Há 12 anos, olhei-te com a certeza de que a minha vida nunca mais seria a mesma. Vinhas preparado para não me deixar dormir durante uns bons meses, para seres refilão, questionares tudo, argumentares sempre, com uma coragem, um sentido de justiça e uma vontade de virar o mundo do avesso que ainda hoje continuam a impressionar-me. Medimos muitas vezes forças, mas é assim que eu aprendo contigo e eu espero que aprendas comigo também (e não o trocava por nada!). E se hoje tivesse de te deixar um conselho, é para que nunca deixes de acreditar que tudo é questionável, mas que tudo é possível também. Respira fundo, reavalia o cenário, recria soluções, e transforma o teu e o nosso mundo!
Adoro-te, meu filhão mais velho!

(Dudu) Mãe, eu queria morar numa aldeia...

(Mãe) Porquê, Dudu?

(Dudu) Havia menos barulho. A cidade é muito barulhenta.

(Mãe) Estiveste a falar sobre isso na escola?

(Dudu) Não, fui eu que pensei. Acho que preferia viver numa aldeia...


Sexta-feira é dia... de almoço dos manos!
Decidem, cozinham, preparam... e também sujam, e muito!, mas depois limpam tudo.



E hoje o repasto incluiu massa integral com molho de tomate e orégãos, ovos panados e sumo de laranja. Só a sopa e a salada é que não foram feitas por eles. Disseram que era a melhor comida do mundo, e eu acreditei. Quando empenhamos o nosso trabalho em algo, tem sempre muito mais sabor...


Um dia, enquanto passava a sopa para o jantar, os meus gémeos de 2 anos arrastarem um baú até junto de uma parede, conseguiram abrir uma janela e foram brincar para o telhado. Um vizinho viu-os e alertou-me. Felizmente, não lhes aconteceu nada.
De outra vez, enquanto ia à cave buscar uma mala de viagem, resolveram empurrar a porta e trancar-me lá dentro. Não tinha telemóvel para chamar ninguém e não sei como consegui aguentá-los perto da porta, com canções, enquanto ia pedindo, ora a um ora a outro, que tentassem rodar a chave no sentido certo. Felizmente, não lhes aconteceu nada.
São apenas duas das muitas histórias que tenho com os meus gémeos. Os mais velhos não são gémeos mas, com dois anos de diferente, e igual tendência para o disparate (ou não tivessem eles a quem sair, na energia e na criatividade), já me fizeram passar por outras tantas tropelias.
Sei o que é o cansaço de não dormir, o que é ter uma casa que "parece uma firma", não sei felizmente o que é trabalhar nos turnos da noite, não ter vaga numa escola nem dinheiro para pagar um infantário, e muito menos ter um dos meus quatro filhos internado há 18 meses no hospital.

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2015-10-23-Pai-dos-gemeos-encontrados-sozinhos-diz-se-vitima-de-cansaco-devido-a-falta-de-apoio--

Não, estes pais não precisam que lhes tirem os filhos. Estes pais precisam, como a maioria dos pais que têm filhos, de condições para os criarem. De tempo, de verdadeiros apoios, de uma rede local, e de algo que considero neste momento fundamental, que é o da dignificação do papel da maternidade/paternidade, que hoje parece, verdadeiramente, uma teimosia de uns quantos loucos que, dispondo do dinheiro que não têm e do tempo que ninguém lhes dá, se atrevem a pôr crianças no mundo...

Mais uma patinadora cá em casa...
Agora é torcer para que corra tudo "sobre rodas", e a família não "patine" no meio de tanta atividade :)

Dudu no carro, a observar um velhote que caminhava na rua, cabisbaixo.


(Dudu) Mamã, olha aquele velhote, coitadinho... Eu acho que ele deseja morrer...


E é assim o meu pequeno pestinha, cheio de ideias marotas na cabeça, mas com um coração de manteiga...
Mamã de roda dos pequenotes, a ajudá-los com as letras, sílabas, palavras e primeiras frases.
Sebastião, que tem um jeito inato para ajudar os mais pequenotes, junta-se para ajudar a mamã.

