moral não devia ser para nos pôr a moral em cima?

8 de Março, dia da Mulher. E a Mamã a coser botões nas batas, bainhas nas calças, a arrumar loiça, fazer sopa e máquinas de roupa.

Sou uma defensora dos direitos das mulheres. Sou mesmo! Mas às vezes crê-se que ser Mulher com direitos é a antítese de manhãs como esta, de volta dos tachos e da máquina da costura. Às vezes é, às vezes não. Tudo depende do direito que temos a viver a nossa escolha. E é nessa liberdade e nesse respeito pela opção de cada um que reside a minha luta.
Bem... eu não escolhi propriamente passar uma manhã linda de sol a fazer baínhas e passar a ferro... Mas escolhi ser mãe e de uma família numerosa. E essa escolha acarreta algumas responsabilidades acrescidas (Para a Mulher e para o Homem, claro!) Mas foi uma escolha. Felizmente, tive (e tivemos, em casal) liberdade para a fazer.

Àquelas Mulheres que, por todo o mundo, não têm liberdade nem direito de escolha, que continuam a ser vistas como escravas, prostitutas, seres inferiores e privados de direitos... aquelas que sofrem em silêncio uma relação violenta, que criam filhos sozinhas (sem opção própria), que são descriminadas no emprego, nos contratos de trabalho, no momento em que engravidam, por não quererem ter filhos ou por quererem ter disponibilidade para cuidar deles... Para todas elas, sem excepção, a minha solidariedade e o meu abraço apertadinho.

Ser Mulher continua a ser uma aventura. Felizmente estamos muito melhor do que estávamos, mas ainda há muito por fazer. Vamos a isto!

Afonso a estudar. Mãe senta-se na cama dele.


(Mãe) Afonso, temos de conversar. A mãe não está a gostar das tuas atitudes e...


Afonso levanta-se da secretária e vai estender-se na cama.


(Mãe) O que é que estás a fazer?

(Afonso) Vim deitar-me na marquesa. Não vai começar agora a terapia?


A sorte dele é que eu, por detrás da minha cara zangada, acho-lhe muita graça...
(Mãe) Nonô, sabes que hoje é o nosso dia? Dia da Mulher!!!

(Nonô) Uauuuu! Então vamos ao cabeleireiro e vamos pintar as nossas unhas?


"Gaijas"...
4 testes para a semana. Domingo de estudo:

(Mãe) Afonso, começa por escrever numa folha tudo o que tens de fazer.


(Mãe) Boa! Agora pensa como é que te vais organizar.

(Afonso) Estava a pensar começar pelo fim...
À noite, quando se vai deitar, a mamã tem de procurar a gatita Mia, que geralmente se foi enroscar aos pés da cama de um dos filhotes. Nas últimas três noites, dei com ela na cama do Dudu.


(Mãe) Ó Dudu, a gatinha agora anda muito tua amiga...

(Dudu) É porque eu estou doente. Os gatinhos gostam muito de tomar conta dos doentes, não sabias?


E o Dudu, nos seus 5 anos de gente, já percebeu aquilo que tantos adultos ainda não descobriram...

A ideia era brincar no parque infantil.
Mas macaco que é macaco, gosta mesmo é das árvores!


É mais ou menos isto, todas as noites.

E garanto que com som é bem pior... (o que vale é que o amor é cego... e bem surdo também!)
Dudu ganhou, por estes dias, a alcunha de "linguinha de morango"... É o meu primeiro filho a ter Escarlatina (vamos ver se é o primeiro de todos...), felizmente sem grandes complicações.
A complicação maior é mesmo mantê-lo em casa entretido... mas as tarefas domésticas deram uma boa ajuda.

Aqui fica a primeira mesa posta totalmente pelo pequeno Dudu!



Mamã e Sebastião observam a Lua Cheia:


(Sebastião) Eu acho que a Lua tem palavras, Mãe...

(Mãe) E o que é que achas que ela nos está a tentar dizer?

(Sebastião) Fujam daí!

Estudar, agora, é com música!

E, pelo meio (e esta é a parte que a mamã mais gosta!), um pezinho de dança.

E não é que se estuda melhor?
Esta é a história da Sandra e do seu menino "especial", que acabou por torná-la "especial" também.
Há diferenças que são duras, limitativas, às vezes impossíveis de superar, que obrigam a contornar, e muito, toda a exigência que esta sociedade nos coloca em cima.
Mas acima de tudo isso está o amor. E o amor... ah, o amor vence sempre, de uma forma ou de outra. É a grande lição das nossas vidas.

