(Mas não é tudo mau, vá... Aqui fica uma reflexão positiva depois de tantas contas à vida)
A Troika, com tudo aquilo que nos tem feito de mal, tem-nos também obrigado a reiventar a nossa economia doméstica, o que eu espero que tenha alguns reflexos positivos, no meio da desgraça. O Natal nunca mais terá quilos de brinquedos (alguns repetidos, alguns que os miúdos já nem tinham paciência para abrir). E as festas de anos nunca mais terão presentes caros que às vezes não tinham utilidade nenhuma. Nem serão mega festas com um número astronómico de convidados com quem nem se tem tempo para estar. Nem uma mesa farta de iguarias que fazem mal à saúde, e que depois vão em parte para o lixo porque eram em demasia. Os armários deixarão de ter quilos de roupa, e vamos voltar a reaproveitar a roupa dos irmãos e dos primos mais velhos. As despensas deixarão de ter tudo aquilo que nos apetece comer (tantas vezes só por sugestão das campanhas de marketing). Vamos dar mais passeios a pé porque o combustível está caro. Vamos fazer mais férias no país. Vamos reaprender mezinhas caseiras porque os medicamentos e a cosmética saem caro. Vamos voltar a plantar no jardim e a reaproveitar os canteiros. A viver com menos gadgets e a falar menos ao telemóvel. Vamos voltar a fazer empadão com restos de carne e comer mais vezes arroz de atum. Vamos fazer mais piqueniques, em vez de irmos a restaurantes. E fazer teatros e dar concertos em casa, porque os outros saem caro.
Sofre naturalmente toda a indústria e serviços que foram criados para sustentar esta nossa sociedade do consumo (e as famílias dos respectivos desempregados, muitos deles que nunca chegaram a saber o que eram estes luxos de que falo). Mas não consigo deixar de pensar que, no meio dos tempos difíceis que se avizinham para todos, aprenderemos a dar mais valor ao que temos, a aproveitar melhor o tempo que passamos juntos e a divertirmo-nos melhor com pouco. Iremos ao osso, mas pode ser que lá encontremos alguma coisa de essencial, que também já nos andava a fazer falta...
A Troika, com tudo aquilo que nos tem feito de mal, tem-nos também obrigado a reiventar a nossa economia doméstica, o que eu espero que tenha alguns reflexos positivos, no meio da desgraça. O Natal nunca mais terá quilos de brinquedos (alguns repetidos, alguns que os miúdos já nem tinham paciência para abrir). E as festas de anos nunca mais terão presentes caros que às vezes não tinham utilidade nenhuma. Nem serão mega festas com um número astronómico de convidados com quem nem se tem tempo para estar. Nem uma mesa farta de iguarias que fazem mal à saúde, e que depois vão em parte para o lixo porque eram em demasia. Os armários deixarão de ter quilos de roupa, e vamos voltar a reaproveitar a roupa dos irmãos e dos primos mais velhos. As despensas deixarão de ter tudo aquilo que nos apetece comer (tantas vezes só por sugestão das campanhas de marketing). Vamos dar mais passeios a pé porque o combustível está caro. Vamos fazer mais férias no país. Vamos reaprender mezinhas caseiras porque os medicamentos e a cosmética saem caro. Vamos voltar a plantar no jardim e a reaproveitar os canteiros. A viver com menos gadgets e a falar menos ao telemóvel. Vamos voltar a fazer empadão com restos de carne e comer mais vezes arroz de atum. Vamos fazer mais piqueniques, em vez de irmos a restaurantes. E fazer teatros e dar concertos em casa, porque os outros saem caro.
Sofre naturalmente toda a indústria e serviços que foram criados para sustentar esta nossa sociedade do consumo (e as famílias dos respectivos desempregados, muitos deles que nunca chegaram a saber o que eram estes luxos de que falo). Mas não consigo deixar de pensar que, no meio dos tempos difíceis que se avizinham para todos, aprenderemos a dar mais valor ao que temos, a aproveitar melhor o tempo que passamos juntos e a divertirmo-nos melhor com pouco. Iremos ao osso, mas pode ser que lá encontremos alguma coisa de essencial, que também já nos andava a fazer falta...










































