A Sailors for the Sea Portugal participou na limpeza de Praia internacional que aconteceu hoje de manhã, um pouco por todo o mundo. Em Cascais foram mais de 30 pessoas que se juntaram para apanhar o lixo espalhado entre a Marina e a Boca do Inferno. Enchemos mais de 20 sacos de lixo diversificado que, em alguns casos, demoraria várias centenas e milhares de anos a decompor-se.

Éramos adultos e éramos crianças também. Crianças que perceberam como o lixo pode afetar um dos nossos bens mais preciosos - o mar - bem como as espécies que nele habitam. Crianças que, apanhando o lixo dos outros, percebem que não querem ser parte desse lixo nem contribuir para ele.




(Afonso) Mãe, tive uma ideia para um cartoon sobre a crise dos refugiados.


Mãe respira fundo, à espera do pior.


(Afonso) Um alemão com um tubo de cola UHU a tentar colar os pedaços do muro de Berlim para travar os refugiados...



Já temos tarefa para amanhã...

(Mãe) E então, Nonô? Já sabes os nomes de alguns coleguinhas?

(Nonô) Não... Sabes como é que eu acho que devia ser? A professora levava uma bolinha, depois atirava para um aluno e ele dizia o nome. Depois esse aluno atirava para outro e esse dizia o nome... e a bolinha tinha de passar por todos!

...

(Nonô) Mamã, imprimes alguns desenhos para pintar? Da Violetta, da Monster High e do Frozen...

(Mãe) Para tu pintares no fim de semana?

(Nonô) Não, é para levar às minhas novas amigas. Assim elas vão ficar curiosas, perguntam o meu nome e assim...
Gémeos relatam um dos trabalho na escola nova.


(Nonô) Tínhamos de cortar e colar uns quadrados com uma história.

(Dudu) Era uma história em bonecos. Primeiro tinha uma boneca a varrer o chão com uma vassoura.

(Nonô) Depois ela descobre uma moeda...

(Mãe) Isso é a história da Carochinha!

(Dudu) Sim, é isso. A professora perguntou se nós sabíamos qual era a história...

(Mãe) E vocês sabiam?

(Nonô) Não! Nunca nos falaste dessa Carochinha...


E a mamã enfiou a carapuça. Desde que os gémeos são bebés que ouvem uma história diferente todas as noites, têm centenas e centenas de livros cá em casa, todas as semanas vamos à biblioteca buscar mais e diferentes... e nunca me passou pela cabeça contar-lhes a história da Carochinha!!!

Mas pronto, quero acreditar que a história de uma carocha que encontra uma moeda e resolve casar, escolhe um rato mas este era guloso e cai no caldeirão no dia do casamento, também não lhes vai fazer assim tanta falta para o seu futuro...
Para um grande fim de semana em família!

(Família + Sustentabilidade + Solidariedade = Mundo melhor)


Dia 19 - Manhã - Limpeza de praia



Dia 19 e 20 - Family Land



Dia 20 - Manhã - Mercado da Bagageira




Dia 20 - Tarde - Dia Verde

Sebastião, o meu filho esquecido:

- Mãe, estive a pensar... acho que eu devia tomar Memofant!
Balanço do primeiro dia de aulas:

- Apesar de terem passado o verão a dizer que iam ficar longe um do outro na sala de aula (aliás, eles até queriam ficar em salas separadas!), assim que entraram foram juntos para dois lugares lado a lado, o mais à frente que conseguiram ("Lá à frente vê-se melhor, Nonô!", sugeriu o Dudu). E, quando os fui buscar, só faltou virem de mão dada. Ou seja, depois de um verão inteiro a azucrinarem-se um ao outro (e, consequentemente, a azucrinarem a mamã que teve de os separar várias vezes), voltaram hoje da escola mais unidos do que nunca. Parece que ficarem um dia inteiro num local onde não conhecem mais ninguém faz milagres...

- Fizeram um desenho para a professora. O Dudu fez um castelo assustador com uma pessoa (ele próprio... claro!). A Nonô muitos corações, flores, árvores e passarinhos. É da maneira que a professora vai logo perceber que eles, de gémeos, só têm a cor dos olhos e do cabelo.

- "Hoje só fizemos desenhos, mãe. Afinal o 1º ciclo é buéda fácil..." (Dudu)

Amanhã há mais! (arroz com pardais)


Ui, que este tem mesmo a nossa cara...




"Filhos sem birras, sem nódoas, sentados direitos, a obedecerem à primeira e sem galos na cabeça. Filhos com notas de excelência, imaculados e que têm o quarto num verdadeiro brinco. Já agora, também era cinco estrelas sermos todos pais perfeitos, sem falhas e sempre a dizer que sim a tudo.

Mas sabemos que não é assim e nem lá perto. Neste livro, Rita Ferro Alvim fala-nos, num tom descontraído e bem-humorado, sobre os desafios de educação que se vão colocando aos pais à medida que os filhos crescem. E ilustra tudo com fotografias criativas e muito ternurentas!"
Sou fã do conceito, sou fã da Cátia Cabaceira, professora de primeiro ciclo "fora da caixa" que criou o blog Mesa da Cabaceira, para ajudar os pais e outros professores a ajudar, de formas criativas, os seus filhos e alunos a aprender.

Se ainda não conhecem, toca a espreitar e a seguir!

http://pereiracatia.wix.com/mesadacabaceira?fb_ref=Default#!F%C3%A9rias-aos-quadradinhos/c1vga/55f9840b0cf29dcad94baf15
E depois de uma valente maratona dos papás para etiquetar todos os lápis, canetas, colas, réguas e afins, temos finalmente tudo pronto para amanhã...



Boa sorte, meus pequeninos! Que amanhã seja o primeiro dia de uma saborosa e proveitosa aventura...
Não foi fácil dizer aos gémeos que iam trocar de escola. Só tivemos coragem a meio das férias, quando já ambos tinham feito coisas diferentes, conhecido amigos novos... E a verdade é que reagiram muito bem. Aceitaram e confiaram na nossa decisão. Se tínhamos decidido, estava decidido.