(Sebastião) Tu ficas com um gémeo, eu fico com o outro.

Foi uma ajuda preciosa, que rapidamente começou a dar os seus frutos. Os gémeos já tinham de ler frases completas, e o milagre da leitura aconteceu. Devagarinho e ainda timidamente, mas aconteceu.

(Sebastião) Ó mãe, porque é que tu não fizeste isto comigo no primeiro ano?

Mamã engoliu em seco, faca espetada no coração.

(Mãe) Não foi uma altura fácil, Titão. Os teus manos eram pequenos, davam muito trabalho, a mãe estava a escrever aquela série "Maternidade"... foi uma fase mesmo complicado.
(Sebastião) Se tivesses treinado comigo desta maneira, eu tinha aprendido a ler mais depressa...

E os seus olhos, sempre tão alegres, eram agora uns olhos tristes de partir o coração. As letras estacaram, as sílabas esmoreceram, as palavras encheram-se de lágrimas e as frases tornaram-se tristes.

(Mãe) Ó, filhote... não é fácil ser o mano do meio. E apanhaste a mãe muito ocupada, nem sempre teve muito tempo para ti. Mas agora és filho único quase todas as tardes, já viste? És o filho que passa mais tempo com a mãe. Havemos de conseguir compensar o que ficou para trás, não achas?

Assentiu, com os olhos novamente felizes. As letras voltaram a pular, as sílabas amaram-se, geraram novas palavras e as frases ficaram radiantes.

Não sou uma mães que acha que uma família numerosa é sempre o melhor do mundo. Pessoalmente, gosto da casa cheia, da confusão, de lidar com a personalidade de cada um dos meus filhos e aprender o que cada um deles tem para me dar. Acho que ter uma casa cheia também é bom para eles, porque os enche de alegria, boa confusão, capacidade de partilha e de entreajuda. Mas não existem cenários perfeitos. Alguma coisa fica sempre para trás. Ficam programas que não podemos fazer porque somos muitos e/ou fazemos muita confusão. Falta tempo de qualidade em casal. Falta descanso. Falta tempo para levar alguns projetos pessoais e profissionais avante. E falta também, por vezes, tempo para apoiar, de forma individualizada, e respondendo às necessidades específicas, cada um dos filhos. Cá estaremos para tentar geri-lo e compensá-lo, da forma que pudermos e soubermos. E torcer para que, no final desta aventura, olhemos para trás e, colocando na balança os sucessos e os erros, o saldo resulte positivo.
Costumo dizer à minha gata que ela teve um bocadinho de azar, por vir parar a uma família com 4 filhos e tantos afazeres.
A verdade é que, nas alturas certas, ela também tem um bocadinho de sorte. Veio parar a uma família que sabe enfiar medicamentos pela goela abaixo quando é preciso. Dizer "hoje não sais de casa" e garantir que isso se cumpre. Arranjar uma boa caminha e dar uns bons mimos, que são sempre meio caminho andando para a cura.
Põe-te boa depressa, minha companheira felina!

No outro dia falaram-me de um jovem universitário que foi estudar para a Alemanha, e que treinava o seu Alemão com livros da Anita, nessa língua.

Cá em casa ainda não há universitários, mas de entre os livros que trazemos da biblioteca, existem sempre agora um espanhol, para o Afonso ler e traduzir aos manos.

Sexta-feira é o dia em que tenho os dois filhos mais velhos com a tarde livre.
É também o último dia da semana, aquele em que eles estão mais cansados e fartos de uma semana inteira de aulas, trabalhos e afins.
Apanhei-os na escola e fiz-lhe a pergunta errada:

(Mãe) Quantos testes têm para a semana? Como é que estão a pensar organizar o vosso estudo?

Ouvi bocejos, vi olhos revirados e, claro, ouvi as resmunguices do Afonso.