Obrigada pela tua partilha, Sandrites! <3 http://mariacapaz.pt/cronicas/pais-especiais-por-sandra-carvalho/

"NUNCA desistam dos vossos filhos. Façam TUDO por eles. Sigam o conselho dos terapeutas. Aprendam com eles. Inventem. Não parem. Entreguem-se de alma e coração. Não acreditem que há algo de errado com os vossos filhos, considerem antes que dentro deles está um espírito inteligente que sabe o que está a fazer e o que quer..."
(Afonso) Mãe, ainda falta muito para eu começar a estudar Física?

(Mãe) Não, filho. É já para o ano. E até vais começar por falar do Universo, que é um tema que te interessa.

(Afonso) Vamos estudar os buracos negros e o tempo-espaço e as teorias de como nasceu o universo e os quantum e... e...?

(Mãe) Não, espera... Vais começar pelas bases da Física Clássica. Física quântica e astrofísica é só lá muito mais à frente. Mas é importante entender as bases para entender o resto.

(Afonso nada convencido) Ah... E Filosofia, vou ter quando?

(Mãe) Isso acho que é só no 10º. Daqui a 3 anos.

(Afonso) E vamos discutir o que é a vida e o nada... e se isto é tudo ilusão ou um sonho na cabeça de alguém ou... ou...

(Mãe) Não, espera, filho... Vais ter oportunidade de discutir muitas coisas... Mas acho que começas pelos valores, a ética, o que é a lógica...


Afonso sopra o ar, impaciente.


(Afonso) Porque é que demora tanto até aprendermos as coisas que realmente queremos aprender?


Ui! E como eu conheço esta impaciência e a sensação de que a escola nos empata a vida e nos adia os sonhos... Com todas as virtudes que a escola tem, adormece a nossa sede de conhecimento. Leva-nos a adiar os nossos interesses e aquilo para o qual estamos vocacionados, anos a fio. E isto gera desmotivação. Uma desmotivação que podíamos e devíamos contrariar em casa, mas nem sempre é fácil fazê-lo, quando a carga horária e os TPCs e os testes são tantos, que dão muito pouco espaço para o que se queira ler, investigar, pesquisar, estudar fora da escola.
Nao deveria haver horas, no currículo, para "AQUILO QUE EU QUERO REALMENTE SABER"? Podia ser com um professor que os ajudasse nas pesquisas, que lhes sugerisse livros, autores, sites... Sem testes, sem pressão? Quanto muito, um trabalho ou outro no final do período para partilharem com os colegas aquilo que realmente lhes interessou?

Nonô corre para a sua mamã para lhe dar a grande novidade:


(Nonô) Mãe, ainda não sabes... o M. está apaixonado pela C.!


A Mamã sabia que a sua filhota estava apaixonada pelo M., por isso ficou preocupada.


(Mãe) E tu não ficaste triste, Nonô?
(Nonô) Não! Era para ficar?


O que é que se responde a uma filha de 5 anos??


(Mãe) Não! A mãe só estava a perguntar...
(Nonô) Eu queria que ele gostasse de mim. Mas ele pode não gostar agora e gostar outro dia. Eu espero. Não faz mal.


E a mamã fica sem saber o que dizer à sua filha, que espera pacientemente por aquele de quem gosta.
Assim em jeito medieval, quase dava uma cantiga de amigo. "Ai Deus, e u é!"



A passear o cão, a mãe apanhou 6 flores diferentes e lançou um desafio à filharada:

- Que flor é cada um de nós?

A resposta não foi consensual, mas a mais votada foi a seguinte:



1. O pai - porque é o que tem mais pêlos na cara.
2. A mamã - porque é amarelinha e fininha.
3. O Afonso - porque é esquisito.
4. O Sebastião - porque tem um caule para poder defender-se do Afonso.
5. A Nonô - porque é violeta (ou Violetta).
6. O Dudu - porque é bonito e cheio de coisas na cabeça.

E a família repousa agora num copo de água, tentando resistir à passagem do tempo.