Mas hoje, enquanto os pais falavam com a nova professora na manhã de apresentação, eles resolveram ir brincar no pátio novo e a Nonô... perdeu-se. Tem aquele bom sentido de orientação da sua mãe (que é mesma coisa que dizer que não tem sentido de orientação nenhum!) e já não sabia vir ter connosco. Quando o pai a descobriu agarrou-se a ele assustada. E o resultado foi que, hoje à tarde, sentou-se no meu colo a choramingar e disse-me que, afinal, já não queria ir para a escola nova! Queria ficar na antiga, como os amigos. "Ainda posso ir para lá, mãe?"

Estava inconsolável e a mãe, que sou eu, de coração partido!
Lá lhe contei como foi o meu primeiro dia, os medos que senti e como os enfrentei. Nunca andei num pré-escolar, não conhecia nenhum menino da minha sala, quando entrei. E não, não foi fácil, mas ao fim de pouco tempo já tinha bons amigos e aprendido muitas coisas importantes.
Ouvi-me, acalmou um bocadinho, mas depois voltou a choramingar. "Eu quero a escola antiga!"

O que fazer?
Já passava da hora de ir para a cama, nem havia muito tempo para contar a história de boa-noite, mas talvez um bom livro me pudesse ajudar a resolver o problema. Olhei para as prateleiras, em busca de solução, enquanto ela soluçava ao meu lado... e a solução (ou o mais aproximado disso) acabou por surgir, na prateleira do Sebastião.


"Crianças do mundo", capítulo sobre como são as escolas dos meninos de vários países. Teria de servir...


Sentámo-nos todos na cama do Afonso (aproveitando que ele estava a dormir fora, em casa de um amigo), a Nonô aninhada no colo da sua mamã, falámos sobre o que aprendiam os meninos de outros países (Canadá, Gronelândia, Austrália, Congo, Brasil...), como aprendiam, como eram as suas rotinas, as suas brincadeiras no recreio, os seus lanches e almoços... e como, apesar de todas as queixas que possamos ter, somos uns privilegiados. Temos possibilidade de ir à escola (como muitos meninos ainda não têm neste nosso mundo), têm imensos materiais, livros, escolas bonitas, recreios espaçosos, lanches saborosos, professores e pais que os acompanham... e isso é realmente uma grande sorte! E que grande aventura é que aquela que começará amanhã.
Depois ainda falámos sobre os refugiados, que não vinham no livro. Os meninos que fogem da guerra e da fome. O que eles não dariam para estar num sítio tranquilo e ter uma escola como a deles...

E, pouco a pouco, a Nonô sossegou. Aninhou-se a mim e, quando dei por ela, até já estava a dormitar.
E amanhã não sei como será de manhã, quando tiver de a deixar pela primeira vez o dia todo. Mas não há dúvida de que olhar à nossa volta e conhecer outras realidade ajuda-nos a perceber como temos poucos, mas tão poucos motivos de queixa, no nosso dia-a-dia "difícil"... As dores da separação, do crescimento e do início de novas etapas fazem parte, e até é estranho que eles não as sintam. Mas também é bom, desde pequenino, aprender a relativizar.

Hoje, a Nonô adormeceu de coração apertadinho. E a verdade é que eu, que hoje lhe dei este sermão todo (porque a vida também já me ensinou a relativizar tanta coisa), não tenho o coração mais solto, porque as dores dos nossos filhotes são as nossas. Mas conto, dia após dia, ajudá-la a recuperar o seu sorriso rasgado, para o meu voltar a rasgar-se também.
Mamã a trabalhar furiosamente ao computador, para tentar compensar os 15 dias deste mês que não conseguiu trabalhar nada de jeito por ter os filhotes em casa, e um arranque do ano letivo x 4 por preparar.
Nonô entra no escritório com uma caixa cheia de bonecos.

(Nonô) Mãe, queres montar comigo um castelo?

(Mãe) Filha, a mãe agora não pode. Dá-me um minuto.


Nonô desaparece e reaparece um minuto depois.


(Nonô) Mamã, já podes brincar.

(Mãe) Não, filha. Preciso de mais minutos.

(Nonô) Quantos?

(Mãe) Uns 30, pelo menos.

(Nonô) Tantos?? E para que é que precisas disso tudo?

(Mãe) Ó filha... a mãe tem de trabalhar. Se não trabalhar, não ganha dinheiro. E nós precisamos de dinheiro para viver...


Nonô pensa um bocadinho e depois faz um ar maroto.


(Nonô) Já sei! Podias ir tirar umas moedas ao pai, daquelas que ele tem naquela tacinha, e assim já podias vir brincar comigo.


E a mãe tem um romance por terminar.
E a mãe tinha um romance por terminar...
Começa amanhã uma nova etapa na vida dos nossos filhos. Depois de muito ponderar, pesar muito bem os prós e os contras, decidimos passá-los para o ensino público. Ter os filhos num colégio - podendo pagar a fatura, que é cara, sobretudo quando se tem mais do que um filho - tem vantagens, é inegável. No nosso caso, permitia-nos ter todos juntos num mesmo colégio, com o mesmo horário de entrada e de saída. O corpo docente era estável e, em caso de faltas, o acompanhamento estaria assegurado.
Mas o ensino público tem igualmente muitas vantagens (para além do preço, vantagem óbvia). Percebemos, com o tempo, que há escolas muito boas no nosso concelho. Bem organizadas, com corpos docentes igualmente estáveis, envolvidas em projetos que nos parecem interessantes. Os mais novos, que vão para o 1º ano, terão jornada contínua. Já os mais velhos (5º e 7º), terão tardes livres e horários mais complexos. Em termos logísticos, vai "sair-nos do pêlo". Mas acreditamos que, com algum esforço e organização, vamos conseguir organizar-nos no sentido de os acompanhar e lhes proporcionar, nos seus tempos livres, outras atividades que os enriqueçam como pessoas e cidadãos.
Eu já tenho um projeto familiar na manga (muito em breve conto tudinho!) e o pai também tem pensado sobre o que lhes proporcionar, que possa ser uma mais-valia para o seu futuro. Hoje até disse ao Afonso que ele devia começar a aprender Árabe! Bem... a mãe riu um bocadinho - só um bocadinho, vá. Depois teve de se conter e até concordou. "Podes ir já treinando, escrevendo da direita para a esquerda, Afonso... E se calhar até vai ser mais fácil do que tu imaginas. A tua letrinha não é assim tão diferente da caligrafia árabe, ninguém vai notar a diferença!"

Enfim... torçam por nós! Começa amanhã a grande aventura...