(Afonso) Porque é que a escola tem de ser uma seca? O Sebastião está a dar os números primos, os planetas, as classes de palavras... e eu estou a repetir tudo outra vez! Como se dois anos depois já me tivesse esquecido...

(Mãe) Mas estás a aprofundar...

(Afonso) Então para isso davam tudo de uma vez! Para que é que nos andam a empatar? E porque é que nos obrigam a estudar coisas que não nos interessam para nada? Que não nos servem para nada!

(Mãe) O que é que tu aprendeste hoje que não te serve para nada?

(Afonso) Todos os tempos verbais, possíveis e imaginários, por exemplo.

(Mãe) Mas isso é importante para saberes falar corretamente.

(Afonso) Mas eu já falo corretamente. Para que é que eu preciso de saber se o verbo que estou a dizer é no Pretérito Perfeito do Conjuntivo, no Infinitivo ou no Condicional? O que é que isso interessa para o meu futuro? E porque é que ninguém me pergunta o que é que me interessa?

Respirei fundo, abri os vidros, mudei a música para algo mais animado.

(Mãe) Tu sabes que a mãe concorda contigo, em certa medida. Acho que há conhecimentos que são importantes, mas também acho que vocês deveriam ser guiados pelos vossos interesses pessoais. Fazerem as vossas escolhas e aprofundarem aquilo que realmente vos interessa. Mas, para isso mesmo, vocês têm agora mais tempo livre. Sejam organizados, estudem o que têm de estudar para a escola, e depois dediquem o resto do tempo àquilo que vos interessa. Mas é preciso que vocês saibam aquilo que vos interessa. Se tivessem de escolher agora uma matéria para trabalhar e aprofundar, o que é que escolhiam?

(Afonso) Eu gosto de saber mais sobre o universo... outras civilizações... civilizações antigas.

(Mãe) Óptimo. Existem excelentes documentários sobre isso.

(Sebastião) O que eu gosto mesmo é de fazer coisas manuais. A minha disciplina preferida é ET. Queria construir coisas.

(Mãe) Óptimo. Existem excelentes tutoriais na internet, para te ensinar a fazer quase tudo o que quiseres.


Quando decidi que os meus filhos deveriam ir para o ensino público, para terem tardes livres, pensei para comigo elaborar um plano meticuloso em que os poria a fazer tudo aquilo que eu achava importante para o seu crescimento.
Mas tenho vindo a perceber, pouco a pouco, que eu apenas devo intervir orientando as escolhas deles, e garantindo que, a par delas, e independentemente delas, são alimentados também os valores e competências fundamentais para o desenvolvimento de qualquer ser humano. Mas nada será eficaz se eles não forem cada vez mais autónomos nas suas escolhas, e responsáveis por elas. Nesta fase do campeonato, eu terei de ser apenas uma facilitadora, permitindo que eles tenham acesso ao que pode ensinar-lhes (livros, filmes, manuais, passeios, visitas, ações), mas sem imposições. Para impor, já existe o ensino obrigatório.

E hoje surgiu-me este texto sobre a Escola da Ponte. Nunca a visitei, mas neste artigo é dito muito daquilo que eu tenho vindo a perceber ser eficaz, com os meus filhos, e muito possivelmente com todas as crianças:

"A Escola da Ponte não adota um modelo de séries ou ciclos. Lá, os estudantes de diferentes idades se organizam a partir de interesses comuns para desenvolver projetos de pesquisa. Os grupos se formam e se desfazem de acordo com os temas e a partir das relações afetivas que os estudantes estabelecem entre si. (...)
Segundo o projeto educativo, a escola tem como pedagogia o “Fazer a Ponte”, que visa a formação de pessoas autônomas, responsáveis, solidárias, mais cultas e democraticamente comprometidas na construção de um destino coletivo e de um projeto de sociedade que potencialize a afirmação das mais nobres e elevadas qualidades de cada ser humano."