Mamã arruma a cozinha enquanto os filhos vêem a Liga da Justiça no Panda Biggs.
A mamã tem o dom da abstração, e consegue estar presente sem estar. Mas algumas palavras dos desenhos animados chamaram-lhe a atenção.

- Temos de recuperar o nosso Chi...

O Chi, na tradição oriental, é a energia vital presente em tudo o que existe. É o seu fluxo que dá vida aos seres humanos e a tudo o existe. Em desequilíbrio (por excesso ou defeito) somos agressivos ou fracos, e devemos, a bem da nossa saúde, equilibrar o nosso Chi, através da nossa alimentação, comportamentos, práticas (como o exercício físico e a meditação), etc.
Noutras culturas o Chi (termo chinês) tem outros nomes: Ki (Japão), Prana (Índia), Energia Bioplasmática (Rússia), Mana (Polinésia), Baraka (países islâmicos), etc.
Ora, a mãe só aprendeu isto no ano passado, quando, a propósito de um trabalho, estudou um pouco da medicina tradicional chinesa e da prática macrobiótica. E nunca explicou aos seus filhos o conceito de Chi porque o achava demasiado rebuscado e difícil de integrar na nossa visão ocidental.

(Mãe) Chi?? Vocês sabem o que é o Chi?
(Afonso) Claro, mãe! É a nossa energia vital. Aprendemos isso n'As Aventuras de Jackie Chan, da SIC K. Quando ele ficava fraco precisava de recuperar o seu Chi. Na Liga há uns vilões que roubam o Chi das pessoas.
(Mãe) Então agora vocês percebem melhor porque é que a mãe se preocupa tanto com aquilo que vocês comem, com o vosso exercício físico, a vossa tranquilidade... é para vocês serem pessoas equilibradas, com mais saúde. Cheios de energia vital. De Chi.

Alguns momentos depois, na televisão...

- Temos de nos livrar dos nossos Carmas...

(Mãe) Ah, não! Também já sabem o que é o Carma?
(Afonso) Claro, mãe. Tudo aquilo que fazemos de mal nesta vida tem um preço. Temos de pagar por isso. E, para quem acredita, isso vem de outras vidas.

Anda uma pessoa a dosear informação, sem saber como lhes explicar certos conceitos, e eles aprendem-nos nos desenhos animados...

(Mãe) Afonso, tens noção que para aí uns 80% dos portugueses não sabem o que é o chi ou o carma?
(Afonso) Pois olha... as crianças sabem.

E bem-vindos à globalização do século XXI. Temida por uns (porque esta mescla de culturas dilui aquilo que nos separa, a nossa individualidade) mas um milagre para outros, porque nos aproxima, ajuda a que nos entendamos mutuamente, torna-nos uma só espécie a viver uma aventura comum no mesmo planeta.
Mamã entra no quarto da pequena Nonô. Pequenos pedaços de Bostik, em bolinhas, estão sobre a sua cama.

(Mamã) O que estás a fazer, Nonô?

(Nonô) Estou a decorar o meu quarto...


Primeiro foram os autocolantes:


Agora, com o Bostik, abriu-se todo um leque de novas oportunidades...


Cuca, toda enlameada, saltita do lado de lá do portão.

(Mãe) Meninos, a Cuca (nossa cadela) está a pedir festinhas.

Sebastião faz uma festa na nossa cadela Cuca.
Afonso faz uma festa no Sebastião.

(Titão) O que é que estás a fazer?! Eu não sou um cão!

(Afonso) Teoricamente, estou a fazer uma festa na Cuca. O corpo humano é um bom condutor de eletricidade, Sebastião.

E assim regressa o Afonso a casa com as mãos limpas...
O primeiro livro infantil que escrevi, no último mês de gravidez do meu filho mais velho (comigo encostada à box porque ele não estava a aumentar de peso), chamava-se "Os Miaus" e era uma adaptação para crianças d'"Os Maias", de Eça de Queirós... com gatos!



Hoje, levei a filharada a ver outro clássico da literatura - "Romeu e Julieta" - transformado numa história de gatos. Uma adaptação livre, passada nas docas de Lisboa, com um final ligeiramente diferente da história original (tudo sobrevive e brinda ao amor!). Os gatitos cantaram e encantaram e, no regresso a casa, a famosa história de Shakespeare (pelo menos no seu essencial) estava na ponta da língua.