Mamã dá um abraço bem apertadinho ao seu filhote Dudu:

(Dudu) Ai, mamã! Estás-me a magoar o entrecosto das costas...

(Afonso) Mãe, sabes que o meu ponto alto, no ano passado, foi a vender agendas... Vendi 50 numa semana.

(Mãe) Eu sei. Foste o rei da lábia!

(Afonso) Foi fácil. Só tinha de esperar por um bom momento das pessoas. Não podia ir incomodá-las quando elas estavam por exemplo a sair do carro, à pressa, ou a correr com os filhos. Tinham de estar descansadas. Eu aproximava-me e fazia um grande sorriso. Daqueles sorrisos que cativam logo as pessoas. Depois mostrava a agenda e dizia coisas boas acerca do "produto", para justificar o preço. Mas o ponto alto era quando eu explicava que os lucros... os lucros... como é que se diz, mãe?

(Mãe) Revertiam?

(Afonso) Eu não dizia assim, mas "revertiam" é bom. É uma boa palavra para incluir na minha técnica. Ora os lucros revertiam para uma instituição que acolhe crianças desprotegidas e sem ninguém. Aqui tínhamos que fazer uma cara triste. Quando cai uma lágrima é ainda melhor!

(Mãe já escandalizada) Afonso!!!

(Afonso) O que foi, mãe? É por uma boa causa! Vale tudo. A pessoa não resistia e comprava. E no final tínhamos de ser simpáticos. Quem sabe essa pessoa ainda me comprava outra agenda, noutra altura... Mas eu ia sobretudo aos mais velhotes. Os avós com os netos não me resistiam! Eu mostrava as imagens aos pequeninos e ele começavam logo a pedir aos avós para comprar... Era limpinho!


Era, efetivamente, para uma boa causa. Mas nunca pensei que o meu filho fosse dotado de tantas manhas de vendedor...

(Mãe) Afonso, não vais acreditar, mas quando a mãe era pequena e o Mário Soares se candidatou a Presidente da República, o seu slogan de campanha era "Soares é Fixe". E nós andávamos todos a gritar pela rua "Soares é fixe! E o resto que se lixe..."

Afonso ri a bom rir.

(Afonso) Deixa-me adivinhar... Isso foi nos loucos anos 80!

Só podia, não é?


Filhotes a estender a roupa.

Nonô aproxima-se, com ar crítico:

(Nonô) Mãe, eles estão a lutar com a roupa outra vez...

Afonso vem logo atrás, em sua defesa:

(Afonso) Não estamos a tocar com a roupa no chão, mãe. Não estamos a sujá-la, juro-te! Só estamos a tentar divertir-nos enquanto fazemos uma coisa muito, muito chata. Assim fazêmo-la com prazer! Devias estar contente por isso...

E a mãe revira os olhos, sem contra-argumentação possível. Eu bem digo que o rapaz dava para advogado... pelos menos das causas próprias!
E assim se passou o último workshop de férias da minha filhota, desta vez de teatro, no Papa-Léguas. Todas as tardes, durante uma semana, brincou ao teatro e montou uma peça que, no último dia, apresentaram aos pais. Uma peça muito divertida, onde ela fazia de gatinha. A professora Margarida (uma grande atriz e professora) fazia de ponto, mas os pequenos alunos safaram-se muito bem e mostraram como a semana foi importante para desenvolver competências várias: desinibição, colocação de voz, postura e trabalho corporal, treino de memória.

Sempre adorei teatro, sempre fiz teatro (que mais não fosse, as minhas teatradas em casa ou na apresentação dos trabalho na escola) e acho que é realmente importante para a formação de qualquer criança. É mais uma daquelas disciplinas que eu tornava obrigatórias, pela importância que as competências que descrevi acima têm no desenvolvimento pessoal e social de qualquer pessoa. Mas enquanto não o é (vamos ver se algum dia o será), há que tentar proporcioná-lo aos filhotes, em casa e neste tipo de workshops, onde eles têm contacto com as outras crianças e com professores-atores que os iniciam nesta boa arte.

Obrigada, Margarida Borges!
Obrigada, teatro Papa-Léguas!
A repetir, seguramente...

No sábado avancei furiosa para o hipermercado com a lista do material dos mais novos (ou melhor, as duas listas de material... tudo a duplicar!). Claro que não sabia o que era tudo. Claro que não havia tudo. E claro que a confusão era tal (25% de desconto em campanha Continente) que só trouxe metade.
Para ajudar à festa, esta semana recebo mais duas listas, dos mais velhos, seguramente mais ricas, variadas e complicadas do que as anteriores...

No domingo, atirei-me de cabeça aos livros por forrar. Comecei por pô-los todos em cima da mesa e contei-os: 57! (e ainda faltam 3 do Sebastião).


Estou em crer que, com 57 livros para 9 meses, os meus filhos vão acabar o ano doutores!
Era livro demais para mim. Por isso chamei os mais velhos e resolvi dar-lhes um workshop de como forrar livros. No ano passado já os tinha ensinado, mas este ano fui mais assertiva: Cada um forra os seus livros e acabou-se! A mãe já tinha dois bons montinhos, dos gémeos, para ocupar a manhã.
E assim foi. Resmungaram, fizeram vincos, e bolhas, mas lá forraram tudo e perceberam o trabalho que dá ter os livros em condições (ou perto disso). Para o ano há mais!


A Nonô começou por ajudar a mamã a forrar os seus (o mano gémeo estava no treino do hóquei). Mas depois fartou-se e ficou incumbida de arrumar os restos de papel e de plástico nos caixotes da reciclagem. Mas isso era um trabalho muito pouco criativo... por isso guardou metade, e a outra metade usou para fazer uma pequena "instalação" pelas escadas cá de casa. Quando acabámos de forrar os livros chegámos ao hall e tínhamos isto:


Felizmente, isto é só uma vez por ano.
A próxima saga chama-se Natal e embrulhos e também havemos de falar sobre ela por aqui...