Vale a pena ler o artigo. E creio que vale a pena, dentro da medida das nossas possibilidade, permitir aos nossos filhos esta experiência de autonomia e responsabilização que, a par de uma saudável educação, pode fazer deles pessoas mais preparadas para o futuro que os espera.

http://educacaointegral.org.br/experiencias-internacionais/escola-da-ponte-radicaliza-ideia-de-autonomia-dos-estudantes/

PS - O Afonso já escolheu um conjunto de documentários sobre o universo. E o Sebastião, com os irmãos mais novos, vai fazer https://www.facebook.com/Channel4News/videos/10153275300621939/?pnref=story. E, entre a poderosa insignificância de sermos um grão de areia no universo, e a capacidade de reconstruirmos os nossos sonhos, mesmo no pior cenário, hei-de conseguir transmitir-lhes os valores também os valores que me interessam...
A chuva e a ventania assustou-nos.
Havia testes. Havia Jogos de hóquei. A mamã tinha de escrever.
Mas ontem, numa brecha de sol, pegámos nas bicicletas e na cadela e fomos correr o quarteirão. E os sorrisos deles rasgaram-se. As preocupações foram embora. As implicações, uns com os outros, reduziram.
E eu fiquei com a certeza (como se fosse preciso comprová-lo para sabê-lo...) de que é preciso, e é preciso muito, tirá-los de casa, afastá-los da prisão dos ecrãs e da dependência dos gadgets...
É preciso levá-los para junto da natureza, da qual a nossa espécie depende em múltiplos e maravilhosos sentidos.


(Mãe) Dudu, tens de is treinar os "D" maiúsculos...

Resmungou, esperneou, chateeou-se. Repetição, definitivamente, não é com ele.
O que obriga a soluções mais criativas...


(Mãe) Imagina que esta folha é o planeta dos "D"...


Arregalou os olhos e lançou-se à tarefa.




No Manual de Instruções dos Filhos (que alguém um dia deveria fazer) não pode faltar um capítulo sobre "técnicas para estimular os filhos mais preguiçosos"...

Mamã entra no quarto do Dudu, para verificar se ele já vestiu o pijama, após o banho.


(Dudu) Não podes entrar aqui, mãe! Não vês que eu já sou um homem?


Reduzi-me à minha insignificância, saí do quarto e fechei-lhe a porta.
E é assim que, de um dia para o outro, percebemos que eles crescem...
Depois de muito chatear os meus filhotes para a necessidade de eles terem iniciativa e de procurarem ocupar os seus tempos livres com algo que os faça crescer enquanto pessoas, futuros profissionais e pensadores deste mundo, o Afonso teve uma ideia "brilhante":

(Afonso) Vamos construir armas de papel, mãe!

Revirei os olhos, depois respirei fundo.

(Mãe) Armas de papel, Afonso? Tu achas mesmo que isso é o melhor que podes fazer por ti?

Resmungou. Assim como ele agora resmunga, de braços no ar e olhos esbugalhados, como se o mundo estivesse todo contra ele (e a mãe a liderar o movimento):

(Afonso) Estás sempre a dizer que temos de ter ideias, mostrar iniciativa. E agora que descobrimos uma coisa interessante, não nos deixa fazer...

Respirei fundo outra vez. Reposicionei-me. Era uma primeira iniciativa. Um projeto a desenvolver. Não poderia ser assim tão mau. Antes este do que nenhum. E que a seguir a este viessem outros melhores...

(Mãe) Só tinha em mente uma coisa coisa. Mas tudo bem. Vocês é que sabem. É um projeto tão válido como outro qualquer. Venham de lá essas armas de papel!


E a primeira aí está, construída durante quase uma hora pelo Sebastião, seguindo o tutorial brasileiro. Hoje à tarde o Afonso vai fazer uma bazuca de papel. Amanhã vão construir armas para os manos e, no fim de semana, construir fortes para fazer uma batalha... de papel.