(Nonô) A Julieta gostava do Romeu.
(Dudu) Não podiam ficar juntos, porque uns gatos eram de um grupo e os outros eram do outro.
(Nonô) Tomaram uma coisa e ficaram a dormir. Mas não morreram!

Soletrar Shakespeare é que é mais difícil, mas andamos a treinar para isso.
Obrigada, Teatro Infantil de Lisboa! Ficamos a aguardar a vossa próxima aventura...


Sobre o mundo violento em que vivemos, e que estamos a deixar de herança aos nossos filhos.
Para ler a partir de hoje na Maria Ca(Paz!).

http://mariacapaz.pt/cronicas/da-violencia-em-que-vivemos-por-sara-rodi/


PS - E vale a pena recordar "Heal the World" de Michael Jackson.

There's a place in your heart
And I know that it is love
And this place could be much
Brighter than tomorrow
And if you really try
You'll find there's no need to cry
In this place you'll feel
There's no hurt or sorrow

There are ways to get there
If you care enough for the living
Make a little space
Make a better place

Heal the world
Make it a better place
For you and for me
And the entire human race
There are people dying
If you care enough for the living
Make it a better place
For you and for me

https://www.youtube.com/watch?v=BWf-eARnf6U

A sinopse prometia...

"Um clássico dos nossos dias extremamente divertido. Uma série de casualidades pode tornar possível o impossível, ainda que uma falsa maçã se transforme na mais apetitosa de todas..."

... mas o livro saiu ainda melhor que a encomenda!
Um homenzinho de fato às riscas resolve comprar uma maçã e um vendedor resolve enganá-lo e vender-lhe uma maçã verde de plástico, dizendo-lhe que esperasse, porque ela acabaria por amadurecer. O homenzinho põe-na no parapeito da janela, enquanto trabalha, e a maçã é levada para uma viagem mirabolante, onde acaba trocada por uma outra verdadeira, vermelhinha, gigante, que o vendedor de fruta fazia crescer na sua árvore. Quando o homenzinho termina o seu trabalho, a maçã verde de plástico havia-se transformado numa bela maçã vermelhinha.

(Mãe) Sabem que a vida é mesmo assim?
(Titão) Como é que tu sabes?
(Mãe) Fiquem atentos... e vão ver que o que fazemos aos outros, é o que recebemos de volta. Se tentarmos enganá-los, mais cedo ou mais tarde pagamos por isso. Se forem os outros a tentar enganar-nos... esperem, sem vinganças... A vida, com as suas voltas e reviravoltas "mágicas" vai acabar por fazê-los perceber que erraram...

O Sebastião ficou pensativo, mas ainda céptico.

(Titão) Isso é mesmo assim, mãe?
(Mãe) Eu acredito que sim. E ninguém me disse, foi a vida que mo ensinou. Vamos ver o que é que a tua vida te ensina...

Sorriu-me e voltou a folhear o livro, em silêncio. Hoje, uma maçã. Amanhã, um negócio, um contrato, um relacionamento... E, nas voltas do mundo, lições preciosas para o nosso crescimento pessoal.


Mais um artigo interessante sobre uma reflexão tão urgente!

http://www.publico.pt/temas/jornal/quando-a-escola-deixar-de-ser-uma-fabrica-de-alunos-27008265

"A escola de massas, onde um professor ensina ao mesmo tempo e no mesmo lugar dezenas de alunos, nasceu com a revolução industrial mas chegou ao século XXI. Em dois séculos, mudaram os estudantes, mudou a sociedade e mudou o mercado de trabalho. Quando mudará a escola?"

"Nada se passa fora do enquadramento tecnológico, mas achar que se pode usar a tecnologia para provocar a mudança é ingénuo. O que temos de ter é uma lógica daquilo que queremos para a escola"

"A escola do ponto de vista da preparação para a razão faz um bom trabalho, mas tem visto a criança como metade daquilo que ela é. O que a escola não está a conseguir encontrar é um equilíbrio entre a razão e a arte. Não está a desenvolver as competências criativas."

"Achamos que a educação é melhor se for uniformizada, o que é uma contradição com o mundo em que vivemos, em que só aqueles que se diferenciam é que arranjam emprego."
As crianças querem ser saudáveis!

Mais do que isso... as crianças têm O DIREITO a alimentarem-se de forma saudável.

Por isso mesmo, a Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) convidou 47 mil alunos de todo o país a fazerem vídeos para ensinarem aos adultos o que são hábitos de alimentação saudável.