PS - E se passaram também o fim de semana nesta boa "saga", não podem deixar de ler esta crónica da minha grande amiga Vera Sacramento, na Maria Capaz: http://mariacapaz.pt/cronicas/a-saga-do-regresso-as-aulas-por-vera-sacramento/
Quem costuma ler este blog sabe como a temática da ecologia e da sustentabilidade mexe comigo, e como tento (nem sempre da melhor forma ou com sucesso, é certo, mas há que ir tentando!) sensibilizar a pequenada cá de casa, e aquela que lê os meus livros, para estas temáticas. Na verdade, foi depois de ser mãe que todos estes temas começaram a fazer-me, cada dia, mais sentido. Foi a partir do momento em que pensei "Que mundo quero deixar aos meus filhos?", que foi surgindo em mim uma maior vontade de intervir, de mudar, ou de dar ferramentas aos meus filhos para que eles o façam, num mundo a precisar tanto da contribuição de todos.

Este ano sou Embaixadora da Greenfest, a maior feira de sustentabilidade do país, que vai decorrer de 8 a 11 de outubro, no Casino do Estoril.
Aceitei o desafio porque acredito. Porque tenho o Poder. E porque sei que todos vocês também o têm.
Vamos a isto?



"O Greenfest Regressa a Cascais com o tema Cidadania Activa e com o lema “Tenho o Poder”

A 8ª edição do maior evento de sustentabilidade do país decorre este ano entre 8 a 11 de Outubro, no Centro de Congressos do Estoril, e mais uma vez partilha o melhor que se faz em termos de sustentabilidade em Portugal, nas vertentes social, económica e ambiental.

O Greenfest, um evento para toda a família, junta empresas, autarquias e cidadãos, com o objectivo de sensibilizar para as questões da sustentabilidade e de lembrar que todos nos temos “o poder” de mudar, de agir, e de contribuir para a mudança. Este ano, são esperadas, mais uma vez, cerca de 25 000 visitantes. As novidades são muitas :

• A primeira feira das ONG de sempre em Portugal, organizada em conjunto com a Fundação Calouste Gulbenkian através do "Programa de Cidadania Activa" e os EEA Grants, permitindo a cada cidadão conhecer mais de 1
50 ONG`s nacionais e internacionais provenientes de 6 países – Croácia, Polónia, Letónia, Islândia, Noruega e Roménia.

Cada ONG terá uma banca para apresentar os seus projectos e actividades, angariar voluntários e donativos e vender artigos e produtos próprios. Desde os serviços sociais, à saúde, a ajuda ao desenvolvimento e a defesa dos direitos humanos todos estão representados. O tema relembra que todos nós “temos o poder” de agir, de ser solidários e de contribuir para fazer a diferença.

O Programa Cidadania Activa, que tem a duração de quatro anos e um orçamento global de €8.7 milhões, é gerido pela Fundação Calouste Gulbenkian e já apoiou 113 projectos em todo o país. É um instrumento através do qual a Noruega, a Islândia e o Liechtenstein apoiam as organizações da sociedade civil em Portugal, no âmbito do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu, o qual financia acções nos 16 países menos prósperos da União Europeia e fomenta as relações bilaterais com os países financiadores.

Mais informações: www.cidadaniaativa.gulbenkian.pt

• O programa UniverCity que inclui mais de 20 universidades e tem como objectivo possibilitar a partilha de alguns dos melhores projectos desenvolvidos pelos futuros impulsionadores económicos do nosso pais. Este complementa o programa de Escolas que inclui a visita de mais 2000 alunos do ensino básico e secundário fomentando o dialogo com os decisores de amanhã.

• Um programa dedicado à Saúde onde lembramos que cada um "Tem o Poder" de contribuir para a sua saúde através de workshops de cozinha saudável, conferências com nutricionistas e médicos de renome que nos ensinam a "tomar conta de nós" e rastreios de saúde para toda a família."



Depois de explicar ao Sebastião quem foi Darwin e, resumidamente, o que é a teoria da Evolução, pedi-lhe que pensasse no que é que ele tem de melhor para dar às novas gerações e ajudar a espécie humana a evoluir.

Pensou um bocadinho.

(Sebastião) Já sei! A minha mãe...

Não foi bem isto o que eu perguntei, mas comi-o com beijos!



Depois de muita insistência, ontem à noite, antes do deitar, a mamã lá abriu o computador para lhes ler algumas das histórias que a mãe escreveu neste blog. Saídas engraçadas que eles não se lembram de dizer, coisas malucas que eles não se lembram de fazer.

- Txii, mãe... nós éramos mesmo engraçados. Agora já não dizemos coisas destas!

Dizem outras, também engraçadas à sua maneira. Estão a crescer e assustadoramente depressa.
E fiquei mesmo contente por nunca ter desistido deste blog, durante quase 10 anos. Um dia destes terei de acabar com ele (já nem os filhotes me deixam escrever quase nada do que eles fazem ou dizem...), mas vai ser muito bom imprimir tudo isto e entregar-lhes, encadernado: "Aqui têm, meus filhotes. É a vossa vida..."

(Afonso) Eu acho que PS, para ganhar as eleições, devia fazer uma publicidade melhor.

(Mãe) E tens alguma ideia?

(Afonso) Acho que o António Costa devia, à parte da campanha, fazer um desporto qualquer e ficar todo partido.

(Mãe) ??

(Afonso) Assim ele estaria a fazer uma coisa "à parte" da campanha. E o que é um PS? É uma coisa que está à parte de uma carta. Aparece depois. Assim ele estaria a fazer um PS... Se ficasse todo partido, já podia dizer que era um verdadeiro "PS Partido". Ou um "Partido PS"...


É que ele perde mesmo tempo a pensar nestas coisas...

(Dudu, ao deitar) Ó mãe, se tu e o pai dormem juntos, vocês vão juntos para o mesmo sonho?
(Nonô) Ó mãe... eu um dia posso ser rainha?

(Mãe) Não, filha... em primeiro lugar não há rainhas em Portugal. Nós somos uma república. Só há reis e rainhas em países como a Inglaterra, por exemplo.

(Nonô) Então eu posso ser rainha em Inglaterra?

(Mãe) Bem, filha... Poder, podes. Mas como não és filha de reis, terias de te casar com um príncipe.

(Nonô) Então é só ir para Inglaterra e escolher um príncipe?


O pequeno George que se cuide... Vai ter uma candidata a princesa-rainha disposta a tudo para reinar...
(Afonso) Mãe, tenho uma nova forma de insultar as pessoas.

(Mãe) ???

(Afonso) Calma... é muito suave. Imagina que eu estou furioso com o Sebastião. Chego ao pé dele, com um grande sorriso e digo-lhe: "És tão fixe, Sebastião. Seu idiota. E estás bem giro com essa roupa.