Não, realmente não era isto que eu tinha em mente. Mas se este projeto se concretizar, pode ser que para a semana um outro, diferente, ganhe também pernas para andar.

Cansada de me "passar" com a peste número 1 cá de casa, o senhor Dudu, fechei-me no quarto a respirar fundo e a pensar que teria de arranjar uma solução criativa para resolver o conflito latente Mamã-Dudu. Saí com a solução possível - não muito criativa, mas pronto:

(Mãe) Dudu, vou pôr esta folha no frigorífico. De um lado estou eu, do outro estás tu. A mãe vai fazer um esforço grande para não se passar contigo. Vou deixar de berrar e de te prometer castigos para a eternidade. Sempre que eu falhar, levo um tracinho. Já tu, tens de te comprometer a não me fazeres perder o juízo. Não podes ser malcriado, responder-me torto nem bater com as coisas quando estiveres enervado. Sempre que o fizeres, és tu que levas um risquinho.


O papel manhoso ficou no frigorífico. E o primeiro a levar tracinhos, num fim de semana atribulado (ainda por cima com chuva!) foi o Dudu. Eu fiz um grande esforço para não levar tracinhos (Sara, controla-te!), mesmo quando ele prometia virar a casa do avesso. Afinal de contas, se ele está em idade de aprender a controlar-se, eu já levo 37 anos disto. Era minha obrigação conseguir manter a serenidade até nos piores cenários.

Mas ontem, fim de tarde de domingo, depois de o pequeno Dudu já ter esticado a corda até ao limite, senti-me naquele limbo difícil (ai, Sara, que tu não te vais controlar!). E a dada altura disse mesmo para mim mesma: "Que se lixe! Ele vai mesmo aprender uma lição!"

E o que se seguiu não foi bonito. Berrei, persegui-o pela casa toda, pu-lo no quarto de castigo... e depois fui pôr um tracinho no frigorífico. Um no lado dele... outro no meu! E, quando ele acalmou e eu fui falar com ele, contei-lhe o que tinha feito:

(Mãe) Das quatro vezes em que te portaste muito mal, Duarte, só me enfureci numa delas. Eu estou a fazer um esforço grande para não ter tracinhos do meu lado. Agora, tu tens de fazer um esforço para não teres tracinhos do teu. Temos de ser os dois a tentar, se não isto não vai resultar...

Pediu desculpa e prometeu que ia tentar melhorar o comportamento. Eu também. Porque não, a maternidade não é coisa fácil. Exige habilidades que às vezes não possuímos. Exige controlo, disciplina e liderança, que às vezes são características que não temos. Ser mãe é trabalhar isso tudo, diariamente, com cada filho. E quando nos sai um diabrete na rifa, mais exigente se torna essa tarefa. É como ter um cliente mais difícil, combater um vírus mais potente, pentear um cabelo mais rebelde, jogar contra um adversário cheio de bons jogadores. Estamos sempre em jogo, e perder não é uma opção. Mas ganhar... ganhar, às vezes, dá mesmo muito trabalho!

Querida Floresta, era melhor escolheres uma família com menos malucos por metro quadrado... mas vamos dar o nosso melhor, ok?

Conversa ao jantar:

(Mãe) Dudu, tu estás ficar um grande jogador de hóquei...

(Dudu) Eu sei. Sou uma estrela!

...

(Mãe) Dudu, podes baixar por favor os braços e comeres a sopa?

(Dudu) Não posso, mãe. Sou uma estrela. As estrelas, que eu saiba, não se mexem.
Agora ocupa mais tempo com as letras e os números do que com os desenhos, mas a criatividade continua...


(Mãe) O que é isto por cima do mar, Dudu?

(Dudu) É uma antena especial que eu inventei, para descobrir onde estão os tubarões. Assim ninguém é atacado...

(Mãe) Então e o que é esta decoração nesta montanha?

(Dudu) É um X. É uma montanha perigosa, então as pessoas põem um X gigante para ninguém subir.