Os vídeos vão estar em votação até às 23:59 do dia 10 de março de 2015, no site www.heroisdafruta.com. Esta votação irá apurar os 60 hinos finalistas, correspondentes aos 3 mais votados dos 18 distritos continentais e das 2 regiões autónomas dos Açores e da Madeira. Depois quem decide os 3 melhores é o júri (músico portugueses), e os finalistas receberão a visita da APCOI na sua escola, com a representação da peça de teatro interactiva "Super Festa dos Heróis da Fruta".

Este é, segundo Mário Silva, presidente da APCOI “a maior iniciativa gratuita de educação para a saúde a nível nacional e que desde 2011 melhorou os hábitos alimentares de 183.395 crianças através de um modelo pedagógico de sucesso comprovado, como demonstram os resultados do impacto da última edição: 42,6% das crianças que participaram aumentaram o seu consumo diário de fruta, em apenas 12 semanas.”

Aumentou o consumo de fruta, mas ainda há muito por fazer... Vamos ajudar?

Toca a espreitar e a votar (até porque votar dá prémios) em http://www.heroisdafruta.com/p/votos.html#.VOXoKr8nBpl
E mais informações sobre esta iniciativa aqui:www.heroisdafruta.com.





Mamã lê a história do Espantalho Tomás aos seus 3 piolhos mais novos.




(Mamã) Vocês gostavam de ser um espantalho?


Torceram todos o nariz.


(Mamã) Então gostavam de ser o quê?

(Nonô) Eu a Violetta, a Ana e a Elsa do Frozen.

(Titão) Eu um Super-Herói.

(Dudu) Eu um Fantasma.


Olhares sonhadores. A mamã sonha também.


(Titão) E tu, mãe? Gostavas de ser o quê?

(Mãe) A Super-Mamã. Agora mandava-vos para a cama e vocês obedeciam-me, ordeiramente. E daqui a 5 minutos a Super-Mamã já estava na sala enrolada num cobertor a beber um chazinho e a ler o seu livro...

(Titão) Hum... Com uma Violetta cantora, um Super-Herói a ter que ir salvar pessoas e um Fantasma que desaparece, acho que não te vais safar, Mãe...


Só uma boa meia hora depois é que a Super-Mãe conseguiu que os filhos se deitassem... e em seguida foi arrumar a cozinha.
(Mas com um grande "S" no peito, ok?)
E assim se percebe quando a Nonô está zangada...



... e quando o Dudu está eufórico.



Dudu ouve na rádio uma referência ao Dia dos Namorados.


(Dudu) O quê?! Hoje é dia dos namorados? E ninguém me disse nada...

(Mãe) Não sabia que isso te interessava, Dudu... Tu ainda tens a tua namorada?

(Dudu) Não. Ela desistiu.

(Mãe) Ah...

(Dudu) Mas não te preocupes. Eu ainda sou muito novo.

(Mãe) Pois... Mas mesmo assim gostas do dia dos namorados?

(Dudu) Sim!


Encontramos um casal amigo...


(Dudu) Sabem que hoje é dia dos namorados? Já ofereceram uma prenda?

(Amigo) Que prenda é que achas que devíamos oferecer?

(Dudu) Flores, ou assim...


Quem diria... tenho um filho romântico!

E é isto... multiplicado por 4 e sem Coca-cola!
E é tão bom...


(Dudu) Mãe, lembras-te de quando eu saí da tua barriga?

(Mãe) Lembro sim, filho. Tu é que não te deves lembrar...

(Dudu) Lembro... Eu vi o Pai e apanhei um susto!

Estratégias visuais para ajudar o meu Titão a decorar o Estudo do Meio...


Já as ilhas dos Açores tiveram direito a lengalenga: O São Miguel e a Santa Maria apaixonaram-se e tiveram um filho que era o São Jorge. O São Jorge saiu de casa quando se apaixonou pela Graciosa, e tiveram um cão e um gato, o Faial e o Pico. Também tiveram um Corvo mas esse fugiu para as Flores...


Já os reis da primeira dinastia, eram o Conquistador e o Povoador, e depois veio o Gordo e o Cabeludo (Capelo) porque comeu muito esparguete à bolonhesa (Bolonhês).