(Mãe) ???

(Afonso) Eu sei que isto parece estúpido, mas na verdade deixa toda a gente satisfeita. O Sebastião fica satisfeito porque foi elogiado. Se bem calha nem percebeu que eu o insultei. Ou, se percebeu, como eu a seguir continuei a elogiá-lo não ligou. Como eu estou a sorrir, transmito-lhe confiança e ele sorri também. E quando duas pessoas sorriem, espalham sorrisos pelo mundo inteiro (como tu dizes). E eu também fico satisfeito porque tinha mesmo vontade de o insultar e insultei. E, para além disso, como fui meiguinho, a mãe não me põe de castigo...

E daqui tiro três importantes conclusões:
- O meu filho é super criativo, ando estupidamente parvo e está a ficar cada dia mais bonito e crescido.
- O meu filho tem a capacidade de argumentar sobre quase tudo, quase sempre argumenta sobre coisas imbecis, mas se calhar daria um bom advogado.
- Aulas precisam-se! (com muita urgência...)
Descobri, na Kid To Kid, o velhinho jogo do Sabichão por apenas 3,50€. Era um dos jogos da minha infância (ainda que noutra versão) e os meus filhos também se renderam. Passaram uma boa hora a jogar... e a aprender!

Para quem quer adquirir bons jogos baratinhos - de jogos de tabuleiro a puzzles e jogos didáticos - recomendo vivamente a Kid To Kid. Os jogos estão em bom estado e com as peças todas. Não são novos, a estrear... mas isso só quer dizer que já fizeram alguma criança feliz...

A mamã este ano vai ser Embaixadora da Greenfest (o maior evento da sustentabilidade em Portugal! Em breve contarei todos os pormenores), e a filhota nunca gosta de ficar atrás. Já se autodenominou "Mini-Embaixadora", e não vai querer perder pitada desta grande aventura...

O lema deste ano é "Tenho o Poder" (de me informar, de agir, de mudar, de ir, de sorrir). E alguém tem dúvidas do poder de uma criança para mudar o mundo?

http://www.greenfest.pt/


São só umas primeiras e inocentes ideias para ajudar na crise dos refugiados. Mas pensou sobre isto. Procurou soluções.
Hoje vamos "descascar" cada uma destas ideias e perceber como podemos levá-las avante. Ou porque não funcionam algumas delas. Que alternativas temos, em vez delas?

Vamos a isto, filharada! Pôr as ideias ao serviço do mundo.

(Mãe) Afonso, a mãe vai ensinar-te a fazer uma boa pesquisa. Pensa num tema que gostasses de pesquisar.

(Afonso) A civilização Maia!

Nenhuma hesitação. Aquele brilho no olho. Quanto mais misterioso e estranho, bizarro, impossível, melhor.

Não há dúvidas. É mesmo filho da mãe dele..

Enquanto a Mãe tratava da sopinha dos filhotes, a filhota tratou de fazer uma sopa para os bonecos. Água com alface, cenoura e couve roxa, que depois serviu às bonequinhas (e molhou tudo à sua volta. Mas isso agora não interessa nada...).

Não tem havido propriamente tempo para brincar às mães e às filhas. Mas perceber que a filha está muito atenta ao que faz a sua mamã, já deixa a mamã muito descansada.

Neste link encontram um guia prático para abordar com os vossos filhos, netos, sobrinhos, alunos, a questão dos refugiados que estão a chegar à Europa. Mais do que tudo, é preciso ensinar às crianças que somos todos seres humanos a viver num mundo tantas vezes desumano. E que ser solidário com quem precisa - independentemente da sua raça, credo, cor de pele, cultura, etc - é o mínimo que podemos fazer.

http://www.unhcr.org/numbers-toolkit/Manuals/NJN-FINAL-PT.pdf

Cá em casa vamos experimentar o seguinte modelo:

1. Contextualização (que tenho tentado fazer, perante as imagens que nos assaltam as televisões, jornais e revistas.
2. Exercício criativo (para trabalhar a empatia): E se o meu país estivesse em guerra?
3. Brainstorming: O que posso eu fazer?
4. Ação

Não sei que resultado isto terá. Mas espero que alguma coisa, dentro deles, se toque. E que, com isso, consigam, nas mais pequenas ações do seu dia-a-dia, fazer a diferença na vida dos outros.
Cá em casa gostamos de princesas, mas o que seria da vida sem estas "anti-princesas" que nos inspiram tanto ou mais do que as outras?

Ora aqui está uma coleção que eu quero muito ler à pequenada...

https://catraquinha.catracalivre.com.br/geral/familia/indicacao/colecao-infantil-antiprincesas-conta-historias-de-mulheres-inspiradoras/
Estacionar em Sintra nunca é muito fácil... mas vale sempre a pena!

E assim assistimos a mais uma peça infantil na Quinta da Regaleira, desta vez a história do Peter Pan, numa versão desconstruída e muito divertida, a piscar também o olho aos pais com inúmeras piadas que só nós, adultos (e alguma da pequenada mais velha) poderíamos entender.

Parabéns, Byfurcação.
Recomendo vivamente!



Nonô a tentar espreitar os primos gémeos pequeninos, ainda com poucas horas de vida, na incubadora.


(Mãe) Sabes que também estiveste numa incubadora como aquela, Nonô...

(Nonô) Eu lembro-me...

(Mãe) ??

(Nonô) Quando vinha a enfermeira eu olhava para ela e achava que não eras tu... mas já estava a ficar confundida...



E esta, hein?
Nasceram esta noite, na mudança da lua, os meus sobrinhos mais novos. Um lindo casalinho, que vai com toda a certeza trazer muitos risos e alegria à família.

E, para os receber, os primos cá de casa fizeram os seus desenhos... e o Afonso até compôs uma canção! (um bocadinho deprimente, verdade seja dita, com pena do que a tia terá de trabalhar para sustentar os filhos... mas terminava com a certeza de que ela iria conseguir dar conta do recado. Menos mal!)

Parabéns!!!
Bem-vindos a este mundo, A. e T.!