(Mãe) Parece-me uma excelente ideia. E tens dois sóis?

(Dudu) Não, mãe!!! Só o amarelo é que é o sol. Achas que eu fazia o sol preto? O preto é um satélite.


Ponto...




(Mãe) O mar está cheio de tubarões, Dudu! Ainda bem que estás no barco...

(Dudu) Estou a flutuar. Tu já alguma vez flutuaste?

(Mãe) Já. Gosto muito de flutuar na água.

(Dudu) Não é esse flutuar, mãe! Isso toda a gente consegue. Estou a dizer flutuar no vento... Já flutuaste?

(Mãe) Não. E tu?

(Dudu) Sim. No desenho...


E valha-nos a nossa imaginação!
A Agenda do Instituto de Apoio à Criança já está a ser preparada, com desenhos lindos de muitas crianças apoiadas pelo IAC, e textos de vários autores, como Alice Cardoso, António Torrado, José Fanha, Fernando Cardoso, Luísa Ducla Soares, Margarida Fonseca Santos, Raquel Palermo, Sílvia Alves... e eu também (espero que gostem!).
Contém também dicas de segurança sobre a utilização da internet, a proteção da imagem, prevenção do cyberbullying, hábitos de conduta livres de riscos (prevenir raptos) e denúncia de abusos sobre a criança, bem como alguns jogos pedagógicos para os mais novos.


Para se tornar viável, e poder ajudar cada vez mais crianças e jovens que precisam do apoio de todos nós, foi criado um projeto de Crowdfunding, no qual vos convido a participar!

"O nosso projeto de crowdfunding 'Agenda 2016 do Instituto de Apoio à Criança', cujo objetivo inicial é angariar verba para a produção da agenda e a motivação final é o desenvolvimento de novos projetos ligados à prevenção de situações de violência entre os jovens, necessita do seu apoio. Se o seu donativo for superior a 10€, além das recompensas enumeradas no PPL, vai receber também um exemplar da agenda. Mas 1€ já é uma ajuda. Euro a euro…

Para apoiar a Campanha de Crowdfunding do CEDI Instituto de Apoio à Criança, aceda ao link http://ppl.com.pt/pt/causas/agenda-iac-2016

Na causa 'Agenda IAC 2016 Pela Defesa e Promoção dos Direitos da Criança' introduza o valor do seu contributo, clicando posteriormente em CONTRIBUIR. Continue o processo seguindo os passos que constam do formulário. Aconselhamos a selecionar a opção 'Desejo doar o valor a este promotor, mesmo que a campanha não angarie a totalidade dos fundos' para que possamos dispor de qualquer verba angariada e, desta forma, concretizar o nosso objetivo. A plataforma do PPL irá gerar uma Referência Multibanco para que possa fazer o seu contributo à campanha."

Espreitem o vídeo de apresentação do projeto e contribuam para esta causa, que nos diz tanto a nós, pais, familiares, educadores, professores, e todos aqueles que lidam diariamente com o melhor do mundo, as nossas crianças.


A Greenfest já arrancou, no Centro de Congressos do Estoril, e hoje estive por lá com a Sailors for the Sea Portugal a sensibilizar meninos de várias escolas para a importância de defender os nossos mares, bem como as espécies que neles habitam.


O livro A Garrafa Mágica deu o mote, e o ilustrador João Rodrigues juntou-se à festa, para ajudar os mais pequenotes a fazer um cartaz sobre a proteção dos oceanos.


Os mais velhos escreveram o seu compromisso e levaram para casa um panfleto de boas práticas, para prender no frigorífico, e ter sempre em atenção, no dia-a-dia.


Amanhã e Domingo, entre as 15h e as 17h, estaremos novamente por lá, à espera de todos aqueles que queiram tornar-se verdadeiros Guardiões dos nossos Mares!
(e não deixem de consultar o restante programa da Greenfest, a maior feira da sustentabilidade do país, cheiiinha de atividades para todas as idades e interesses)