Vale de tudo para o ajudar a decorar a matéria que não lhe interessa para nada...
(já os planetas decorou num ápice. E o corpo humano também. Temos mente seletiva. Os exames é que não vão ter em conta a sua seleção...)
Nascidos na mesma barriga... e com sonhos tão, tão diferentes!

Dudu rouba a luz de presença do quarto da Nonô.
Nonô guincha e esperneia pela casa fora.
Mamã fecha-se no quarto com a Nonô.

(Mamã) Tu já viste que o teu irmão passa a vida a fazer-te isto?

Nonô guincha e esperneia outra vez. O irmão é isto e aquilo e aqueloutro.

(Mamã) O teu irmão adora tirar-te do sério, Nonô. Mas tu tens que ser mais esperta do que ele.

Nonô fica de repente mais atenta.

(Mamã) Enquanto guinchares e esperneares, ele vai continuar a fazer-te isto. O truque está em manteres-te serena e ignorares a provocação dele.
(Nonô) E como é que eu faço isso?
(Mamã) Observa a mamã.

Mamã avança corredor afora até ao quarto do Dudu.

(Mamã) A Nonô diz que podes ficar com a luz. Ela já é crescida, não precisa de luzes à noite.

De contente e satisfeito por ter deixado a sua irmã furiosa, Dudu saltou da cama, indignado.

(Dudu) Mas eu também já sou crescido! Não preciso da luz para nada.
(Mamã) Mas podes ficar com ela. A Nonô não se importa.

Mamã afasta-se. Imediatamente Dudu salta da cama e leva a luz até ao quarto da Nonô. Coloca-a e liga-a.

(Dudu) Podes ficar com a tua luz, Nonô. Eu já não preciso.

Dudu regressa ao quarto. A casa volta a ficar na paz dos Anjos.

(Mamã) Dorme bem, Nonô.
(Nonô) Mamã... ensinas-me mais truques destes? Para eu saber lidar com os rapazes.
(Mamã) Ensino sim. Amanhã. Agora dorme.
(Nonô) Mas olha, mãe... eu também já não preciso de luz de presença. Já estou crescida.

E assim se mataram dois coelhos de uma cajadada só!
Nem sempre resulta... Às vezes termina com a Mãe a guinchar e a espernear mais do que qualquer um dos filhos.
Mas hoje a mamã saiu-se à maneira! :)


Titão a estudar a Primeira Dinastia.
Afonso a escrever uma crítica a um livro.
Mãe a olhar lá para fora, com vontade de ir passear...

(Mãe) Vá lá, meninos... despachem-se! Para irmos dar um passeio...

Afonso começa a batucar. Sai o primeiro RAP da tarde.

(Afonso) Estamos aqui a estudar/ Já nos estamos a passar/ A nossa mãe é muito má./ Queremos ir para a rua já!

Dos outros já não me lembro. Eram do mesmo calibre e tinham a sua quota parte de verdade. O sol chamava-nos. A vontade de descanso era mais do que legítima. Mas os trabalhos existem. Há matéria e há testes. E a próxima semana está cheia deles.

(Mãe) Vamos mas é trabalhar/ Para poder ir passear./ Não fui eu que fiz a escola/ Por mim iam jogar à bola.
Aproveitem para aprender. / Ponham o tempo a render/ Contem com a vossa mãe querida/ Mas é assim: isto é a vida!

Como rappers não temos jeitinho nenhum. Mas serviu para descontrair...
E, manhoso ou não, qualquer dia ainda sai daqui um single...


De há umas semanas para cá que os meus filhos adoptaram a mania de andar pela casa em patins. Assim que chegam a casa, tiram os sapatos e, em vez da pantufas, adoptam as 4 rodas.

(Titão) Ó mãe... toda a gente devia andar de patins. Os sapatos deviam ter rodas. Ou, melhor, os humanos deviam ter rodas nos pés!

Ainda nunca me tinha passado pela cabeça, mas parece-me uma boa possibilidade... Sobretudo se as rodas puderem recolher nos pisos irregulares. Só vejo um único problema: ando tão mal de patins!