Porque somos todos Humanos...

http://mariacapaz.pt/cronicas/somos-todos-humanos-por-sara-rodi/

"Mas o que podemos fazer? – é outra pergunta que também se ouve, e que me coloco todos os dias. Não somos efetivamente ninguém para resolver os conflitos que estão a originar esta fuga em massa para a Europa. Não somos políticos, não somos ONGs. Individualmente, a maioria de nós é, de facto, impotente. Mas a impotência não se pode traduzir NUNCA em indiferença. Em distanciamento (já para não falar em atitude de superioridade!). É fundamental que sobre esta matéria (como sobre todas as outras que afetam este nosso mundo e as criaturas que nele habitam) nos informemos, partilhemos, sensibilizemos, pressionemos da forma que soubermos e pudermos. E, quando nos for dado contribuir, seja com bens, tempo, pressão, ajuda no terreno (o que for!) o façamos, também, na medida das nossas possibilidades. Termos em nós a disponibilidade possível para sermos uns pelos outros. Hoje nós por eles. Quem sabe um dia eles por nós, se o tabuleiro se inverter, como já tantas vezes a História registou."
Um em cada cinco portugueses tem uma perturbação mental, e é preciso começar a atuar desde a infância, defende David Neto, da Ordem dos Psicólogos.

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/psicologo/um-em-cada-cinco-portugueses-tem-uma-perturbacao-mental

Concordo que a presença de psicólogos nas escolas seja uma parte importante do trabalho preventivo. Mas eu ia mais longe. Com pais aflitos de tempo e escolas com extensíssimos currículos por cumprir, quem ajuda as crianças a autoconhecer-se? A perceber as suas potencialidades, fragilidades e desafios? A descobrir em si as ferramentas necessárias para lutar contra as naturais adversidades da vida? Para lidar com a frustração? Com os erros e os fracassos? Com o desamor? Com a vida e com a morte? Como valorizar o que cada um é e pode fazer, e aprender a colocá-lo ao serviço de uma Humanidade que precisa do melhor de cada um de nós para avançar?
Acho que temos privilegiado em demasia em conhecimento, em detrimento do autoconhecimento que, a meu ver, deveria ser também disciplina obrigatória, na escola ou em casa.
(e sei que há muitos pais, familiares, professores, educadores que procuram fazê-lo, mesmo num tempo que não têm - e obrigada por isso! - mas muito ainda há por fazer...)
Ontem fomos assistir (e cantar até nos doer a alma!) ao concerto dos Resistência em Cascais.
Antes, mostrei ao Afonso algumas das músicas dessa mítica banda que marcou a minha adolescência.

(Afonso) Txii, mãe... isso são as músicas do karaoke!

Acho que, subtilmente, me chamou velha. Mas enquanto for uma velha com pedalada para concertos, não estou nada mal... (digo eu!)

Pela mão do papá Pedro, cada vez mais especialista em arte do guardanapo em restaurantes e cafés...

Ainda falta um gato, um cão, duas tartarugas e um peixe... mas estamos quase todos!

Já falta menos de um mês para a próxima edição da Family Land (www.familyland.pt/), um evento organizado pela APFN (Associação Portuguesa de Famílias Numerosas) para todas as famílias que quiserem vir desfrutar de dois dias bem animados, no Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais.

Algumas das diversões deste ano:

Para os mais novos:
• Insufláveis
• Voltas de burro e pónei
• Workshops de ciência
• Ateliers vários
• Jogos tradicionais
• Pinturas faciais

Para os mais radicais:
• Segways
• Passeios a cavalo
• Lasertag
• Paintball
• Airsoft

Para os desportistas:
• Jogos de Volley
• Demonstrações de Rugby
• Torneios de futebol
• Treinos de ténis
• Esgrima Lusitana
• Batismo de Golfe
• Padel


19 e 20 de setembro... lá estaremos!


Chegaram os livros!!!

Este ano para 4...
Até o funcionário dos CTT teve pena de mim e ajudou-me a trazer o caixotão para dentro de casa...


Agora é guardá-los bem guardadinhos até dia 21 de setembro, e aproveitar as férias que restam, que o ano (o deles e o meu!) vai ser bem duro...
A minha Garrafa Mágica no Destak, ao lado de outros livros que recomendo também a leitura, aos mais pequenos e aos papás deles também :)



"Quando Abel descobre, junto ao pontão, uma garrafa com um pedido de socorro, estava longe (muito longe!) de imaginar as voltas que a sua vida daria.
Na companhia da sua avó e de dois gansos-patolas muito especiais, Abel parte de barco em busca das coordenadas indicadas na mensagem. Coordenadas que o levam a conhecer inúmeras espécies marinhas ameaçadas pela sobrepesca e pela pesca acidental, pela destruição dos seus habitats e pela poluição causada pelo Homem.
A garrafa mágica que Abel encontrara continha, na verdade, um pedido de ajuda dos mares e oceanos. Um pedido urgente, a que ninguém pode ficar indiferente...
A equipa da Sailors for the Sea conta com Abel para levar a cabo esta missão: proteger e explorar de forma sustentável o nosso mar, fonte de riqueza e fonte de vida. Mas conta também contigo...
Junta-te a nós nesta aventura e vamos transformar o planeta num lugar mais limpo e sustentável."


PS - "A Garrafa Mágica" já está também disponível em ebook: https://www.leyaonline.com/pt/ebooks/a-garrafa-magica-ebook/
O Titão e o Dudu estão de férias com os avós.
O Afonso e a Nonô aproveitam para gozar a casa tão "vazia".

O Afonso já fez uma lista de todos os filmes que quer ver, esparramado em TODO o sofá.
A Nonô decidiu que vai testar as camas dos manos que não estão. Hoje dorme no quarto do Titão (que encheu de bonecos e livros "de miúdas"), amanhã testa a do Dudu.

É difícil fazer o dia do Filho Único com quatro filhos. Mas a Meia Semana dos Dois Filhos, até ver, está a ser um sucesso!
O Titão perdeu mais um dente. Um pré-molar que já andava a chateá-lo há algum tempo, caiu-lhe enquanto esfregava os dentes.

(Titão) Mãe, vale a pena deixar o dente debaixo da almofada?
(Mãe) Tu é que sabes, filho. Se não deixares, a fadinha dos dentes não vem.

Revirou os olhos, fazendo-se de muito crescido.

(Titão) Diz lá, mãe... Se eu puser o dente debaixo da almofada, tu vais lá pôr uma moeda?
(Mãe) Eu?? A mãe não tem nada a ver com isso. É entre ti e a fadinha. Tu é que tens de saber se ainda acreditas nela ou não.

Hesitou, mas lá acabou por ir embrulhar o dente num bocado de papel e colocar debaixo da almofada.
E teve sorte... A fadinha não gosta muito quando os meninos se armam em crescidos e acham que já não têm idade para acreditar nela. Mas desta vez ainda perdoou o Sebastião, que ganhou uma moeda de 2€ (é um dente maiorzinho)... e, claro, uma cartinha!

O jogo "Desafio" é um dos preferidos do Sebastião para treinar o Português.

Depois de um "Desafio" animado, desafiei-o a tentar escrever a maior palavra de que se lembrasse.


Eu não faria melhor!

PS - Parascavedecatriafobia - Medo da Sexta-feira 13.
A manhã estava cinzenta, convidava a um passeio ou programa mais cultural.

- Borboletário ou Museu de Arqueologia?

A escolha recaiu sobre o Museu de Arqueologia, que tem uma exposição sobre objetos egípcios.



O Afonso é há muito tempo fã desta civilização, o Sebastião ficou conquistado depois da série "Casa de Anubis". E foi esta série (mais até do que os livros que lhes dou a ver e ler sobre o assunto) que lhes deu os conhecimentos que me impressionaram. Anubis, Thot, o olho de Hórus, a importância dos escaravelhos, do falcão, do gato e do cão, múmias e sarcófagos... com toda esta terminologia se sentiam à vontade... e ainda conseguiam ser guias dos irmãos mais novos, menos familiarizados com o tema.

A prova de que as séries juvenis podem ser, mais do de fonte de entretenimento, educativas. E com muito bons resultados.



PS - O Museu de Arqueologia, para além desta exposição, tem mais 4 que vale a pena conhecer. Recomendo!



http://uptokids.pt/opiniao/para-a-mae-da-crianca-que-estava-aos-berros-na-feira-do-livro-da-escola/


E quem é que ainda não passou por isto?

E quem é que não teve a mesma calma e paciência?

Eu já passei muitas vezes.
Já consegui ser esta Mãe algumas vezes.
Já consegui "passar-me" outras tantas.

E ser Mãe é isto mesmo. Fazer o possível, todos os dias.

A tia Cristiana Resina desafiou a pequenada para uma tarde de pintura. Mas a pequenada de hoje em dia, que vive na era do capitalismo e sabe que não há arte que sobreviva sem vendas, tratou logo de montar uma loja para vender as obras feitas.




Na Galeria improvisada, por várias partes da casa, as "telas" ganharam nome e preço.


Felizmente, depois de perceberem que não tínhamos dinheiro para comprar os desenhos dos nossos próprios filhos, fizeram-nos dinheiro de papel, o que tornou a compra muito mais "em conta".


E assim se passou mais uma tarde bem passada. Obrigada, tia Cristiana!
Era um tema que nunca tinha explorado muito com os meus filhos - Heráldica não é o meu forte nem me interessa por aí além - mas nada como as férias para experimentar coisas novas.
O Museu Condes Castro de Guimarães está com um programa vasto de ateliers diferentes e curiosos, para além de gratuitos (o que pesa numa prole de 4) e hoje lá fomos à descoberta dos brasões. Os dos Condes de Castro Guimarães e de algumas famílias importantes que passaram por Cascais, mas também do nosso. Que brasão gostaríamos que tivesse a nossa família? Como decoraríamos o escudo? Que animal escolheríamos? Que cores e porquê?



E assim nasceram 4 brasões diferentes, 4 propostas para uma mesma família, com visões diferentes (muito diferentes!) da nossa história...


- O Duarte - em baixo, à direita - imaginou uma família de portistas (bem azul!), com um dragão no topo (e que dragão, elétrico e frenético como somos todos nós).
- A Leonor - em baixo, à esquerda - imaginou um cenário bem mais colorido. Uma família coroada (ou não fosse ela uma princesa), com asinhas de fada.
- O Sebastião - em cima, à direita - iniciou uma nova fase da vida da família, que se torna de repente numa família de 4 estrelas do futebol, capazes de marcar grandes golos (espero que não apenas na baliza!). O preto presente no seu brasão é porque a família também passou por algumas mortes.
- O Afonso - em cima, à esquerda - ainda se remeteu mais para o passado e, nas asas do seu dragão (porque somos portistas, nessa matéria não há muito a fazer) fez altos e baixos. "Os altos e baixos da história da família. E porque alguns foram ricos, outros pobres, alguns perderam tudo e outros enriqueceram." As cores são as Portugal, embora também sejam de sangue e de esperança. E a espingarda, no topo, é a espingarda do avô.

Confesso que temi que o atelier (que também inclui uma visita ao museu) fosse uma "seca" para a filharada (como eles dizem). Mas divertiram-se bastante, e em casa ainda foram espreitar na internet os verdadeiros brasões dos nomes da nossa família.
De nobres temos pouco, mas cá estamos e estaremos, de armas prontas, para lutar por aquilo que nos faz sentido, à nossa maneira :)


PS - E, por último, uma private joke para a família:

(Mãe) E o que são estas pernas de dragão? Achas que um dragão destes tinha uma perninhas tão fininhas?
(Afonso) São perninhas "delgadinhas"...

Sentimo-nos velhas quando...


Herdamos os sapatos da nossa sobrinha de 10 anos, a quem entretanto o pezinho cresceuuuuuuuu...

Obrigada, querida M.!
E, assim como quem não quer a coisa, tiramos do quarto dos brinquedos dois sacos cheios, um para o lixo, outro para dar.

A última "limpeza" que fizemos foi em Dezembro. Como é possível juntar tanta tralha em tão pouco tempo?

E o consumismo, como é que nos livramos dele?!

E com Super-Heróis destes, quem é que precisa dos outros?

O pai nomeou o Sebastião seu ajudante e levou-o consigo. Os gémeos foram incumbidos de despejar o quarto dos brinquedos das tralhas que já não queriam.

Restava uma missão: roubar o Afonso à tentação de passar uma manhã a ver televisão e jogar Mind Craft.

Solução encontrada: Manhã musical, a tentar tocar o "Fon Fon Fon" dos Deolinda. Afonso na guitarra, Mamã no piano.
(bem... começou por ser o Thunderstruck dos AC DC, mas pelas razões óbvias tivemos de mudar de planos!)

Ainda não soa como deve ser, mas a missão foi superada. Até ao final do dia temos concerto!