A minha querida Magda Oliveira (Mum's the Boss!) publicou um artigo muito interessante na Maria Capaz sobre a Palmada - essa coisa que uns defendem que faz bem e recomenda-se, e outros rejeitam liminarmente, por se tratar de violência, ou pelo menos significar algum descontrolo por parte dos pais. (Ler AQUI)
Eu sou daquelas que não gosta de palmadas. Não gosto mesmo! Mas também sou daquelas que às vezes não consegue resolver a questão sem umas "sapatadas". Ou, na melhor das hipóteses, sem uns ameaços. E no domingo à tarde, quando se conjuga pequenada ao rubro (e às vezes só lhes falta mesmo subir às paredes) com a paciência da mãe já no limite, temos terreno propício para uns quantos gritos e ameaças (vai não vai, concretizadas).

(Titão) Mãe... tu às vezes pareces a Bela daquela música do Kuduro...
(Mãe) ???

O estudo estava atrasado, mas aquela saída merecia uma pesquisa rápida no Google. E eis que me surge isto:



E não é que me revi totalmente?
A parte boa é que mandámos o estudo às urtigas e ficámos uma boa meia hora a dançar kuduro... E a mãe, de "Bela chata", passou por momentos (brevíssimos e estranhos momentos) a "Bela bailarina"...
(Nonô) Mãe... enquanto tu lês a história, eu vou aproveitar para dobrar as minhas cuecas...


É certo que a mãe anda sempre pela casa a arrumar, e a tentar fazer 2, 3, 4 coisas ao mesmo tempo (porque o tempo é sempre pouco!). Mas se há coisa de que não me lembro de ter sido, em pequenina, é arrumada. (Aliás... continuo a dever muito à arrumação!)
Queridas avós... serve este post para vos dizer que este gene é vosso! E já começou a dar frutos...

Sobre o instinto maternal das mães.
Sobre os sonhos que deixamos pelo caminho.
E sobre aqueles que ainda desejamos perseguir.

Acredito profundamente que a maternidade faz de nós pessoas melhores.
Assim como acredito que nos capacita para um conjunto de novas tarefas, projetos e profissões.
É uma mais-valia para qualquer currículo. Ou devia ser...

É sobre tudo isto o meu novo texto publicado na plataforma Maria Capaz.
Espero-vos por lá...

http://mariacapaz.pt/estados-de-alma/mae-chimpanze-por-sara-rodi/


Violetta-borralheira em patins

(a Disney é que ainda não se lembrou disto...).

(Nonô) Mamã, eu acho que não quero ser nada...

(Mamã) Não queres ser nada como... quando cresceres?

(Nonô) Não queria ser nada...

(Mamã) Não querias existir???

(Nonô) Existir é bom. Mas eu acho que preferia ser vento...



(Nonô) Olha, mamã... Fiz-te uma surpresa!


Quanto não vale uma filhota assim...

(e sim, sim... eu sei que isto não vai durar para sempre. Qualquer dia andamos às turras, e vão ser das valentes! Mas deixem-me aproveitar enquanto dura, ok?)

5.5 milhões de crianças sírias estão literalmente a morrer de frio!
(ler notícias recentes AQUI)

Deixo o apelo a todos os pais que possam contribuir. Reúnam as roupas e calçado que puderem e entreguem na Cáritas da vossa região, com a máxima urgência.
Podem consultar as moradas neste site.

Obrigada!


A caminho da escola, chega-nos a notícia de que o Ronaldo completa hoje 30 anos.


(Dudu) Ó mãe... podemos ir aos anos dele?

(Mãe) Ó filho... eu acho que não. Ele não nos convidou.

(Dudu) E eu posso convidá-lo para a minha festa de anos?

(Mãe) Podes, filho. Mas eu acho que ele não pode vir... Ele é muito ocupado. Tem muitos jogos.

(Dudu) Mas ele até foi expulso de um jogo! Se calhar agora tem mais tempo...


Ah, inocência boa!
Parabéns, Ronaldo! E se quiseres aparecer cá por casa em Maio, estás desde já convidado... o Dudu agradece!

(Nonô) Mamã... Fiz-te uns presentinhos na escola...






Abracinho doce e prolongado.
É mesmo aproveitar enquanto dura...
Apesar de ter Inglês desde os 5 anos, o Titão, literalmente, não "pescava" nada daquilo...
E como ele custou a encarreirar no português, a Mamã sempre lhe disse: "Primeiro o Português, depois logo pensamos no Inglês..."

O problema é que ele este ano começou a ter testes à língua inglesa e os do trimestre passado foram uma desgraça. Encarreirado no Português, acabou por ficar coxo a Inglês!