(Dudu) Mãe, diz lá, a sério... Tu és uma felina?

Ainda não tenho adolescentes cá em casa, mas os mais velhos caminham a passos largos para a pré-adolescência.

Por isso vale a pena ler este artigo da Sábado. Procurar compreender. Ouvir, procurar esclarecer e sobretudo tentar dialogar.

Sei que nem sempre é fácil, mas acredito que encarar o assunto sem tabus pode ser um primeiro passo...


http://www.sabado.pt/vida/detalhe/o_que_esta_a_mudar_na_vida_sexual_dos_jovens_portugueses.html
Para os futuros papás interessados:

A Cytothera - a primeira empresa em Portugal a lançar o serviço de criopreservação de células estaminais do tecido - faz 10 anos e está a lançar, durante este mês, uma campanha de 30% de desconto a todos os futuros papás interessados.

Lembro-me que hesitámos em recorrer ao serviço no nosso segundo filho (no primeiro ainda se falava pouco sobre o assunto), mas já não tivemos dúvidas aquando do nascimento dos nossos gémeos. Embora ainda haja muito por descobrir, estudar, aplicar, o transplante de células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical é já hoje utilizado para o tratamento de dezenas de doenças (mais de 80, segundo dados da Cytothera). Talvez nenhum de nós venha a precisar (assim espero!), mas ainda assim acredito que a análise e investigação deste material pode vir a ser precioso para tantos outros pais e filhos que dele venham a necessitar.


Aos futuros papás interessados:

para obterem 30% de desconto na adesão de qualquer serviço Cytothera imprimam a imagem que se segue e apresentem-na no ato de aquisição do serviço.



E que corra tudo muito muito bem! :)



+ DADOS sobre a Cytothera:

- Garante cobertura de aplicação terapêutica – comparticipação das despesas até 20.000€, em caso de utilização das células pelo próprio ou núcleo familiar restrito;
- Convite a todos os pais para visitar as instalações, conhecer a equipa Cytothera e assistir a todo o processo;
- Simplicidade e comodidade (adesão ao serviço pode ser feita por telefonema);
- Gestor responsável pelo acompanhamento e gestão personalizada de todo o processo;
- Kit Cytothera devidamente equipado com bolsas de frio, não necessitando de refrigeração antes ou depois do parto, permitindo manter a qualidade das células até ao seu processamento.
- Detém a patente do método de isolamento de células, que permite que em caso de necessidade de aplicação das células estaminais numa operação, estas estejam “prontas a utilizar” no momento de necessidade.
... e tudo aquilo que se aprende por lá:

- Dudu dá mergulhos de cabeça como gente grande
- Titão tira as mãos do volante da bicicleta
- Deixaram de ter medo de montanhas russas, escorregas de água e pranchas de três metros

Para o ano há mais!
(Nonô, a super pirosa) Mãe, a minha cor preferida já não é o cor-de-rosa.

(Mãe) Ai não? Então qual é agora?

(Nonô, a ex-super pirosa) O preto e o branco.


6 anos de gente.
Ui!
Era para ser uma programa a duas (Mamã e Filhota) mas o Pai não pôde ficar com o Dudu, que se juntou a nós.

(Dudu) Mas eu não quero ir ver a Sininho, mãe! Eu não gosto de filmes de Fadas!
(Mãe) Mas este tem um monstro, Dudu. Vai ser assustador...

Começou, de facto, com alguns momentos mais intensos, de ação e perigo, que interessaram ao Dudu (e à Nonô também, mas o desafio era conseguir que o Dudu conseguisse ficar sentado na cadeira do cinema o filme inteiro). Depois vieram outros mais lamechas, mas o Dudu conseguiu entreter-se a ver qual das mulheres da sua vida (mãe e irmã) choraria primeiro. Mãe e filha empataram: choraram ao mesmo tempo!

Resultado: um filme ternurento, sobre a importância de ver para além daquilo que os outros nos tentam fazer crer (ouvir com a voz do coração e ter coragem para a seguir... embora a voz da cabeça também seja importante!), que deixou Mãe e Filha rendidas (e um Dudu que se aguentou muito bem, o que é um óptimo indicador!)

- Mãe, eu estou a ouvir a voz do meu coração!
- Ai sim? E o que é que o teu coração te está a dizer?
- Tum, tum! Tum,tum! Tum, tum!

A mãe queria tirá-los de casa, da tentação da TV e dos jogos, mas já não tinha muito tempo até ao treino de hóquei ao final da tarde.
O Museu mais perto de casa? O do automóvel. Pelo menos haveria de ensinar qualquer coisinha.
E ensinou. Vários carros, diversos modelos do início do século XX, que nos permitiram algumas conversas engraçadas sobre os nossos antepassados e a sua forma de vida.

A sala era pequena, o museu ficou visto em meia hora. E no final o responsável, vendo a Mamã com um grupo de cinco (4 filhos mais 1 sobrinho), ainda soltou:

- Levo-os antes à praia. Com este tempo, eles querem é gelados!

A praia ficou para o dia seguinte, mas a meia hora seguinte foi passada no Santini, a comer o melhor gelado do mundo e a conversar.





"Olha, mãe, nós tínhamos que andar neste! É o único com 7 lugares..."


O desafio era ensaiar um musical numa semana. O escolhido, para a faixa etária dos 6-10, era a "Pequena Sereia". E a mãe não resistiu a inscrever a sua filhota, que gosta tanto de cantar, dançar e representar (ou não fosse ela filha da sua mamã).
Deixei-a numa segunda-feira às 9h da manhã, fui dar-lhe um beijinho à hora do almoço e só voltei às 17h da tarde. No dia seguinte disse que já era preciso eu aparecer à hora do almoço. Lá andava, com uma bolsinha cheia de papéis com falas que não sabia ler ("Se eu já soubesse ler era mais fácil, não era, mamã?"), mas entusiasmadíssima e cheia de amigas novas.
E, na sexta-feira à tarde, lá fez a sua apresentação. Não tinha nenhum papel especial, era só um elemento do Coro, mas sentiu-se parte de um todo. Cantava e dançava com um sorriso rasgado e saiu de lá com mais uma experiência no seu minúsculo currículo. Agora sabe fazer a roda, fazer novos exercícios de alongamentos e canta ao espelho como se não houvesse amanhã.

Obrigada, EDSAE! Para o ano, lá estaremos!