(Sebastião) E agora, Mãe?
(Mãe) Agora... vamos ter de recuperar o tempo perdido!

Jogos aqui, conversas acolá, exercícios acoli... acabei por descobrir este livro muito divertido para ajudar a decorar vocabulário. Uma boa ajuda para crianças (como o meu Titão) que adoram entender e detestam decorar. Com rimas a ajudar, vai ser Inglês até fartar!



No domingo à tarde, cada um tem liberdade para ser o que quiser...

(mas nem vos conto o susto que eu apanhei quando ele me apareceu assim vestido na cozinha...)

Dudu aparece vestido com o equipamento do Porto e as chuteiras calçadas.


(Dudu) Mãe... Quando eu crescer vou ser o Ronaldo!

(Mãe) Queres ser jogador de futebol?

(Dudu) Não, eu quero ser o Ronaldo.

(Mãe) Mas o Ronaldo não podes ser, filho. O Ronaldo já existe.

(Dudu) E quando ele morrer, posso ser o Ronaldo?

(Mãe) Oh, filho... Mas para que é que tu queres ser o Ronaldo? O Duarte também pode ser um excelente jogador...

(Dudu) O Sebastião disse-me que eu aos 18 anos posso mudar de nome. Vou mudar para Ronaldo.


Estava tão determinado, que a Mamã achou que tinha de recorrer a outro tipo de armas...


(Mãe com voz de relato de futebol) A bola passa o meio campo. Duarte do Ó avança com a bola. Finta o Afonso. Finta o Sebastião. Finta o próprio Ronaldo. É incrível! Recuperação magnífica de Duarte do Ó. E avança... e avança... e a baliza está à sua frente... o guarda-redes posiciona-se... Duarte do Ó puxa o pé atrás. Chuta. A bola voa até à baliza. O guarda-redes salta mas não tem hipóteses... e é GOOOOLLLLLOOOOOOOOOOOO! GOOOLLLLOOOOOOO do Duarte do Ó! Do grande e do magnífico Duarte do Ó! A sua mãe chora na bancada. Bate palmas. E grita: "Du-ar-te! Du-ar-te! Du-ar-te!"


(Dudu a rir à gargalhada) Ó Mãe... faz outra vez...


Uns 5 relatos depois (e com a voz já a falhar), a Mamã já o tinha feito esquecer a história do Ronaldo. O Duarte do Ó é que era! Esse grande jogador que deixa a bancada ao rubro... e a mamã num pranto!
Mãe sofre!


Viagem de carro com os gémeos na galhofa.


(Mamã) Vá, meninos... A mãe vai ensinar-vos a ler. O B e o A faz...

(Dudu e Nonô) ???

(Mamã) BA! O B e o E faz...

(Dudu e Nonô) BA!

(Mamã) BÉ!

(Dudu e Nonô) Méeeee!

(Mamã) Não é Méeee! É Béeeee! B mais A faz...

(Dudu e Nonô) Béeeeee!!!

(Mamã) Báaaaa!

(Dudu e Nonô) Béeee, Báaaa, Méeee, Béeeee...

(Mamã) Meninos, vá... atenção! Vamos tentar outra letra: P e A faz...

(Dudu e Nonô) Báaaa!

(Mãe) Não! Agora não é Báaa, é Páaaa!

(Dudu e Nonô) Páaaaa!

(Mãe) E P e E faz...

(Dudu e Nonô) Páaa! Péeee! Méeee! Cocóoo! Xixiiii!!!



Mãe desiste e põe uma música na rádio.
Definitivamente, santos da casa não fazem milagres...



E ao fim de duas ninhadas e uma semana de intenso e louco namoro com os gatos da vizinhança, a nossa Mia foi finalmente esterilizada...
Correu tudo bem, regressou a casa no mesmo dia e só se queixa da proteção que tem amarrada à cabeça, e que lhe prejudica a desejada mobilidade.
Mas o que tem sido maravilhoso de ver é a preocupação do seu filhote, que a segue para todo o lado com ar apreensivo (é que os seus olhinhos metem dó!), que a lambe, e que se deita pertinho dela para lhe dar a sua proteção. Quando ele era pequenino, era a mãe que cuidava dele. Agora, é ele a cuidar da sua mamã.
E alguém ainda duvida que os animais têm sentimentos? (Se duvidam, espreitem também estes estudos científicos)